Jornal dos Desportos

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Reportagens

Os maiores negócios do futebol

01 de Fevereiro, 2012

O Bayern Munique assinou um contrato de patrocínio com a empresa chinesa Yingli Solar

Fotografia: AFP

O início do ano traz naturalmente um grande fluxo de negócios por parte de clubes e empresas com a celebração e a renovação dos contratos de patrocínio. Janeiro de 2012 foi marcado pelo fim do contrato da França com a Adidas, que durou 39 anos (assinando com a Nike) e pela entrada de mais um milionário no futebol espanhol, através da aquisição do Racing Santander. A selecção francesa passa a equipar Nike. O acordo entre a FFF e a empresa americana de material desportivo tem a duração de sete anos, com um valor total de 320 milhões de euros, cerca de 45,7 milhões por ano.

O empresário indiano Ahsan Ali Sayed adquiriu o clube espanhol Racing Santander por cerca de 40 milhões. Ali Sayed consegue desta forma entrar nos negócios do futebol depois de em Dezembro de 2011 ter falhado a compra do Blackburn Rovers de Inglaterra, e anunciando já investimentos de mais 90 milhões de euros no clube espanhol. A Football Association (Federação Inglesa) assinou um contrato de patrocínio para as camisolas da selecção inglesa com a empresa de automóveis Vauxhall. O acordo tem a duração de três anos e meio, com um valor total de 22,5 milhões de euros, cerca de 6,4 milhões por ano.

A Fiorentina assinou um novo contrato de patrocínio nas camisolas com a marca japonesa de automóveis Mazda. O acordo tem a duração de dois anos e meio, com um valor total de 9,5 milhões de euros, cerca de 3,8 milhões por temporada. A equipa da MLS Philadelphia Union assinou um contrato de patrocínio para as suas camisolas com a marca de panificação mexicana Bimbo. O acordo tem a duração de quatro anos, com um valor total de 8,7 milhões, cerca de 2,1 milhões de euros por ano. O clube basco At. de Bilbao renovou o contrato de patrocínio nas camisolas com a empresa Petronor. O novo contrato tem a duração de três anos e um valor total de 6,3 milhões de euros, cerca de 2,1 milhões por temporada.

A Scottish Football Association, tal como a FA, assinou um contrato de patrocínio para as camisolas da selecção escocesa. O acordo tem a duração de 3,5 anos, com um valor total de 5,8 milhões, cerca de 1,6 milhões de euros por ano. O Palmeiras renovou o contrato de patrocínio na camisola com a empresa Unimed por mais uma temporada. O novo acordo por um ano tem o valor de três milhões de euros, embora parte do valor seja pago em serviços.

O Santos assinou um acordo de patrocínio para as mangas do seu equipamento com a empresa Netshoes. O acordo tem a duração de dois anos, com um valor total de 4,7 milhões de euros, cerca de 2,2 milhões por temporada. O Bayern Munique assinou um contrato de patrocínio com a empresa Chinesa Yingli Solar. O acordo tem a duração de três anos, com a intenção de aplicar sistemas de tecnologia solar na Allianz Arena. Pelo patrocínio a empresa chinesa paga um total de 3,2 milhões, cerca de um milhão de euros por temporada.


FC Barcelona bate
recorde de patrocínio

O FC Barcelona terminou com a tradição de 111 anos de não vender publicidade nas suas camisolas e estabeleceu um novo recorde neste género de patrocínio ao assinar um contrato milionário com a Qatar Foundation, tendo em vista a organização do Mundial da FIFA de 2022. O acordo pode alcançar o valor total de 170 milhões de euros com a duração de cinco anos (até 2016). O clube catalão recebe 30 milhões de euros anuais, para além de uma verba de 15 milhões já em 2010/11 por direitos comerciais, mais cinco milhões de euros em prémios de performance desportiva.

A Qatar Foundation é uma instituição sem fins lucrativos, fundada em 1995 pelo emir do Qatar Sheikh Hamad Bin Khalifa Al Thani, que tem como áreas de trabalho o ensino, a pesquisa científica e tecnológica. Este facto ajudou o clube a aceitar o patrocínio, uma vez não se tratar de uma marca comercial. Este patrocínio é sem dúvida uma ajuda importante para as finanças do FC Barcelona, que acumula dívidas superiores a 400 milhões de euros. O novo patrocinador deve partilhar a camisola do clube com o actual logotipo da UNICEF, o fundo das Nações Unidas para a infância, pelo qual a instituição recebe dois milhões de euros todos os anos.

Eis a lista do Ranking de Patrocínios nas Camisolas

FC Barcelona (Espanha) / Qatar Foundation – 30 milhões de euros
CF Real Madrid (Espanha) / Bwin – 25 milhões de euros
FC Bayern Munique (Alemanha) / T-Home – 25 milhões de euros
Manchester United FC (Inglaterra) / AON Corporation – 24 milhões de euros
Liverpool FC (Inglaterra) / Standard Chartered – £20 milhões (24 milhões de Euros)
Tottenham Hotspurs (Inglaterra) / Autonomy e Investec – 17,5 milhões de euros
Chelsea FC (Inglaterra) / Samsung – 14 milhões de euros
FC Schalke 04 (Alemanha) / Gazprom – 12 milhões de euros
AC Milan (Itália) / Fly Emirates – 11,5 milhões de euros
Manchester City FC (Inglaterra) / Etihad Airways –11,2 milhões de euros


FC Porto muito activo e a Madeira a vender

Se o FC Porto investe forte, na Madeira o tempo tem sido de bons negócios. O Marítimo lucrou três milhões de euros com a venda de Baba ao Sevilha e o Nacional encaixou 2,5 milhões com a saída de Felipe Lopes para o Wolfsburgo.

Numa altura de crise, que afecta os clubes insulares, foi uma lufada de ar fresco. De resto, Bojinov viu confirmada a cedência ao Lecce, depois do episódio do penálti com o Moreirense. Foi o derradeiro retoque do Sporting, depois da chegada de caras novas para todos os sectores: defesa (Xandão), meio-campo (Renato Neto) e ataque (Ribas). A confirmação do empréstimo de Rúben Amorim ao Braga também é um dos destaques do mercado de Inverno.

O internacional português demonstra bem a política que os arsenalistas seguiram: jogadores com conhecimento do futebol português e, portanto, sem necessidade de adaptação. Isto recordando Miguel Lopes e Luís Alberto, brasileiro que esteve em bom plano ao serviço do Nacional. O Braga está em plena luta por uma vaga na Liga dos Campeões e procurou ser certeiro nas aquisições para atingir esse objectivo. O grande negócio deste mercado foi feito pelo Marítimo, que encheu os cofres com três milhões de euros, graças à venda de Baba ao Sevilha.

A Académica aposta forte, tendo registado a entrada de seis caras novas. Isto depois de Sissoko e Berger terem rendido pouco mais de 1,5 milhões. Paços de Ferreira e Vitória de Guimarães fazem uma espécie de limpeza no grupo de trabalho. Isto porque cada um já leva oito saídas do plantel. Feirense e Rio Ave registam somente uma entrada no respectivo plantel no que toca a reajustes. São, por isso, os clubes menos activos no mercado.