Jornal dos Desportos

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Reportagens

O 4 de Fevereiro era uma famlia unida

Sardinha Teixeira - 24 de Agosto, 2010

Francisco Jos ex-jogador do independencia do Rangel

Fotografia: Domingos Cadncia

A carreira desportiva de Toco Ya Weza começou no bairro do Inco Concon, na cidade de Sumbe. Descobriu um campo pelado perto de casa, quando tinha 12 anos, e começou a jogar à bola.Depois, o atleta foi convidado para treinar na equipa 4º de Fevereiro, do Porto Amboim.Dois anos mais tarde, já estava na mó de cima.

A cidade de Amboim possuía, então, núcleos desportivos espalhados pelos bairros Quem tivesse potencial, era encaminhado para um clube."Se a criança não tivesse perfil para atleta, passava a torcedor", apontou.O atleta não estava preocupado com resultados imediatos. 

A intenção era aprimorar o seu futebol e ser grande jogador.O clube tornou-se "uma família unida, onde todos trabalhavam. Na altura, o clube faziam uma campanha para angariar sócios. Os patrocínios serviam para futuros investimentos, sobretudo na aquisição da nossa sede, que esteve para breve, e na assunção de despesas extraordinárias nas diversas competições realizadas na província do Kuanza-Sul".

O clube do Amboim, referiu Toco Ya Weza, era muito coeso, com projectos ambiciosos, com uma linha clara de gestão, que assentava em pilares como o rigor, adisciplina e o fair-play, mas também muita vontade de vencer os jogos."O nosso marketing não era só externo, procurávamos e investíamos no marketing interno, nos atletas e nos dirigentes, que eram uma família.

 Tínhamos por obrigação fazer mais e melhor", disse.Dessa forma, começou a aumentar o número de atletas e a participar em cada vez mais modalidades, o que lhe deu maior visibilidade.

Toco Ya Weza fez, nos anos 80, parte de uma geração de grandes jogadores, como Artur da Cunha, Vai-à-Lua, Sebastião, Maurote, Zé Luís, Esdrobo, Quim Ribeiro, Diamantino e Caetano, e outros, que integraram as equipas do Naval do Porto Amboim, ARA da Gabela, Andorinhas e Kilambas.

O jogador, que conquistou alguns troféus a nível municipal, encerrou a sua carreira desportiva nos anos 90 no clube do Independente do Rangel, em Luanda, onde actuou por dois anos. Hoje, trabalha por conta própria.

>> Por dentro

Nome: Francisco José
Paulino (Toco Way Weza)
Data de Nascimento: 9/8/62
Natural: Porto Amboim (Kwanza-Sul)
Nacionalidade: Angolana
Estado civil: Casado
Peso: 78 kg
Altura: 1,73 cm
Modalidade: Futebol
Clube: 1º de Agosto
Prato preferido: Funge de cabidela
Tabaco: Não
Bebida: Vinho tinto e whisky
Número de calçado: 43
Hobbyes: Ver filmes com a família
Filmes: Acção
Religião: Católica
Cor: Varia consoante o momento
Poligamia: Respeito
Perfume: Vários
Música: Semba
Esplanada ou discoteca:Esplanada
Droga: Contra
País: Angola
Cidade: Sumbe
Conduz: Sim
Um livro: Mestre Tomada
Campo ou praia: Praia
Um sonho a realizar: Ver os meus filhos formados 
Deus: O Homem maravilhoso
Imprensa: Imprescindível
Uma mulher: A minha esposa
O que mais detesta: Esperar

>> Altos & Baixos

Defendo outros
paradigmas
"Defendo outra forma de ver e gerir o futebol no país, outros paradigmas de gestão do desporto. Temos de nos consciencializar que o amadorismo puro e duro já não vale nada.Defendo outra dinâmica, sobretudo na procura de fundos, quer no país quer fora. Chega de políticas de tapar buracos".

Chamavam-me"fininho"
"No bairro, no clube em que jogava era o único rapaz pequeno na equipa. Passei momentos baixos na minha vida. Chamavam-me "fininho" (magricela). Naquela época, o futebol precisava de homens mais fortes fisicamente".