Jornal dos Desportos

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Reportagens

Sporting reforça ataque com Ricky

09 de Junho, 2011

Rick Wolfswinkel pode jogar mais fixo entre os centrais adversários

Fotografia: AFP

A contratação de um avançado era uma das principais prioridades da SAD, e a chegada de Ricky Van Wolfswinkel representa uma grande aposta para o sector atacante do novo Sporting. O forte investimento - os 5,4 milhões de euros pagos ao Utrecht fazem dele a terceira compra mais cara da história verde e branca, depois de Rodrigo Tello e Sinama-Pongolle - feito na sua aquisição revela a importância do avançado na estrutura que Luís Duque, Carlos Freitas e Domingos Paciência estão a montar, e um dos motivos para a confiança dos responsáveis nesta opção é a convicção de que o holandês encaixa na perfeição nos dois sistemas que o técnico pretende fazer vingar em Alvalade.

A capacidade de actuar próximo de outro avançado, colaborando em tabelas e ganhando espaço na área com a sua reconhecida velocidade de reacção, faz dele opção lógica para o 4x1x3x2 que pode marcar grande parte dos jogos da próxima temporada - sobretudo em casa. Neste quadro, Van Wolfswinkel pode conviver com Hélder Postiga na frente de ataque, companheiro que é excelente na contenção da posse de bola, nas combinações e na abertura de espaços para os colegas, mas também mais fixo, com a companhia próxima de Matías Fernández caso este seja utilizado como apoio directo ao ponta-de-lança.

A influência do novo avançado leonino não se esgota, contudo, numa opção que contemple a presença de dois homens na frente, até porque, do alto dos seus 1,85 metros, impõe forte presença na área contrária, estando talhado para actuar como único ponta-de-lança no outro desenho táctico que Domingos Paciência está a trabalhar: o 4x2x3x1.

Nesta variante do 4x3x3, Van Wolfswinkel pode jogar mais fixo entre os centrais adversários, beneficiando das munições fornecidas pelos extremos que o acompanharão no ataque e ganhando espaço para as diagonais nas costas da defesa, movimento em que também é exímio. Outra área de destaque é o espaço aéreo, onde a sua estatura é auxílio precioso.

Atlético faz finca-pé
à saída de Salvio

O líder directivo do Atlético Madrid mantém-se irredutível quanto ao preço do passe de Salvio. “Ele só sai daqui por 15 milhões de euros, ou seja, pela mesmíssima quantia que estava estipulada na cláusula de preferência do Benfica”, afirmou Enrique Cerezo ao “Record”, negando a existência de qualquer oferta concreta por parte da Fiorentina: “Nada recebemos desse clube em relação a Salvio!”
O facto de o extremo argentino, de 20 anos, só estar apto a competir em meados de Setembro, não o desvaloriza, segundo o presidente colchonero, em termos de mercado. “Estou convencido que Salvio vai assinar uma grande época ao serviço do Atlético Madrid”, sublinhou Enrique Cerezo ao jornal.

Ida à final da Liga Europa
rende cem mil euros ao Braga

Os ganhos financeiros da ida do Braga à final da Liga Europa não se esgotaram apenas nos prémios que a UEFA tem a pagar. Do contrato de três anos assinado com a Macron em 2008 constava uma cláusula que previa alguns prémios em função da projecção que o clube fizesse da marca italiana ao longo desse período. Ora, a presença na final da Liga Europa valia cerca de cem mil euros. O Braga esteve em Dublin, e a marca assume naturalmente as responsabilidades, até porque as partes têm estreitado o relacionamento. A prova é a renovação do contrato por mais quatro temporadas e com valores amplamente superiores. O Braga vai vestir Macron até Junho de 2015.

Se o Braga ganhasse a Liga Europa, o valor seria o mesmo. Isto porque, em termos de marketing, a publicidade à marca não seria assim tão diferente: o mesmo jogo, os mesmos minutos na televisão, e só no pós-jogo se poderia notar diferença na cobertura mediática diferente para vencedor e vencido. Mas, nessa fase, os jogadores já vestiriam facto e gravata.

Comparados com o encaixe de vendas de jogadores, estes cem mil euros são irrisórios, mas chegam, por exemplo, para cobrir grande parte dos gastos inerentes a essa final. No futuro, uma situação idêntica estará mais bem coberta, pois a projecção internacional conquistada ao longo desta caminhada vai render dividendos. A marca do clube minhoto vale cada vez mais, e não é à toa que o “concurso” para equipar o clube nos próximos anos mereceu o interesse de várias outras marcas, algumas históricas e de renome mundial, como a Puma, vencida pela Macron.

Aliás, a dimensão que o clube atingiu na compra/venda de equipamentos foi este ano maior que nunca. Só para se ter uma ideia, o Braga consumiu 300 mil euros de equipamentos junto da Macron, entre material adquirido para uso dos escalões de formação e equipamentos para serem vendidos nas lojas do clube. Em anos anteriores, os valores foram incomparavelmente inferiores.