Jornal dos Desportos

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Reportagens

Pavilhão Principal da Cidadela pode acolher jogos do mundial

Hélder Jeremias - 16 de Julho, 2013

Organização não tem jogos agendados para o Pavilhão da Cidadela apesar do recinto estar a receber neste momento obras de beneficiação que vão transformar numa grande quadra

Fotografia: Paulo Mulaza

O pavilhão principal da Cidadela Desportiva está habilitado, em caso de necessidade, para acolher provas do 41º Campeonato do Mundo de hóquei em patins que o país vai acolher de 20 a 28 de Setembro próximo, segundo o porta-voz do Comité Organizador, Pedro Azevedo ”Chipita”. A pouco menos de dois meses do início do primeiro mundial no continente africano, Pedro Azevedo sente-se orgulhoso pelos avanços para a conclusão dos novos pavilhões de Luanda e Namibe.

“Estamos satisfeitos porque a empresa Omatapalo tem sabido cumprir com o prometido”, disse. No dizer do segundo homem do comité organizador, a utilização da Cidadela, até agora, cinge-se à realização de sessões de treino, mas a sua reparação obedece a uma estratégia da organização, pelo que, em caso de alguma eventualidade, pode servir de palco para jogos. “Se, por algum motivo, estivermos impedidos de utilizar o pavilhão da zona do Kilamba, a Cidadela pode funcionar como alternativa, pois está a ser equipada com todo o apetrecho necessário. Não está marcada qualquer partida para aquele recinto, mas ela tem todas as condições para tal”, asseverou.
Hélder Jeremias

Durante a competição 
Equipas treinam no Dream Space

O pavilhão principal e anexos da Cidadela Desportiva e o Dream Space estão a receber os últimos retoques no sentido de acolherem as sessões de treino das equipas que de 20 a 28 de Setembro vão disputar o 41º Campeonato Mundial de Hóquei em Patins, com palcos em Luanda e no Namibe.
De acordo com o coordenador adjunto do Comité Organizador do referido campeonato, Pedro Azevedo “Chipita”, a qualidade do material que os técnicos estão a aplicar é do melhor que existe no mercado, o que lhes confere condições para que as equipas façam um trabalho sem sobressaltos.

Entrevistado pelo Jornal dos Desportos, Pedro Azevedo mostrou-se satisfeito com os avanços nos dois pavilhões do Cidadela Desportiva, há dois meses desde que a empreiteira iniciou os trabalhos, o que permite a comissão focar a sua atenção no acabamento dos pavilhões que vão acolher o evento. O responsável disse que o número de pavilhões é suficiente porque os jogos do campeonato do mundo só são realizados no período da tarde, de forma que as equipas possam aproveitar o período matinal para realizarem os seus treinos, mas fez questão de salientar que pelo facto de haver jogos todos os dias, as equipas tendem a fazer poucos treinos.

Pedro Azevedo, que também é porta-voz do comité organizador deu a conhecer que o governo da província do Namibe preparou os campos do Sporting e Benfica locais, mas a sua utilização é improvável, a julgar pelas precárias condições que ambos apresentam, com destaque para a falta de cobertura. “A questão de mais recintos no Namibe não se coloca porque quando as equipas chegarem vão ficar todas em Luanda para assistirem à cerimónia de abertura. O grupo do Namibe parte depois de 24 horas para ter contacto com a pista, que vai estar disponível para os eventuais acertos ou estratégias”, garantiu.
H J

A Figura
Jean Jacques

“Acredito no sucesso
da Selecção Nacional”

Considerado um dos melhores basquetebolistas de todos os tempos, Jean Jacques da Conceição afirmou que a realização da 41ª edição do Campeonato do Mundo de hóquei em patins no país, em Setembro próximo, é prova inequívoca da afirmação de Angola no contexto das Nações, onde tem somado ganhos nos mais variados domínio da vida social. Para o antigo vice-presidente da Federação Angolana de Basquetebol, com a construção dos pavilhões de Luanda, Malange e Namibe a modalidade vai ganhar nos próximos tempos mais praticantes, facto que pode ajudar a desenvolver a nossa competição interna.

Que benefícios traz para o país a construção de novos pavilhões?
Não tenho dúvidas de que os benefícios são vários. Beneficia-se de novas infra-estruturas e obviamente isto vai estimular milhares de jovens a aderirem ao hóquei em patins, fundamentalmente, nas cidades onde estão a ser erguidos as novas infra-estruturas desportivas. Desde o alcance da paz efectiva em 2002, o Executivo tem apostado na construção de várias infra-estruturas não só desportivas, e isto tem permitido que o nosso país se desenvolva.

As províncias foram bem seleccionadas?
Acho que sim. Luanda é nesta altura o maior pólo de desenvolvimento do hóquei em patins no país sem obviamente menosprezar às demais. Namibe e Malange e tantas outras províncias mostram interesse em desenvolver a modalidade. Acredito que foi uma decisão acertada do Comité organizador do Campeonato do Mundo em ter escolhido estas três cidades para serem construídos os pavilhões.

Acredita no sucesso da Selecção Nacional no Campeonato do Mundo?
Tenho a plena convicção de que a Selecção Nacional treinada por Orlando Graça vai realizar a sua melhor campanha de todos os tempos. Aliás, se nos ativermos naquilo que foi a preparação do cinco nacional nos mais variados torneios em que participou, não tenho dúvidas que vamos realizar uma boa campanha, apesar de reconhecer que Portugal, Espanha e Argentina estão acima de nós.
melo clemente