Jornal dos Desportos

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Reportagens

Niki Lauda ganhou trs ttulos mundiais

29 de Agosto, 2011

Pode ter havido pilotos melhores que Lauda mas nunca houve outro igual

Fotografia: AFP

Nas páginas de ouro da Fórmula 1 existe um piloto austríaco que conquistou o seu respeito, e hoje ao escutarmos o seu nome, Niki Lauda, lembrarmo-nos de três títulos que ele ganhou: dois com a Ferrarri e um com a McLaren. Lauda nasceu a 22 de Fevereiro de 1949 no seio de uma abastada família de Viena cujo estado social foi problemático e proveitoso ao mesmo tempo.

Ficou claro desde o começo que rótulos familiares convencionais não cabiam aos Lauda. Mas as ligações familiares facilitaram na hora de conseguir empréstimos e custear os gastos com a sua carreira de piloto. Foi um interesse nato que fez com que Lauda se sentisse atraído pelos automóveis e pela carreira desportiva. Disputou a sua primeira corrida em 1968.

Apesar da desaprovação do pai, correu primeiro na Fórmula 3 antes de se aventurar na Fórmula 2 em 1971, comprando uma vaga na escuderia March, onde formou equipa com Ronnie Peterson e logo na equipa BRM. A sua capacidade como piloto chamou a atenção de Luca di Montezemolo, da Ferrari, que o levou com a equipa para dois campeonatos mundiais. O primeiro ano de Lauda na Ferrarri, 1974, trouxe também a primeira das suas 26 vitórias na Fórmula 1.

Mas foi no ano de 1975, que Lauda chamou de "ano inacreditável" que ele ganhou seu primeiro campeonato mundial, conseguindo cinco vitórias durante a temporada graças a um carro muito superior ao dos seus adversários. Mas o ano pelo qual o austríaco é mais lembrado foi no Grande Prémio da Alemanha em 1976, em Nürburgring. Lauda ficou gravemente ferido. O Ferrari saiu da pista, chocou com um muro e regressou à pista, bateu noutro automóvel antes de se incencdiar.

Lauda foi retirado das chamas com graves danos pulmonares e sanguíneos, além de queimaduras no rosto. Entrou em coma. De volta ao circuito seis semanas depois do acidente, Lauda confessa que nesse dia estava petrificado de medo. Foi para o campeonato mundial em 1977, apesar de ganhar somente três corridas nesse ano. Abandonou a Ferrari e na sua saída fez duras críticas à equipa.

Em 1978 assinou com Bernie Ecclestone e Gordon Murray, da escuderia Brabham. Mas o sucesso não esteve a altura do esperado, especialmente devido ao pobre funcionamento do motor Alfa de 12 cilindros que equipava o automóvel, e no Grande Prémio do Canadá de 1979, dois anos depois da sua saída da Ferrari, Lauda decidiu retirar-se da F-1.

Dedicou-se nos anos seguintes à sua companhia aérea e a ser comentador de televisão. Lauda não era o mais rápido que o melhor dos seus rivais. Não gostava de arriscar além do necessário. Foi bem sucedido. Apesar de ser mau aluno na juventude, tinha muita inteligência no ramo desportivo onde esse factor é determinante. Pode ter havido pilotos melhores que ele, mas nunca houve outro igual.


Janet Evans
A menina de ouro da natação


Janet Evans, com os seus recordes ainda vigentes e as cinco medalhas olímpicas que ganhou em Seul e Barcelona, é considerada como uma das melhores nadadoras do século. Contrariando todas as regras, com s1,56 m de altura e 49 quilos e sendo uma adolescente de 17 anos, Janet Evans começou a escrever a sua história na natação mundial. Não é qualquer desportista que consegue manter-se em cima durante três ciclos olímpicos e o que é mais difícil, ganhando.

Esse é o caso de Evans que no final dos anos 80, na especialidade fundo, derrotou as competidoras dominantes do então bloco oriental, entre elas as russas e alemães. Mas antes de tornar-se uma estrela olímpica, Evans foi escolhida a melhor do seu país em 1987, título que dividiu com o legendário Matt Biondi durante anos consecutivos. Desde 1986 começou a coleccionar vários êxitos imbatíveis. Ganhou o Aberto dos Estados Unidos, impôs marcas colegiais, universitárias, olímpicas e mundiais, em jardas e metros.

No dia 22 de Setembro de 1988, Evans deslumbrou os que gostam e os que não gostavam do desporto ao dar uma "braçada gigante" em Seul, conquistando o ouro nos 400 metros livres. Bastaram apenas 4m23s85 centésimos para finalizar a prova, além de impor mais um novo recorde mundial e olímpico. Em Setembro de 1998, impôs novas marcas. Evans fez uma apresentação magistral nos 800 metros livres e no dia 24 de Setembro, quebrou o então recorde olímpico, com 8m 20s20 centésimos. Fechando com ouro as suas participações em Seul, Evans alcançou os prémios máximos nos 400 metros combinados.

A americana Janet Evans marcou uma época na natação mundial com essas vitórias. Participou em três olimpíadas e conquistou quatro medalhas de ouro e uma de prata. Integrou a equipa olímpica americana em Seul (88), Barcelona (92) e Atlanta (96). Em 1986 ganhou os seus primeiros três títulos no Aberto dos Estados Unidos, nos 400, 800 e 400 metros individual. Em 1987 repetiu o Aberto dos Estados Unidos e ganhou os mesmos títulos. Em Seul 88 ganhou três medalhas de ouro, nos 400 e 800 livres, e nos 400 medley individual.

Em Barcelona ganhou uma medalha de ouro nos 800 metros livres e prata nos 400 metros.Actualmente detém os recordes olímpicos de 400 (4'03"85) e dos 800 (8'20"20) metros livres, ambos alcançados em Seul, 1986. Também possui o recorde mundial de 400 livres, conquistado em Seul; com 8'16"22, realizados em Tóquio 89 e de 1500m, com 15'52"10, em Orlando (1988). Possui seis recordes americanos, nos 400, 800 e 1500 metros e jardas. Ganhou três medalhas de ouro e uma de prata em campeonatos mundiais.