Jornal dos Desportos

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Reportagens

Sementes da relva começam a ser lançadas daqui a quinze dias

Gaudêncio Hamelay, no Lubango - 12 de Setembro, 2009

COCAN local se mostrou preocupado quando a implantação da relva

Fotografia: Jd

As sementes da relva para o recinto do jogo do estádio principal de futebol que está a ser erguido na zona da Kanguinda, no bairro do Tchioco, na cidade do Lubango, começam a ser lançadas à terra, dentro de quinze dias, pela empresa Suport In Sport (SIS).
O director provincial das Obras Públicas da Huíla, Rosário Imapanzo, que deu essa informação, numa altura em que o COCAN local se mostrou preocupado quando a implantação da relva nos estádios, acredita que dentro de três meses, o relvado esteja em condições de ser utilizado.
No entender do responsável, com isso, as perspectivas são muito boas, na medida em que peritos na matéria “disseram-nos que apesar de estarmos num limite de tempo, a subida das temperaturas vai favorecer o brotar da semente e, consequentemente, o crescimento da relva”.
Para já, está equacionado o problema da água e, segundo apuramos, são precisas catorze semanas para o crescimento da relva.
“Vamos procurar, nos próximos quinze dias, lançar as sementes à terra para que dentro de dois ou três meses a relva esteja em condições de ser utilizada”, disse.
Enquanto isso, as obras do estádio principal de futebol, em construção na cidade do Lubango, visando albergar jogos da série D do CAN-2010, avançam a um bom ritmo, encontrando-se a noventa e cinco cento da sua execução.
Nos dias que correm, a empreiteira chinesa Sinohydro Corporation trabalha na conclusão da cobertura metálica, colocação dos assentos, retoque finais de pinturas e no parque de estacionamento.
A evolvente que comporta as zonas do parque de estacionamento, com capacidade para albergar 508 viaturas pesadas, 1561 para ligeiros, uma zona verde com vias de acesso, está na ordem de setenta e cinco por cento de cumprimento. Acabou-se igualmente os trabalhos de compactação. “Voltamos a lançar o asfalto, algo que podemos acabar dentro de dois ou três dias, conforme o ritmo de trabalho da empresa que aqui trabalha. Todavia, vamos continuar a lutar para ver se até o dia 31 de Outubro, entregamos a obra”, disse confiante Egídio Armando, da empresa fiscalizadora Nuclear.
Já o homem forte das Obras Públicas da província, Rosário Imapanzo, nos  dias que correm se sente mais descansados.
“Hoje, estamos mais descansados. Estamos a retirar os ferros. O empreendimento ganha a cada dia a configuração de um estádio”, asseverou.
Entretanto, o campo de apoio 11 de Novembro, adstrito ao Benfica do Lubango, cujas obras estão a carga da empresa Mega Construções Lda, regista ligeiro atraso. Está-se a colocar a primeira camada de terra para depois receber a relva. No estádio da Nª Sr.ª do Monte, o trabalho está sob responsabilidade da Omatapalo e praticamente concluído. Actualmente entrou-se na fase de acabamentos.
O Estádio do Ferroviário da Huíla, também a cargo da empresa Omatapalo, as coisas caminha a ritmo acelerado. Os trabalhos estão praticamente acabados, aguardando-se apenas o arrelvamento.
Segundo o director do COCAN-Huíla, há tempo suficiente para a colocação da relva nos prazos previstos.
“As obras continuam em marcha. A data indicativa para a entrega dos estádios é 31 de Outubro e, até lá, estamos todos aqui a trabalhar para que tudo corra a preceito” tranquilizou.

Empreendimento conta com grupos geradores potentes 

A situação da energia eléctrica, para garantir a iluminação ao estádio principal de futebol, está salvaguardada. Para o efeito, grupos geradores competentes localizados há cerca de 150 metros do estádio, para evitar poluição sonora, estão a ser montados, conforme revelações do director de Obras Públicas, Rosário Imapanzo.
Imapanzo aclarou que tais geradores poderão funcionar mesmo que se atrase a ligação a rede geral.
“Em relação a rede eléctrica, apesar dessa matéria não ser das Obras Públicas, naquilo que o compete, o empreendimento será autónomo ao nível de energia alternativa. O estádio poderá funcionar, mesmo que o Ministério de Energias se atrase na ligação a rede geral”, explica.
Para tal, Imapanzo crê que esta questão também está a ser equacionada ao nível do Ministério de Energia, através da Empresa Nacional de Electricidade, ENE. Contudo, “estamos a calibrar a areia que finalmente já não virão a 200 Kms como estava previsto. Hoje, o processo das questões técnicas equaciona tudo. Temos água, nas quantidades exigidas e de qualidade. Portanto, a água está a ser considerada como a que temos cá, como dando para mais de 20 anos”. Daí, estarem a fazer a conexão do sistema de água de adaptação para o reservatório central do estádio”, acrescenta.
Para o engenheiro Egídio Armando, da empresa fiscalizadora Nuclear, no que toca a água e luz, não existe qualquer problema. Aguarda-se apenas pelos devidos ensaios dos sistemas eléctricos montados. 

Via expresso pronta em Dezembro

Os trabalhos de reabilitação e ampliação da via expressa que liga a cidade do Lubango ao Aeroporto Internacional da Munkanka e vice-versa, têm o
término previsto para o mês de Dezembro do corrente ano.
Com a conclusão das obras da referida via, de quatro faixas de dois sentidos cada com separadores hidráulios e iluminação, os usuários verão facilitada a sua circulação.
Assim, a colocação de lancis, canaletas e calçada de passeios, nivelamento dos solos para posteriormente colocação de asfalto entre outros retoques, são os trabalhos de realce que se levam avante naquela via expressa.
O encarregado de obras, José Donizete, referiu que os trabalhos estão a andar de acordo com o prazo estabelecido pela empresa.
“Estamos a dar prosseguimento aos trabalhos de lancil, divisão de pisos e canaletas. Até em Dezembro, esperávamos entregar a obra”, garante.
José Donizete deu a conhecer que as pontes também estão na fase de conclusão. Os empreiteiros garantem que a última ponte em execução, junto às imediações da Igreja da Imaculada, localizada no bairro Santo António, dentro de duas semanas estará pronta.
“Tenho informações de que a ponte na Imaculada está na fase final”, disse Donizete. 
Todavia, findo o empreendimento, o mesmo vai beneficiar a população em geral e, em particular os automobilistas. Vai acabar com os problemas de congestionamento vivido há anos, já que anteriormente a estrada possuía duas faixas de rodagem.


Crise económica retarda conclusão de Hotéis 

A rede hoteleira da cidade do Lubango está igualmente a beneficiar de obras para satisfazer a demanda durante CAN-2010. Assim, estão a ser construídos oito hotéis na província, precisamente na cidade do Lubango. Inicialmente, os oito hotéis arrancaram na perspectiva de integrarem o CAN, porém as obras que vinham decorrendo com uma dinâmica acentuada, de repente a crise económica internacional fez tudo parar.
No entanto, até a altura do Campeonato Africano das Nações de Futebol, apenas quatro destes hotéis poderão estar concluídos.
Isto tudo, como afirmou o coordenador da comissão de Monitorização do COCAN-Huíla, Isaac Maria dos Anjos, deve-se aos constrangimentos vividos decorrentes da crise financeira mundial.
O responsável pela Hotelaria e Turismo da Huíla, João Silvestre, é da opinião que as principais unidades hoteleiras da província estão em prontidão para receber as delegações desportivas que vão participar do evento e os turistas.