Jornal dos Desportos

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Reportagens

Paulo tem saudades do Progresso do Sambizanga

Sardinha Teixeira - 05 de Janeiro, 2010

Paulo Joo de Oliveira professor de profisso

Fotografia: Jornal dos Desportos

Mas, como a vontade de vencer foi maior que todos os obstáculos, aproveitou a primeira oportunidade que surgiu para se consolidar entre os titulares, na posição de médio central. Ele conta que, "em certa ocasião, um dos jogadores estava lesionado e, por isso, o treinador precisava com urgência de alguém para o substituir, Experimentou vários jogadores, entre os titulares, mas ninguém correspondeu. Como eu era médio central o treinador experimentou-me e deu certo".
O ex-jogador do Progresso do Sambizanga afirma que, "o clube só não atingiu os lugares cimeiros no Girabola enquanto lá estive porque a agremiação não tinha arcaboiço financeiro para contratar os melhores da nossa praça. Por essa razão a nossa equipa lutou por um dos lugares do meio da tabela". Antes de ingressar no Progresso do Sambizanga Paulão jogou nos clubes Nocal e Grupo Desportivo da EKA.
Indagado sobre o que espera dos Palancas Negras no CAN em 2010, o antigo jogador é de opinião que " o factor casa é decisivo" e por ser angolano, espera que o troféu continental fique em Angola. "Todos devem fazer a sua parte para que o CAN seja um êxito para os Angolanos, e Manuel José por tudo que está a fazer pela Selecção Nacional parece ser o homem ideal para o cargo", disse.
Outrossim, Paulão deixa uma palavra de apreço aos jogadores: “Pelo esforço, e dinâmica apresentados, durante a preparação, provámos ser uma grande equipa, unida e lutadora, e é assim, com adversidades, quando elas surgem, que se tem de trabalhar todos os dias, mesmo quando não se treina, para sermos cada vez melhores, mais fortes, mais unidos e estarmos preparados para superar com mais mérito ainda estas contrariedades”.
O jogo contra o Mali, na abertura do CAN, vai ser muito difícil e temos de estar preparados mentalmente para todo o tipo de situações que possam aparecer.
Terminada a carreira desportista, Paulão decidiu experimentar a vida de professor. Assim, por influência de amigos fez testes na delegação provincial da educação e foi aprovado. Actualmente, o ex-jogador é professor de uma instituição algures em Luanda e prossegue a sua formação em psicologia na Faculdade Jean Piaget, na capital do país.
LG: Paulo João de Oliveira é professor de profissão
Bocas: "O clube só não atingiu os lugares cimeiros no Girabola enquanto lá estive porque a agremiação não tinha arcaboiço financeiro para contratar os melhores da nossa praça".

- Por dentro

Nome completo:
Paulão João de Oliveira
Filiação: João de Oliveira e Rubina Filipe Amado
Data de nascimento: 5/3/ 1970
Naturalidade: Luanda
Estado civil: Solteiro
Filhos: 04
Casa própria: Sim
Carro: Idem
Filmes: Acção
Calçado: 41/42
Posição em que jogou: Médio central
Altura: 1,80 m
Peso: 90 Kg
Prato preferido: Feijoada
Bebida: Vinho tinto
Hooby: Ler e ver filmes
Religião: Católica
Clube do coração: Petro de Luanda
Defeito: Deixo
a critério de outros
É ciumento: Sim
Virtude: Solidariedade
Sabe cozinhar: Arroz doce
Um atleta de eleição:
Cristiano Ronaldo
Uma necessidade:
Finalizar o meu curso superior
Livros: Sagrada Esperança
Clubes anteriores: Nocal, EKA, Progresso do Sambizanga
e Ara da Gabela
Música: Semba
Gosta de política: Sim
Sonho: Ver os meus
filhos formados

 Altos & Baixos

Satisfeito por jogar no Progresso

"Considero o tempo em que representei o Progresso do Sambizanga como sendo o momento mais alegre da minha vida como desportista. Vencemos a Taça de Angola, em 1996, sob o comando do treinador Joaquim Dinis. Por isso, espero que os Palancas Negras no CAN em 2010, por aquilo que vejo em termos de potencial humano tirem o maior proveito."

Perdi a titularidade

"Com o tempo perdi a titularidade e como já estava habituado a jogar não tive a paciência necessária e abandonei o clube e fui tentar a sorte noutras paragens. Ainda assim, tive um convite para jogar no Petro de Luanda".