Jornal dos Desportos

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Reportagens

Jovens garantem um porvir melhor

29 de Julho, 2015

As jornadas desportivas entre Angola e Cuba mobilizaram milhares de cidadãos

Fotografia: Jornal dos desportos

A JMPLA, Juventude Revolucionária do MPLA e força da Vanguarda do Povo Angolano, manifestou por ocasião do primeiro jogo entre as Selecções de Angola e de Cuba, o  compromisso de ser o alicerce de bases seguras para um desporto para todos, dentro dos ideais que nortearam a luta pela liberdade do Povo Angolano. O acto foi  testemunhado de Cabinda ao Cunene, foi lido pelo Camarada, Garrido da Costa em representação dos nossos desportistas. Eis o seu teor na íntegra:

“O desporto, como fenómeno social que é, tem de ser encarado sempre e não apenas em alguns casos - debaixo de uma perspectiva política.
Tomado como ponto base  o indicado, não temos dúvidas que o desporto é um fenómeno que depende dos factores económicos e sociais, que determinam as super - estruturas políticas. Deste modo, teremos que considerar o desporto, no caso particular o futebol, sob uma perspectiva política.

Como se tornou evidente, o desporto na era colonial, era analisado e visto sob um prisma capitalista. E, não nos esquecemos que o País que nos colonizou durante 500 anos era um dos gerentes do imperialismo no nosso País. Assim visto o problema, não temos dúvidas em afirmar que existem lacunas enormes que separam o desporto que se pratica nos países capitalistas do que resolvemos por decisão da memória, através do vosso querido MPLA, Vanguarda do Povo Angolano, de Cabinda ao Cunene, que é a prática do desporto segundo a via socialista.

Assim, poderemos afirmar com verdade, que o desporto capitalista considerou sempre o atleta como mercadoria transaccionável ao preço que faziam como escravos, de acordo com o seu critério de apreciação. Era-o elitista, pois nós sabemos  que as instalações desportivas, os meios e condições eram colocados fora dos principais aglomerados populacionais e os poucos que fora do asfalto beneficiavam da educação física eram controlados e encaminhados a seguir vias e sistemas que desconheciam e conscientemente não só acreditavam como nada lhes dizia de interesse para si e a nossa Sociedade.

Todos sabemos que no capitalismo, o desporto servia de aliciamento e somente se disputava nas cidades.
Agora, analisemos com ponderação e verdadeiro espírito de compreensão, o que se passa no desporto praticado nos países socialistas, que o mesmo será dizer na nossa Angola.

Não se negoceiam seres humanos, mas contribui-se para evolução sócio - cultural e política, como fenómeno de valorização e integração na sociedade a que todos temos direitos, numa Angola renovada, onde tantos combatentes valorosos e membros do Governo nada eram para os colonialistas e que hoje, são o expoente duma República de Trabalhadores que, a cada momento a atitude, dignificam e prestigiam o nosso País, que hoje, já se pode afirmar, deixou à distancia os que a colonizaram e situa em posição de destaque perante estados independentes”.