Jornal dos Desportos

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Reportagens

Real Madrid encerra ano fiscal com receitas

23 de Setembro, 2010

O património líquido do clube aumentou 12,2 por cento

Fotografia: AFP

O Real Madrid anunciou que encerrou o ano fiscal de 2009/2010 com receitas (sem vendas de jogadores) de 442,3 milhões de euros, 8,6 por cento mais do que no exercício anterior.Em comunicado, o clube do técnico português José Mourinho, no qual militam os internacionais lusos Cristiano Ronaldo, Ricardo Carvalho e Pepe, indica que teve lucros de 24 milhões de euros no exercício 2009/2010, um aumento homólogo de 11,5 por cento.O Real Madrid sublinha que o volume de negócios anunciado é o "mais alto de qualquer instituição desportiva do mundo".

 A nota indica que o património líquido do clube aumentou 12,2 por cento, alcançando 219,7 milhões de euros, e o endividamento líquido baixou 25,1 por cento, para 244,6 milhões de euros. Os resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), excluindo resultados de alienação de jogadores, subiram 19,8 por cento, para 111,6 milhões de euros. Os custos com pessoal, que representavam 46 por cento das receitas no exercício 2008/2009, baixaram para 43 por cento das receitas no ano fiscal 2009/2010.

Em 2008/2009, a dívida líquida era 1,7 vezes superior ao património líquido, mas no último exercício esse rácio baixou para 1,1 vezes.
O comunicado do Real Madrid destaca que "esta notável melhoria dos indicadores de solvência situa o Real Madrid num patamar de elevada qualidade creditícia". 20 clubes da Série A pagam mil milhões de euros a jogadores.

A "Gazzetta dello Sport" indica que "os salários da Série A ascendem a 802 milhões de euros" esta temporada, mas acrescenta que devido à flexibilidade dos contratos, incluindo prémios e bónus, os valores pagos "chegam aos mil milhões" de euros. Os 20 clubes da Série A italiana vão gastar cerca de mil milhões de euros em salários e prémios dos jogadores esta época, segundo um inquérito publicado pelo jornal "Gazzetta dello Sport".

O jornal desportivo italiano indica que "os salários da Série A ascendem a 802 milhões de euros" esta temporada, mas acrescenta que devido à flexibilidade dos contratos, incluindo prémios e bónus, os valores pagos "chegam aos mil milhões" de euros. O montante declarado de 802 milhões de euros em salários de futebolistas esta época está em baixa face aos 845 milhões de euros da temporada passada.

Aparentemente, os clubes italianos estão a incorporar as regras da reforma Platini do "fair-play" financeiro, que dentro de dois anos impedirá os clubes demasiado endividados de participarem nas taças europeias."Os clubes italianos continuam a viver acima das suas posses", conclui o jornal. A maior massa salarial é a do AC Milan, com uma despesa salarial total de 130 milhões de euros esta época. Seguem-se o Inter, com uma despesa de 121,4 milhões de euros em salários de jogadores de futebol, e a Juventus, com 100 milhões de euros. Ibrahimovic é o jogador mais bem pago da Itália, à frente de Samuel Eto’o (Inter, 8 milhões de euros), e Ronaldinho (AC Milan (7,5 milhões de euros).

Barcelona com saldo negativo

Uma auditoria pedida pela nova direcção do Barcelona, liderada por Sandro Rosell, revela que o clube terminou a época passada com saldo negativo de 77,1 milhões de euros, valor bem diferente ao apresentado aquando da presidência de Joan Laporta. Os valores apresentados pelo anterior líder do clube, Joan Laporta, apontavam para 11,1 milhões de euros... positivos. A diferença é, por isso, de 89 milhões. O actual vice-presidente para a área financeira, Javier Faus, não quis entrar em polémicas, salientando que a auditoria aponta para algumas incertezas na contabilidade. Certo é que, com os valores agora revelados, a dívida total do clube é de 442 milhões de euros, isto sem contar com o activo corrente. O valor bruto chega aos 552 milhões.