Jornal dos Desportos

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Reportagens

Nike antev vitria sobre Adidas no Campeonato do Mundo

18 de Março, 2010

Nike antev vitria sobre Adidas

Fotografia: Reuters

A Nike, maior fabricante mundial de artigos desportivos, prevê ampliar a sua liderança na venda de produtos ligados ao futebol em relação à concorrente Adidas, ajudada por novos lançamentos e por intensas campanhas publicitárias durante a Copa do Mundo.
Mark Parker, executivo-chefe, afirmou que a confiança do consumidor continua frágil, e que a recuperação económica global vai ser "longa e gradual".

O responsável referiu que a empresa está a avançar sobre a concorrência e registou uma "ligeira melhora" nas encomendas, o que inclui uma "significativa" elevação na procura por chuteiras, uniformes e equipamentos para futebol. “Estamos a entrar num período onde vamos ampliar ainda mais a nossa liderança (no futebol). Então a Copa do Mundo é uma grande oportunidade para ver o que acontece, certamente (com) o produto que estamos a criar e a presença que teremos", disse Parker.

O executivo concedeu a entrevista no momento em que a Nike lança a sua campanha para o Campeonato do Mundo, com a chegada de uma nova versão da sua moderna chuteira Mercurial e de uma ferramenta online para o treino do desporto, chamada Nike Football+.
A empresa norte-americana apresenta seus kits para as dez selecções que vai patrocinar no Mundial da África do Sul, incluindo o Brasil. A Nike, líder incontestado nos mercados de atletismo e basquetebol, tem ampliado a sua presença no futebol, desporto mais popular do mundo, com forte expansão nos mercados emergentes.

Em 2007, a marca comprou a Umbro, que patrocinava a Inglaterra, e um ano depois tirou da Adidas o patrocínio da selecção francesa — a partir de 2011. A marca também veste selecções importantes como Brasil, Portugal e Holanda. Já a Adidas, por muito tempo líder nesse mercado, patrocina 12 das 32 selecções da Copa, além do próprio evento, o que significa vestir os funcionários da Fifa e fornecer as bolas dos jogos.

A empresa alemã, que tem entre os seus patrocinados a Argentina, Alemanha, Espanha e África do Sul, também diz que prevê vendas recordes de produtos ligados ao futebol este ano, superando sua marca anterior de 1,3 bilhão de euros (1,8 bilhão de dólares) em 2008.

SAD encarnada com prejuízos

A SAD do Sport Lisboa e Benfica agravou o prejuízo no primeiro semestre da época 2009/2010, face ao mesmo período da época anterior, para 13,8 milhões de euros, anunciou recentemente o clube em comunicado. Esse valor compara com os 9,2 milhões de euros de prejuízo registado entre Julho e Dezembro da época passada, num agravamento de mais de 50 por cento.

A Benfica SAD salienta, no entanto, que a "comparabilidade com o semestre do exercício anterior se encontra afectada pela alteração no perímetro de consolidação", nomeadamente pela aquisição da totalidade das acções da Benfica Estádio no final do mês de Dezembro de 2009.

De acordo com os valores enviados à Comissão do Mercado e Valores Mobiliários (CMVM), no semestre, os proveitos operacionais chegaram aos 29,3 milhões de euros, mais 3,3 milhões de euros do que o conseguido um ano antes.

Cristiano Ronaldo
fica com a Nike até 2014

A empresa de materiais desportivos norte-americana Nike renovou contrato com a estrela portuguesa do Real Madrid, Cristiano Ronaldo, que vai receber seis milhões de euros por ano até 2014, mais do que os 4,5 milhões actuais. O acordo vai tornar o astro lusitano o jogador mais bem pago entre os patrocinados pela Nike, embora o valor seja inferior aos dos contratos dos jogadores de basquetebol norte-americanos Kobe Bryant (7,5 milhões/ano) e Lebron James (9 milhões), ou do golfista Tiger Woods (16 milhões).

O Marca indicou que a Nike intensificou as negociações com Cristiano Ronaldo frente à ofensiva de sua concorrente alemã Adidas, que havia contactado o atacante português. Os prémios por conquistas poderão elevar o contrato anual para sete milhões de euros.
Cristiano Ronaldo, de 25 anos, jogador mais caro da história (94 milhões de euros), é considerado um ícone publicitário e tem um rendimento anual superior a 20 milhões de euros, metade proveniente do salário pago pelo Real Madrid.