Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Reportagens

JD h duas dcadas a servir o pblico

Srgio V. Dias - 01 de Fevereiro, 2014

O Jornal dos Desportos, um dos quatro ttulos das Edies Novembros, completou ontem dia 31 de Janeiro 20 anos da sua existncia.

Fotografia: Jornal dos Desportos

A 31 de Janeiro de 1994, quando saiu às bancas a primeira edição do Jornal dos Desportos, um emaranhado de projectos e ideias rodeavam a estratégia traçada pela direcção deste título das Edições Novembro-EP, que já teve três líderes.  

Victor Silva, actualmente administrador não executivo, Policarpo da Rosa e Matias Adriano são os três directores que o JD conheceu em 20 anos de existência. O Jornal dos Desportos, que por mérito próprio chegou onde chegou, continua a dispensar comentários. A sua afirmação nos diferentes pontos do país é uma realidade inequívoca, dada a rede de correspondência que tem criado.

Não demorou desde a data do seu surgimento nas bancas para ganhar a dimensão de um jornal nacional. Fruto disso, na segunda metade dos idos anos de 90 já possuía uma rede de correspondentes, que faziam com que o JD tivesse então a dimensão nacional. Refiro-me particularmente a nomes como os de Morais Canâmua, na Huíla, ao malogrado Padre Muanamosi Matumona, no Uíge, Mário de Carvalho, em Benguela, o Júlio Gaiano, no Lobito, e eu, particularmente, que a partir do Namibe, cidade da rara Welwitchia Mirábilis (depois de uma passagem pelas terras altas da Chela), dávamos ênfase à dimensão nacional a este título.

Mais tarde outros talentos surgiram nas correspondências provinciais do JD. Nesse particular, pode citar-se nomes como os de Joaquim Suami (Cabinda), de Manuel de Sousa (Namibe), Gabriel Ulombe (Huambo), todos com passagens pela província da Huíla, e com boa margem de progressão.

Na senda de correspondentes, há ainda a destacar os nomes de João Constantino, hoje em missão no Bié e com passagem também pelo Huambo, assim como os dos “novatos” Daniel Melgas (Moxico), Adriano Sapalo (Lunda-Norte) e de tantos outros.

Todos eles deram impulso ao projecto do Jornal dos Desportos, iniciado por algumas penas de referência como o malogrado Gil Tomás, António Ferreira “Aleluia”, actual director de Marketing da empresa, Fontes Pereira, Salas Neto e tantos outros, cuja marca está bem evidenciada no historial deste título das Edições Novembro-EP. E como já aqui referimos em diversas ocasiões, o historial do percurso do JD não se circunscreveu apenas às figuras mencionadas. Pouco depois de surgir nas bancas, o JD testemunhou a entrada de outras penas de referência, como o Policarpo da Rosa, que até então assumia a condução dos destinos das páginas desportivas do Jornal de Angola, do Sak Santos, Pedro da Ressureição, Pedro Augusto, Mário Eugénio, Josefa Tomás, do António Júnior, do malogrado Sardinha Teixeira e de outros.

Não podemos falar do JD hoje sem mencionar os veteranos António Félix, João Francisco, bem como de outros escribas mais “novatos” que vêm dando cartas, como Melo Clemente, João Carmo, Paulo Caculo, Betumeleano Ferrão ou Domingos Mendes, Francisco Carvalho, Silva Cacuti, isto só para citar mais alguns.

Nesta longa lista de escribas, devem-me ter escapado alguns, não posso deixar também de fazer uma referência ao amigo Osvaldo Gonçalves. Detentor de uma pena invulgar, que não se confunde pelo exímio verbo que utiliza na sua redacção. A sua história é conveniente recordar isso, vem desde os tempos em que era semanário, passou depois a bi-semanário até atingir o estatuto de diário em Agosto de 2007, um feito até então consumado apenas pelo generalista Jornal de Angola no país.

Por tudo isso, os leitores dispõem hoje de um leque de informações sobre o apaixonante mundo do desporto, feito com rigor, imparcialidade e acima de tudo como muito profissionalismo. Essa proeza orgulha a todos os fazedores deste jornal, que no dia-a-dia trabalham sob o manto de muito sacrifício, muitos espinhos e abandono, inclusive, por horas incalculáveis, do leito dos seus lares. Enfim, tudo isso contribui, grandemente, para que nestes 20 anos da sua existência o JD fosse hoje por hoje o jornal que é. Deve-se ter consciência disso.