Jornal dos Desportos

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Reportagens

Potch foi finalista da Taa da Confederao

Napoleo Brando, Cuca e Arnaldo Chaves. - 29 de Setembro, 2009

Potché começou a jogar no torneio Caçulinhas da Bola, pelo Muzangalas Futebol Clube do Marçal, com o qual viria a ganhar três campeonatos provinciais em companhia de Manacho, Dana, Quim, Jajão, Manbé, Marro, entre outros, e foi graças ao incentivo dos irmãos Ndisso que o jovem jogador abraçou a carreira futebolística.
Irmão caçula de esquerdinho (que jogou no Sagrada Esperança), deixou o Muzangalas para o Interclube a convite de Mister Cuca, que o viu jogar e ficou impressionado com a sua habilidade. Apesar de franzino e com apenas 15 anos de idade, pô-lo a jogar a juniores.
À sua chegada no clube da Policia nacional, Potché encontrou o André, Silas, Derico, Mário, João Dará, Honesto, Fabião e outros. “Eu era muito jovem e só fiquei no clube porque tive muito apoio dos mais velhos, como o Kikas, Miloy, Guilherme Abílio Amaral e outros, além do apoio dos treinadores”, lembra-se Potché.
Após dois anos como júnior, onde se sagrou-se uma vez vice-campeão nacional, passou a fazer dupla categoria (juniores e seniores) na época 1997/98 e ajudou o Inter a regressar à 1ª divisão nacional, em 1999, com  Arnaldo Chaves como treinador principal.
Em 2002, teve a sua primeira internacionalização, ao ser convocado para a Selecção Nacional de sub-20, na época treinada por Oliveira Gonçalves e Vesco, tendo estado entre os 18 convocados para o jogo contra o Malawi. Também foi internacional pela Selecção Olímpica. “Nestas selecções, haviam jogadores de grande valia técnica, entre eles o Mendonça, Gilberto, Miloy, Silas, Luisão, Pena, Kikas e outros.
Na Selecção Olímpica, não me consegui impor, porque tinha de disputar o lugar com o Mendonça, que na altura estava em grande forma”, reconheceu.
Assim, de regresso ao clube, Potché deu o máximo de si e mereceu, mais ainda, a confiança dos técnicos e viria a ganhar uma Super-Taça de Angola e chegou à final da Taça Nelson Mandela contra o Kaiser Cheefs, da África do Sul, com Oliveira Gonçalves no comando técnico.
“Foi o momento mais alto na minha vida como jogador. Não foi fácil atingir aquela final, pois em África, apenas as equipas de países com grande tradição no futebol chegam a esses palcos”, refere.
“Senti-me muito orgulhoso porque estava em jogo o nome de Angola e era como se estivéssemos a disputar uma final de um CAN”, adiantou Potché.
O jogador também recorda alguns episódios tristes. “Os momentos mais tristes foi quando fiquei doente devido a um choque com um adversário e que me afectou o peito, além de quando, num jogo treino, fracturei o joelho da perna esquerda e não tive o apoio do clube”, diz Potché.
O seu ponto forte, como ponta de lança, eram as jogadas de antecipação, além de boa visão de jogo. Quando jogava no meio campo, era bom distribuidor de jogo e dono de grandes fintas. Potché diz que o jogador que mais o impressionou foi Zico, do Petro de Luanda.
Quanto à participação dos Palancas Negras no CAN’2010, Potché acredita que todos os que forem convocados para a fase final, vão fazer tudo para dignificar o nome do país.
Potché deixou de jogar futebol oficialmente em 2006. Actualmente, trabalha com suas irmãs na área de comércio geral e vive na rua C-9 de cima no bairro Nelito Soares.

 Por dentro

Nome completo:
Paz Filipe João
Filiação: Sanda João
e de Domingas Manuel Filipe
Data de nascimento:
02 de Março de 1980
Altura: 1,70m
Calçado: 40
Posição em que jogou: Ponta
de lança e meio campista
Naturalidade: Luanda
Estado civil: Solteiro
Filhos: 02
Casa própria: tenho
Carro: idem
Filmes: Policiais
Musica: Cabo-verdianas
Politica: Não gosto
Bebida: Vinho
Prato: Feijoada
Clube do Coração:
Petro de Luanda
Cor: Azul
Religião: Católico
Cidade Angolana: Luanda
Pais de sonho: Inglaterra
Defeito: Timidez
Virtude: Humildade
Pessoa que mais gosta:
Os meus filhos
Sonho:
Casar com a mulher que amo
Habilitações literárias: 9ª classe