Jornal dos Desportos

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Reportagens

Pongolle é o mais caro da história

16 de Junho, 2011

Com 26 anos de idade,Pongolle tem a imagem delapidada no mercado

Fotografia: AFP

Nem Facundo Quiroga nem Rodrigo Tello: medindo pelo binómio investimento-retorno desportivo, o jogador mais caro da história do Sporting chama-se Sinama Pongolle. Contratado ao Atlético de Madrid em Janeiro de 2010 por 6,5 milhões de euros, o francês mergulharia num mar de problemas físicos e pessoais no segundo semestre da temporada, não indo além de 252 minutos de utilização em Alvalade - e por aí se ficou no tempo total de leão ao peito.

Ainda se conjecturou que a nova época, sob o comando de Paulo Sérgio, poderia ser de bonança, mas depressa o avançado defraudou a expectativa e, fruto de fraca atitude competitiva patenteada no plantel, foi excluído pelo treinador, acabando emprestado ao Saragoça, onde também não foi consequente. Com 26 anos de idade, Pongolle tem a imagem delapidada no mercado e, sendo um jogador com ordenado de respeito - embolsa 1,1 milhões de euros líquidos por ano -, constitui um caso bicudo para a SAD leonina resolver: não conta com ele, mas também não encontra facilmente quem lhe pegue.

Pesado na balança do rendimento e dos custos, Pongolle é um zero à esquerda quando comparado com o argentino Quiroga - cinco milhões de dólares, mais o passe de Bruno Giménez (que fora comprado por outros cinco milhões de dólares) - ou o chileno Tello - sete milhões de dólares -, jogadores que, pelo prisma aqui enfatizado, ultrapassou a uma velocidade supersónica na tabela dos mais dispendiosos de sempre, sendo-lhe por isso atribuída a impopular coroa de rei dos mais caros.

Fazendo o trabalho normal visando a colocação de excedentários, o Sporting mexe-se para encontrar a solução mais interessante no mercado, mas Pongolle é um embrulho difícil de arrumar: porque o seu passe custou muito, porque ganha demasiado em função do que produz e porque a sua conduta profissional gera dúvidas.

A prioridade dos leões está, no entanto, bem definida: fazer negócio com um clube que assegure o pagamento integral dos honorários do avançado - 90 mil euros/mês -à imagem do sucedido há um ano com o Saragoça, clausulando desta feita uma opção de compra cujo valor rondará os três/quatro milhões de euros. Panathinaikos e Besiktas são dois dos clubes a que Pongolle já foi proposto, mas nos últimos dias houve novidades. 

 Nem Facundo Quiroga nem Rodrigo Tello: medindo pelo binómio investimento-retorno desportivo, o jogador mais caro da história do Sporting chama-se Sinama Pongolle. Contratado ao Atlético de Madrid em Janeiro de 2010 por 6,5 milhões de euros, o francês mergulharia num mar de problemas físicos e pessoais no segundo semestre da temporada, não indo além de 252 minutos de utilização em Alvalade - e por aí se ficou no tempo total de leão ao peito.

Ainda se conjecturou que a nova época, sob o comando de Paulo Sérgio, poderia ser de bonança, mas depressa o avançado defraudou a expectativa e, fruto de fraca atitude competitiva patenteada no plantel, foi excluído pelo treinador, acabando emprestado ao Saragoça, onde também não foi consequente.

Com 26 anos de idade, Pongolle tem a imagem delapidada no mercado e, sendo um jogador com ordenado de respeito - embolsa 1,1 milhões de euros líquidos por ano -, constitui um caso bicudo para a SAD leonina resolver: não conta com ele, mas também não encontra facilmente quem lhe pegue.

Pesado na balança do rendimento e dos custos, Pongolle é um zero à esquerda quando comparado com o argentino Quiroga - cinco milhões de dólares, mais o passe de Bruno Giménez (que fora comprado por outros cinco milhões de dólares) - ou o chileno Tello - sete milhões de dólares -, jogadores que, pelo prisma aqui enfatizado, ultrapassou a uma velocidade supersónica na tabela dos mais dispendiosos de sempre, sendo-lhe por isso atribuída a impopular coroa de rei dos mais caros.

Fazendo o trabalho normal visando a colocação de excedentários, o Sporting mexe-se para encontrar a solução mais interessante no mercado, mas Pongolle é um embrulho difícil de arrumar: porque o seu passe custou muito, porque ganha demasiado em função do que produz e porque a sua conduta profissional gera dúvidas.

A prioridade dos leões está, no entanto, bem definida: fazer negócio com um clube que assegure o pagamento integral dos honorários do avançado - 90 mil euros/mês -à imagem do sucedido há um ano com o Saragoça, clausulando desta feita uma opção de compra cujo valor rondará os três/quatro milhões de euros.

Panathinaikos e Besiktas são dois dos clubes a que Pongolle já foi proposto, mas nos últimos dias houve novA Imprensa gaulesa esteve particularmente activa, apontando Nancy, Saint-Étienne, Valenciennes e Lorient - sobretudo este - como possibilidades para o antigo jogador do Liverpool e do Recreativo de Huelva. O empresário do francês mal abre a boca: "Que futuro para Pongolle? Não tenho nada para dizer" é tudo quanto Michel Manuello atira e repete a O JOGO, como se fosse um boneco eléctrico.

Olhanense é o campeão de vendas

O Olhanense é um caso de sucesso no mercado de transferências em Portugal nos últimos seis meses. Depois de na reabertura do mercado, em Janeiro, ter encaixado 275 mil euros pelas transferências de Jardel (75 mil) e Vinícius (200 mil), para Benfica e Braga, respectivamente, recebeu agora mais 100 mil euros pela transferência do central Henrique para os bracarenses.

Aliás, o clube minhoto tem sido um excelente parceiro negocial, pois para além de Vínícius e Henrique, antes, em Janeiro de 2010 - fora das contas do último meio ano, portanto -, Miguel Garcia foi vendido aos arsenalistas por 50 mil euros. Tudo somado, o Braga deixou em Olhão 350 mil euros.

Para o presidente Isidoro Sousa, trata-se de um encaixe importante para o clube, que teve na origem "muitas horas de trabalho e quilómetros entre o Norte e Sul do país". "O Jardel estava cá por empréstimo até final da época; o Vinícius veio a custo zero e estava há apenas quatro meses em Olhão, com mais um ano de contrato; o Henrique foi um excelente negócio, pois nem chegou a jogar no Olhanense e ainda garantimos o passe de um jogador a ceder pelo Braga", salientou o líder dos algarvios, que aproveitou para explicar a política de aquisições do clube.

"É fruto de um trabalho do departamento de futebol e de scouting, na observação de jogadores da II Liga e II Divisão, que começou há dois anos e que nos permite ter uma base de dados considerável", disse. Depois de Henrique ter sido transferido sem sequer se ter estreado, Isidoro Sousa garante ter mais elementos do plantel na mesma situação. "Temos mais dois ou três jogadores no plantel a ser cobiçados, mas queremos valorizá-los e consideramos que este ainda não é o momento para os vender", afirmou, referindo-se aos reforços André Micael (ex-Moreirense), contratado em Janeiro, Vítor Vinha (ex-Aves) e Fabiano (ex-América de Natal), sendo que os dois últimos ainda não se estrearam.

O líder olhanense lamenta não ter mais recursos financeiros para atacar outros alvos. "É pena não termos mais capacidade financeira para chegar a outros bons jogadores. Deixo o alerta, pois temos falta de apoio por parte da região e este é o único clube algarvio na I Liga", frisou o dirigente.

SAD por
formalizar


Majid Pishyar recebe esta semana a minuta do acordo para formalizar a futura Sociedade Anónima Desportiva (SAD) que o próprio investidor iraniano pretende que avance até ao final do mês, como O JOGO já noticiou. A Direcção do Beira-Mar ainda não fez chegar o documento ao magnata iraniano que promete assumir 80 por cento da futura SAD, cujo capital social é de um milhão de euros. Majid Pishyar já tem no clube pouco mais de 300 mil euros - valores adiantados na parte final da época para fazer face a despesas - e espera, agora, a formalização da SAD para fechar o investimento inicial que está acordado. O prazo para concluir a criação da SAD é no dia 31 de Agosto.

Investimento calculado

Por mais prioritárias que sejam as aquisições de Jeferson (Vasco da Gama), Juliano Spadacio (ex-Rapid de Bucareste) e Yannick N'Djeng (Jeunesse Bejaia), o Guimarães recusa entrar em derrapagens financeiras. O vice-presidente Paulo Pereira e o director-desportivo José Pereira regressam hoje da Argélia, onde encetaram conversações com o Bejaia com vista à transferência do avançado camaronês N'Djeng, e nos próximos dias, juntamente com o presidente Emílio Macedo, deverão analisar caso a caso no sentido de encontrarem as soluções mais adequadas dentro do orçamento definido para o plantel profissional, que não deverá ultrapassar 11 milhões de euros.

Desejado para reforçar o vértice esquerdo do meio-campo, Jeferson terá de aceitar o desafio de baixar significativamente o salário (aufere cerca de 35 mil euros mensais). O centro campista brasileiro, de 26 anos, tem sido reserva habitual do Vasco da Gama e o convite dos minhotos é uma excelente oportunidade para dar um novo rumo à carreira. É o que também procura Spadacio.

O Guimarães receia que o médio-ofensivo seja obrigado a apresentar-se no Rapid, depois de ter rescindido com os romenos alegando justa causa, mas também considera excessivo o seu desejo de acrescentar mais um ano à proposta de contrato que lhe foi apresentada, válida para as próximas duas épocas. Aos 30 anos, Spadacio aposta num contrato de longa duração e até já propôs uma revisão em alta nos salários que o clube português lhe oferece.Por último, o Guimarães considera inaceitável desembolsar 800 mil euros pelo passe do avançado N'Djeng. O Bejaia ficou de fixar um novo preço e, em princípio, a transferência tem pernas para andar até ao fim da semana.