Jornal dos Desportos

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Reportagens

Sporting gasta mais do que ganha

20 de Agosto, 2010

A balança negativa, correspondente às transferências realizadas desde o dia um de Janeiro

Fotografia: AFP

O Sporting é o clube, entre os chamados três grandes de Portugal, com pior saldo financeiro nas transferências de atletas durante o ano de 2010, ao registar um prejuízo de 3,8 milhões de euros nas transações de atletas. A balança negativa, apenas correspondente às transferências realizadas desde o dia um de Janeiro deste ano, resulta da diferença entre os 20 milhões de euros recebidos na venda de atletas e os 23,8 milhões gastos em aquisições.

Os "leões" ficam atrás de Sporting Braga (10,45 milhões positivos), Benfica (3,8 milhões positivos) e FC Porto (400 mil euros negativos), apesar de terem gasto menos dinheiro que os dois principais rivais. Para este resultado contribuiu o reduzido número de vendas efectuadas desde o início do ano, durante o qual apenas transferiu dois atletas, ambos no início da nova época e ambos criados no clube verde e branco: João Moutinho e Miguel Veloso.

O antigo "capitão"disse adeus a Alvalade e rumou ao FC Porto, com os "leões" a receberem 11 milhões de euros, antes de Miguel Veloso aceder ao convite do Génova e mudar-se para Itália a troco de nove milhões. Sem qualquer venda registada no “mercado de inverno” da temporada passada, os dirigentes da formação de Alvalade deram primazia às aquisições e foi precisamente durante esse período que "aterraram" em Alvalade quatro dos 11 reforços de 2010.

O central moçambicano Mexer, proveniente do Desportivo de Maputo, foi o primeiro a chegar, seguindo-se o francês Sinama-Pongolle (ex-Atlético de Madrid), segunda contratação mais cara da história do clube (6,5 milhões), e os portugueses João Pereira (ex-Sporting de Braga) e Pedro Mendes (ex-Glasgow Rangers).

Já no início desta época, os "leões" voltaram ao mercado e trouxeram Evaldo (ex-Sporting Braga), Marco Torsiglieri (ex-Veléz Sarsfield), Nuno André Coelho (ex-FC Porto), Diogo Salomão (ex-Real Massamá), Jaime Valdés (ex-Atalanta) e Alberto Zapater (ex-Génova), gastando 12,5 milhões nos seis jogadores, aos quais se junta Maniche, proveniente dos alemães do Colónia, a custo zero.


Auditoria revela saldo negativo
de 77,1 milhões de euros

Uma auditoria pedida pela nova direcção do Barcelona, liderada por Sandro Rosell, revela que o clube terminou a época passada com saldo negativo de 77,1 milhões de euros, valor bem diferente ao apresentado aquando da presidência de Joan Laporta. Os valores apresentados pelo anterior líder do clube, Joan Laporta, apontavam para 11,1 milhões de euros... positivos.

A diferença é, por isso, de 89 milhões. O actual vice-presidente para a área financeira, Javier Faus, não quis entrar em polémicas, salientando que a auditoria aponta para algumas incertezas na contabilidade. Certo é que, com os valores agora revelados, a dívida total do clube é de 442 milhões de euros, isto sem contar com o activo corrente. O valor bruto chega aos 552 milhões.


Real Madrid despende um bilhão em reforços

Desde a chegada de Florentino Pérez à presidência, o clube gastou mais do que qualquer um no mundo. O Real Madrid é o clube de futebol que mais gasta dinheiro com reforços no mundo. Segundo o jornal espanhol “Marca”, desde 2000, o clube merengue já gastou mais de um bilhão de euros.

O valor, gasto desde a chegada de Florentino Pérez à presidência do clube em 2000, é bem contrastante com os 713 milhões de euros gastos pelo Barcelona no mesmo intervalo de tempo, seu grande rival, e que, nos últimos anos, tem conseguido títulos muito mais expressivos.

As contratações que mais contribuíram para que as cifras madrilenhas chegassem a esse patamar foram as de Cristiano Ronaldo (96 milhões de euros, Zidane (72 milhões de euros) e Kaká (64 milhões de euros. A única contratação dos catalães que se aproximou desses valores foi a do sueco Ibrahimovic mais o camaronês Eto'o).

O recorde do Real Madrid em uma temporada foi justamente em 2009, quando Pérez retornou ao clube e, precisando "gastar em um ano o que se teria que gastar em três", desembolsou 254 milhões de euros com jogadores como Cristiano Ronaldo, Kaká, Benzema e Xabi Alonso. O Chelsea do milionário russo Roman Abramovich, por exemplo, gastou "apenas" 650 milhões de euros. O Manchester City, por sua vez, ficou nos 400 milhões de euros.