Jornal dos Desportos

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Reportagens

Os passos do milionário

19 de Setembro, 2010

O Karting é a categoria base na formação de um grande campeão de F1

Fotografia: Reuters

Inicio
O kart é o começo recomendado para 10 entre 10 pilotos que sonham chegar à Formula 1. Geralmente, os grandes campeões começam a sua biografia com “meu pai deu-me um kart”. O presente, porém, não tem idade certa para se começar a levar a sério. Jenson Button começou na categoria com oito anos de idade. Considerado de baixo investimento, o kart ajudou a destacar nomes como Ayrton Senna, Rubens Barrichello, Filipe Massa, Lewis Hamilton.

Karting é uma variante de automobilismo sobre veículos simples, de quatro rodas, micro-monolugares dotados de motores de dois ou quatro tempos, refrigerados a água ou a ar. Têm chassis tubular e massa a variar entre 70 e 150 quilos, dependendo do modelo. Muitas vezes são dirigidos por diversão, como um hobby, sem necessariamente ser profissional. Normalmente é reconhecido como a porta de entrada para outras formas de automobilismo, geralmente mais caros e mais complicados. São mundialmente conhecidos por “moldarem” pilotos de destaque em categorias internacionais.O ex-piloto brasileiro Ayrton Senna disse: “O único monolugar que se aproxima de um da Formula 1 é o Kart”.

A base do percurso
Depois de passar pelo kart é importante para o piloto ter um contacto com os monolugares antes de se aventurar e “perder dinheiro” à toa no continente europeu. A base é importante para ter o aprendizado de como se trabalhar numa equipa com companheiro e lutar por vitórias. Actualmente, as principais categorias são a Fórmula Future Fiat e F3 sul-americana. A Formula Future Fiat é categoria nova que nasce com a bênção e o apoio total do piloto brasileiro Felipe Massa e do seu pai, Titónio. A família Massa está a investir forte na formação dos meninos, prevendo ter jovens e talentosos pilotos para as corridas de monolugares europeias e para a nova escola de talentos da Ferrari, a Driver’s Academy. E é também uma aposta da Ferrari na criançada brasileira, com aportes financeiros fortes dos seus patrocinadores (Shell e Santander) para a categoria.

Fórmula 3 Sul-americana é um campeonato organizado pela Confederação Desportiva Automobilística Sul-americana e disputada na América do Sul desde 1987 no Brasil e na Argentina. É mais conhecida por revelar vários pilotos, incluindo Nelson Piquet, Ricardo Zonta, Hélio Castroneves e Cristiano da Mata. O Campeonato Sul-americano de Fórmula 3 foi disputado pela primeira vez em 1987, substituindo a Fórmula 2 CODASUR. O regulamento técnico e desportivo é o mesmo que a FIA estabelece para todas as categorias de Fórmula 3 disputadas nos demais países do mundo.

Início na Europa
A Fórmula Renault, realizada em diversos países na Europa, pode servir como trampolim para alguns pilotos directo da Fórmula Future. A categoria é sempre usada pelos “olheiros” das grandes equipas da Fórmula 1. O brasileiro Felipe Massa e o finlandês Kimi Raikkonen são alguns que partiram dessa base. Outra categoria interessante é a tradicional Fórmula 3 Inglesa, que revelou talentos como Ayrton Senna, Jackie Stewart, Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Mika Hakkinen. O Campeonato Britânico de Fórmula 3, geralmente chamado de F3 Inglesa, é um campeonato de autobilismo que acontece no Reino Unido. É uma das principais competições de Fórmula 3 da Europa.

Ocasionalmente algumas corridas acontecem na Europa continental, fora do Reino Unido. Como a maioria das equipas de Fórmula 1 está localizada no Reino Unido, o campeonato de F3 britânico é um importante campeonato para pilotos aspirantes do mundo todo à F 1.Antes de 1980, havia diversos campeonatos diferentes, por isso em alguns anos houve mais de um campeão. Apenas em 1980 foi formalizada a união desses campeonatos na F3 inglesa.

Pai piloto
Chegar à Formula 1 será fácil se você tiver talento de sobra, mas pode ser ainda mais facilk se você tiver um sobrenome famoso. Nico Rosberg é filho de keke Rosberg ao passo que Nelsinho Piquet é filho de Nelson Piquet. A ajuda do pai não ajudará muito se faltar habilidade, que o digam Gary Brabhan, Michael Andreti, Markus Winkelhock.

De empresário forte
à grande equipa

Empresário forte 
Willi Weber tornou-se conhecido ao agenciar a carreira de Michael Schumacher e tomando conta também de Ralf Schumacher e Nico Hulkenberg. Flávio Briatore, por sua vez, era agente de Fernando Alonso, Nelsinho Piquet, Mark Webber, Heikki Kovalainen e Jarno Trulli, entre outros. Nicolas Todt, filho de Jean Todt, é o empresário de Filipe Massa. Facilmente se apercebe a importância de um agente forte no meio.

Flavio Briatore foi ex-chefe da escuderia Renault e é um empresário de sucesso no meio da F1 como um grande caça talentos. Sendo empresário de vários pilotos como no começo da sua carreira, quando era director técnico da Benetton, onde Schumacher conseguiu os seus dois primeiros títulos mundiais. Também é empresário de Fernando Alonso bicampeão mundial de Fórmula 1 e de Nelsinho Piquet que o demitiu da Renault.

Briatore era director comercial da multinacional de vestuário Benetton e foi convidado por Luciano Benetton para assistir pela 1ª vez a um GP de F1 - o acidentado GP Austrália de 1989. Integrando o Padock da equipa, a partir de então, aprendeu tecnologia F1 com Ross Brawn, gerência com Tom Walkinshaw, e angariação de pilotos. Em 1994 (5 anos depois) levou uma equipa do meio da tabela à vitória do Campeonato de Pilotos, apesar da exclusão de Schumacher em quatro Grandes Prémios (nenhum outro piloto da história da F1 seria campeão com aquele carro e tais penalizações). Todavia, Flavio teve o nome envolvido em vários escândalos da F1.

Willi Weber fez o seu nome no mundo do automobilismo por descobrir e promover inúmeros talentos. O empresário sempre demonstrou um forte talento para enriquecer e promover os contratos de merchandising dos clientes. Willi Weber, ex-empresário dos irmãos Schumacher e actual de Nico Rosberg, foi condenado no tribunal de Stuttgart, na Alemanha, no ano corrente, segundo informou a imprensa do país. o empresário foi sentenciado a mais dois anos de liberdade condicional e terá de pagar 360 mil euros para instituições de caridade. Há dois anos, Weber tinha sido sentenciado à liberdade condicional por falência fraudulenta após desviar verba da empresa Pole Position Marketing. O alemão foi chamado para retornar ao tribunal por outras questões relacionadas ao caso.

Amigo da media
Estar sempre na Media ajuda a construir uma reputação positiva. Vale convidar jornalistas para eventos, posar ao lado de uma namorada “fotogénica”, afinal desde sempre a Fórmula 1 é formada por cavalheiros acostumados a aparecer em óptimas companhias.
A media afecta o que as pessoas pensam sobre si mesmas e como percebem as outras pessoas. O que pensamos sobre a nossa auto-imagem e que imaginamos que os outros deveriam ser, vem através da media.

A tecnologia da media torna a comunicação cada vez mais fácil. Hoje, as crianças são incentivadas a utilizar meios de comunicação na escola e devem ter uma compreensão geral das diversas tecnologias disponíveis. A internet é sem dúvida uma das ferramentas mais eficazes na media de comunicação. Ferramentas como o e-mail, MSN, Facebook, etc, tornaram as pessoas mais próximas e criaram novas comunidades online. No entanto, alguns podem argumentar que certos tipos de media podem dificultar a comunicação face-a-face e, portanto, podem resultar em complicações como a fraude de identidade.

Numa sociedade largamente consumista, os meios electrónicos (como TV) e media impressa (como jornais) são importantes para a distribuição de media da propaganda. Sociedades mais tecnologicamente avançadas têm acesso a bens e serviços através de meios de comunicação mais novos que as sociedades menos avançadas tecnologicamente.A media, através dos meios de comunicação e psicologia, ajudou a interligar diversas pessoas de longe e de perto. Também contribuiu para os negócios on-line e outras actividades que têm uma versão on-line.

Não correr de Stock
Correr de Stock car e outras categorias de turismo praticamente decreta o fim de carreira de um piloto na Formula 1. São raros os casos de pilotos que correm nas categorias como DTM e conseguem destaque posteriormente nos monolugares. Casos de Juan Pablo Montoya, Jaques Villeneuve, Christian Fittipaldi, Tarso marques, Max Wilson, António Pizzonia e Ricardo Zonta tornaram-se notórios.

Contrato com a fabricante
ou grande escuderia

Ricardo Zonta assinou contrato com a McLaren no final da década de 90. Chegou a ser piloto de testes da equipa, mas nunca conseguiu brilhar na F1. O mesmo não pode ser dito de Lewis Hamilton e Felipe Massa. Contratados prematuramente por McLaren e Ferrari, os dois figuram há alguns anos entre os candidatos a títulos e inclusive decidiram entre si o Mundial de 2008.

Ser campeão
de base 

Diziam que o título da extinta F300 não era sinal de carreira de sucesso na F1 e de facto, o melhor desempenho de um campeão de F3000 na F1 veio com Juan Pablo Montoya, terceiro classificado nas épocas de 2002 e 2003. Porém, para ser campeão de F1, os pilotos devem ter “quase obrigatoriamente” títulos na base. Casos de Jenson Button (Fórmula Ford), Lewis Hamilton (Fórmula 3 e GP-2), Kimi Raikkonen (Fórmula Renault), Fernando Alonso (Euro Open by Nissan).

Começa numa equipa 
média ou grande 
Lewis Hamilton e Adriano Sutil, bons amigos fora das pistas, foram muitos comparados quando surgiram na F1, em 2007, dado a trajectória de ambos nas categorias de acesso. Na McLaren, o inglês foi terceiro na sua primeira prova, na Austrália, enquanto o alemão foi 17º classificado com a Spyker na mesma prova. Hamilton foi vice-campeão mundial na época em que Sutil somou um ponto. Até hoje, o alemão compete pela Force Índia e busca o primeiro pódio.