Jornal dos Desportos

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Reportagens

O futebolista com mais títulos mundias

02 de Abril, 2012

Ao serviço do clube portuense ganhou campeonatos nacionais e taças de Portugal

Fotografia: AFP

Vítor Manuel Martins Baía é um ex-futebolista português que jogava na posição de guarda-redes. Nascido no concelho de Vila Nova de Gaia, Baía começou a jogar futebol no Académico de Leça. Aos 13 anos mudou-se para o FC Porto, onde passou a maior parte da sua carreira. Aos 19 anos foi pela primeira vez chamado à equipa principal por Artur Jorge (treinador português que conquistou a Taça dos Campeões Europeus de Clubes em 1987, com o FC Porto) num jogo contra o Vitória de Guimarães em Setembro de 1989 e não perdeu mais o lugar.

Chegou à baliza da selecção portuguesa com 21 anos. Estreou-se no dia 19 de Dezembro de 1990, num jogo frente aos Estados Unidos, iniciando aí uma década em que a camisola 1 de Portugal lhe pertenceu quase em exclusivo.Ao serviço do clube portuense, ganhou cinco campeonatos nacionais e duas taças de Portugal, sofrendo 116 golos em sete épocas (uma média de apenas 16,5 golos sofridos por ano). Esteve presente com a selecção portuguesa no campeonato europeu de 1996, em Inglaterra, após o qual se transferiu para o FC Barcelona, de Espanha, transformando-se no mais caro guarda-redes do mundo.

Depois de uma boa primeira época ao serviço do clube espanhol, Vítor Baía sofreu uma lesão, em Agosto de 1997, e o técnico holandês Louis Van Gaal retirou-o da primeira equipa, preferindo o seu compatriota Ruud Hesp. Em Janeiro de 1999, após vários meses sem jogar no Barcelona, Baía, ainda como jogador do Barcelona, regressou ao Porto para relançar a carreira. Em 2000 integrou a equipa da selecção nacional para o Campeonato Europeu de Futebol, onde esteve em bom plano ao defender uma grande penalidade, nos quartos-de-final, de Arif, da selecção da Turquia. Não conseguiu defender, nas meias-finais, a grande penalidade apontada por Zinedine Zidane, o que eliminou Portugal.

Em 2003, Vítor Baía foi o guarda-redes titular do Porto na final da Taça UEFA, em Sevilha (Espanha), que a equipa portuguesa venceu por 3-2, após prolongamento, ao Glasgow Celtic e no ano seguinte foi também titular na final da Liga dos Campeões, em Gelsenkirchen (Alemanha), em que o FC Porto ganhou 3-0 ao AS Monaco, tendo mesmo sido considerado o melhor guarda-redes europeu de 2004, pela UEFA. Aos 37 anos, despediu-se como jogador, sendo um dos mais influentes na história portista. Baía é o jogador de futebol com mais títulos a nível mundial, 32. Pelé, Rijkaard e Marius Lacatus contam com 25 cada.


Mikhail Tal
Ascensão rapida

A ascensão de Mikhail Tal ao título mundial foi muito rápida. Venceu o campeonato soviético de 1957 e 1958, classificando-se para aspirante ao título mundial, denominado torneio Interzonal por reunir jogadores de várias partes do mundo. Mikhail Tal classificou-se a seguir para o Torneio de Candidatos de Bled, na Jugoslávia, que ocorreu em 1959, jogando de forma magnífica contra sete dos mais fortes mestres da época, vencendo a competição com a impressionante marca de 16 vitórias, oito empates e quatro derrotas, com 1,5 pontos de vantagem sobre o segundo colocado.

Mikhail Tal classificou-se para enfrentar o campeão mundial, o também soviético Mikhail Botvinink, no ano seguinte. Nesse período, Tal também se destacou por vencer várias vezes o jovem americano Fischer, então já entre os principais jogadores do mundo. Em 1960, com 24 anos de idade, Tal derrotou o grande estratega Botvinnik, numa disputa pelo Campeonato Mundial, disputado em Moscovo. Com seis vitórias, 13 empates e apenas duas derrotas, Mikhail Tal tornava-se o mais jovem campeão do mundo até então (um recorde posteriormente batido por Garry Kasparov, que obteve o título aos 22 anos em 1985).


JESSE OWENS
Humilhou Adolf Hitler em Berlim

Em 1936, Jesse Owens surpreendeu o mundo e obteve quatro medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos de Berlim. A maior conquista de Owens não foi contrapor-se ao regime hitleriano, mas sim abalar a noção preconceituosa da nação americana no século XX, como ele mesmo deixou bem claro na sua biografia.

Ele declarou que o que mais o magoou não foram as atitudes de Hitler, mas o facto do presidente americano Franklin Roosevelt não lhe ter mandado sequer um telegrama felicitando-o pelas suas conquistas. A grande verdade é que Adolf Hitler estava presente no dia e negou-se a cumprimentar o vitorioso atleta, de acordo com sua ideologia nazi de que o homem branco era superior ao negro. Jesse Owens mostrou-lhe perante milhares de pessoas que a sua teoria não tinha cabimento, fazendo com que este se sentisse humilhado.

Neto de escravos, Owens nasceu em 12 de Setembro de 1913 em Dallas, estado norte-americano do Alabama e quando veio ao mundo era o décimo de 11 irmãos. Assim como seus pais e irmãos, colhia algodão. O pequeno Owens não teve outra opção que não fosse a mesma actividade. Owens estava a morar em Cleveland e com apenas 15 anos de idade começou no atletismo, graças a uma visita feita ao seu colégio pelo campeão olímpico dos 100 metros em Antuérpia, Charles Paddock.  Além de ser um herói desportivo, Owens sempre mostrou a sua virtude como ser humano. Jesse Owens morreu aos 66 anos de idade, vítima de cancro no pulmão.


BEBETO
O comentarista da Al Jazir

José Roberto Gama de Oliveira, mais conhecido por Bebeto, que actuava como atacante, foi tetracampeão mundial pelo Brasil no Campeonato do Mundo de 1994 e vice-campeão em 1998. Conseguiu ser ídolo nos rivais Flamengo e Vasco da Gama, sendo campeão brasileiro por ambos. Passou também por outro rival, o Botafogo, conseguindo também deixar a sua marca. Mas foi no Desportivo La Coruña que ele se tornou um ídolo máximo de uma falange de apoio, integrando o SuperDepor da década de 1990.

A nível mundial, Bebeto notabilizou-se pela comemoração, em que simulava embalar o recém-nascido filho Matheus, do segundo golo do Brasil contra os Países Baixos no Campeonato de 1994. Na Copa América de 1989, realizada no Brasil, firmou-se na selecção, ao ser o artilheiro da competição, que voltou a ser conquistada pelos brasileiros após um jejum de mais de 50 anos.

Naquele mesmo ano, em que seria ainda campeão brasileiro pelo Vasco da Gama, foi eleito o melhor jogador das Américas devido também ao bom desempenho nas eliminatórias para o Campeonato do Mundo de 1990. Bebeto fundou, com Jorginho, o Instituto Bola Para a Frente, inaugurado em 29 de Junho de 2000, com o intuito de promover o resgate de meninos e meninas de seis a 16 anos, em situação de risco social. O instituto está localizado em Guadalupe, comunidade de baixa renda da zona norte do Rio de Janeiro.