Jornal dos Desportos

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Reportagens

"Profissional que quis fotografar penlti na linha de marcao"

Joo Francisco - 21 de Janeiro, 2013

Mrio Roas, 65 anos fotgrafo profissional

Fotografia: Jornal dos Desportos

Mário Roças ou simplesmente Roças, 65 anos é fotógrafo profissional e trabalhou durante muito tempo no Estado, desde a era colonial. Do seu trabalho de cobertura de actividades desportivas ou de lazer, lembra-se de alguns episódios caricatos e elucidativos, que diferenciam um fotógrafo generalista de um verdadeiro repórter fotográfico desportivo. “Fui enviado aos Coqueiros para fotografar um jogo oficial de futebol e quando foi assinalada uma grande penalidade, corri para dentro do campo até à linha de marcação para melhor captar o ângulo do jogador e a bola a entrar na baliza, e de repente senti que o público estava a apupar e o árbitro a apitar para a minha saída do campo. A partir daí comecei a perceber que também existem regras para se fotografar eventos desportivos”, disse.

Para o fotógrafo freelancer “existe muita diferença entre a fotografia normal e a desportiva. A normal não requer muita rapidez. O alvo está parado e temos a possibilidade de montar a posição que mais nos convém para fazer a foto mais bonita e assim por diante. A fotografia desportiva ou do futebol é mais difícil, porque o alvo está em movimento e requer muita atenção e às vezes temos de adivinhar o que vai acontecer e fazer os disparo na hora certa para a melhor foto possível”.

Roças recorda-se também que num belo dia foi convocado pela Casa Civil do Presidente da República, Dr. Agostinho Neto, para estar às 5h00, devidamente equipado, no embarcadouro do Mussulo. Apareceu de fato e gravata e depois de muito esperar e transpirar, pois era a estação quente, viu chegar o Presidente Neto, acompanhado de algumas pessoas, todos com roupa informal (t-shirt e calções) e com canas de pesca. Concluiu que ia fotografar uma actividade de lazer mas que estava trajado de forma imprópria. “Nunca me adaptei muito bem a fotografar desporto. Gosto mais é de fotografar casamentos, baptizados e banquetes de uma forma geral. Mas às vezes, como agora, surge uma oportunidade de fazer uma reportagem no CAN’2013, através do Movimento Nacional Espontâneo (MNE) e sou obrigado a pôr-me na pele de repórter fotográfico”, confessa.

VIAGENS
Fotógrafos
percorrem o mundo 


Além da África do Sul e outros países da SADC, para onde tem viajado amiúde, Mário Roças recorda-se que tem estado muito perto dos Palancas Negras nos últimos tempos. Roças esteve presente na  derrota de 3-1 em Harare, virando depois Angola o resultado (2-0) no estádio 11 de Novembro em Luanda, que ditou a qualificação da selecção angolana para o CAN’2013. A par disso, Mário Roças viajou um pouco por toda a Comunidade Europeia, como Portugal, Espanha, França, Itália, Alemanha, Bélgica e Suíça. No leste europeu, esteve na Rússia, Jugoslávia, Polónia, Hungria e Checoslováquia. No continente americano, fez serviço no Brasil e Estados Unidos. Também esteve na Ásia, visitando a China, Coreia do Norte, Vietname e Índia.

No continente africano, acompanhou delegações a São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Gabão, Benin, República do Congo, República Democrática do Congo, Moçambique, Zâmbia, Marrocos, Líbia, Egipto, entre outros.  Nestas viagens, num misto de actividades desportivas, presidenciais e outras, fotografou inúmeras personalidades como Agostinho Neto, José Eduardo dos Santos e esposa, Ana Paula dos Santos. Também fotografou estadistas estrangeiros, como Mobutu Sesse Seko, Samora Machel, Kofi Anan, João Paulo II, Josef Broz Tito, Kim il Sung, Fidel de Castro, Ramalho Eanes, Mário Soares, entre outros.

POR DENTRO    
Nome completo: Mário António Roças
Filiação: Manuel Roças e Domingas Damásio Vicente
Data de Nascimento: 11.11.1947
Naturalidade: Luanda
Estado Civil: Casado
Calçado: 42/43
Música: Romântica
Filme: Comédia