Jornal dos Desportos

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Reportagens

Responsvel do Ncleo do Bi receia a fuga de colaboradores

Srgio V. Dias, No Cuito - 30 de Maio, 2014

Nmero um do hquei bieno defende mais incentivos para a modalidade ganhar outro dinamismo naquela parcela do territrio

Fotografia: Jornal dos Desportos

O coordenador do Núcleo Dinamizador do Hóquei em Patins na província do Bié, Fernando Diniz, manifestou recentemente ao Jornal dos Desportos a sua inquietação pela eventual fuga de colaboradores directos do organismo, pela falta de condições de trabalho com que se confronta.

Fernando Diniz diz ser quase impossível manter um vínculo com estes, “sem se lhes poder garantir, pelo menos, uma recompensa” pelo trabalho que prestam.

O órgão que superintende o hóquei em patins no Bié tem-se empenhado muito na solução dos problemas com que este se confronta, mas, apesar disso, torna-se difícil, pelo fraco apoio das estruturas de direito, salientou.

O número “um” do hóquei na cidade do Planalto Central alega que a 25 de Abril último participou num encontro promovido pela federação angolana da modalidade, no qual foi prometido algum apoio em termos de material, mas até agora não se efectivou.

Basicamente, o apoio prometido, assegurou, consubstanciava-se em algum material desportivo, com realce para 20 pares de patins e equipamentos de guarda-redes.

Fernando Diniz lembrou que em Novembro do ano passado o núcleo da modalidade foi agraciado com um lote de material, que incluía 20 pares de patins e equipamento incompleto de guarda-redes. “No referido lote faltavam as caneleiras, peitilhos, coquilhas e máscaras para guarda-redes”, recordou na conversa mantida com o nosso jornal.

Além disso, referiu que caso se efectivasse a promessa do segundo lote de equipamento pela Federação Angolana de Hóquei em Patins, a equipa do Vitória Atlético do Bié podia juntar-se à do Sporting no processo de massificação que está a ser desenvolvido na província. “Abordámos a direcção desse clube, na pessoa do seu presidente, senhor Joaquim Novato, e foi acordada essa possível inserção da equipa na massificação que se leva a cabo no Bié”, disse.

De acordo ainda com Fernando Diniz, o Núcleo Dinamizador do Hóquei em Patins no Bié espera ultrapassar essa etapa da massificação da modalidade e nos próximos tempos, mais concretamente em 2015, aparecer a competir em provas nacionais.Neste momento, o processo de massificação, conduzido pelos técnicos Diogo Quessongo e Nelson Samuel, tem um total de 33 crianças.

O processo teve, no entanto, de ser interrompido devido às férias a que estes foram submetidos nas escolas devido ao processo censitário que decorre em todo o país, desde dia 16 de Maio.


FACTO
Actul núcleo pode evoluir para futura associação


Num outro ângulo da abordagem feita ao nosso jornal, Fernando Diniz assegurou que o Núcleo Dinamizador do Hóquei em Patins no Bié pode evoluir nos próximo tempos para uma associação da modalidade.

De acordo com o responsável, já foi avançada uma proposta nesse sentido junto do organismo reitor da modalidade, cujo desfecho está a ser aguardado pelos membros do Núcleo Dinamizador do hóquei bieno.

Enquanto tal não acontece, de acordo ainda com Fernando Diniz, o Núcleo Dinamizador vai incidindo a sua actividade no intuito de tirar o hóquei da província do estado de letargia em que se encontra mergulhado, pelas recorrentes dificuldades com que se confronta.

A Direcção do Ministério da Juventude e Desportos (MINJUD) no Bié tem inscritas as associações provinciais de futebol, andebol, basquetebol e voleibol.

 Além destas associações, existem também na província núcleos dinamizadores do hóquei em patins, futsal, xadrez, lutas livres, entre outras modalidades.
SVD, NO CUITO


CENSO-2014
Agentes bienos louvam processo


A realização do Censo Geral da População e Habitação, que arrancou no passado dia 16 em todo o país e amanhã termina, também mereceu uma abordagem por parte dos agentes desportivos na província do Bié.

Fernando Diniz, coordenador do Núcleo Dinamizador do Hóquei em Patins, e João Pintar da Silva, coordenador técnico de futebol do Sporting local, foram dois dos agentes que falaram à nossa reportagem e louvaram a realização do processo.

O responsável máximo do hóquei bieno realçou o “significado do Censo Geral da População e Habitação, por, a partir deste, o Executivo poder exercer uma melhor planificação dos recursos de que o país dispõe para os angolanos.

Fernando Diniz refere que aos olhos de todos os angolanos está implícito o facto de, a partir deste processo censitário, o país ficar a conhecer mudanças significativas em termos da sua organização, sobretudo no que se refere à situação demográfica. 

Manifestou, também, a sua  apreensão em relação às zonas de difícil acesso, onde “se calhar não houve muita divulgação”, pelo facto de elas se depararem com problemas de comunicação e até de acesso à energia eléctrica.

A exemplo disso, Fernando Diniz aponta a comuna de Sachinemuna, no município do Cuemba, que tem aldeias situadas no meio de verdadeiras matas serradas e onde, “nem sequer os meios aéreos (helicópteros) conseguem lá pousar”.

Como homem do desporto, o responsável máximo do hóquei em patins no Bié apela aos demais agentes das diferentes modalidades a abraçarem este processo do Censo Geral da População e Habitação, que, como diz, é um valor acrescentado para os angolanos.Na esteira da abordagem feita recentemente ao JD, no Cuito, o coordenador técnico da equipa de futebol do Sporting do Bié referiu que o processo censitário demonstra “uma grande visão” do Executivo.

João Pintar louvou a iniciativa de realização do Censo Geral da População e Habitação, porque, a partir deste, vamos ter um maior controlo do crescimento demográfico e o Executivo “vai fazer uma melhor planificação dos recursos”.

De acordo ainda com o líder do processo de massificação da equipa de futebol do Sporting do Bié, através do processo censitário pode-se avaliar a real situação de vida da população e as eventuais dificuldades com que muitos angolanos se confrontam.
SVD, NO CUITO