Jornal dos Desportos

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Reportagens

Taa Africana das Naes uma vitrina para o mundo

Francisco Carvalho - 07 de Janeiro, 2010

Vice-governadora de Luanda Jovelina Imperial apoia os Palancas Negras

Fotografia: Nicolau Vasco

O deputado à Assembleia Nacional, Fabrice Maieco "Akwá", afirmou que Angola vai dar mais um “passo importante no futebol continental” com a realização da Taça Africana das Nações Orange-Angola’2010. Esses passos manifestam-se na satisfação da "expectativa criada à volta das infra-estruturas".
Nenhum outro país africano fez obras iguais e avultadas num espaço de 17 meses. “Hoje, temos estádios majestosos que engalanam a África, vias rodoviárias em bom estado técnico, que permitem a circulação de pessoas e bens, hospitais equipados com tecnologia de ponta e uma rede hoteleira que ganhou novos quartos e camas”, justificou o melhor goleador dos Palancas Negras.
A festa do futebol africano, "é um orgulho de Angola". Quem assim afirma é o deputado à Assembleia Nacional, Jacinto José, que acrescenta: "Angola é uma potência em África (não só por aquilo que demonstrámos), mas também no campo desportivo, no qual sempre podemos afirmar a nossa bandeira".
As potencialidades de Angola estão visíveis e “os países que se fizerem presentes em Angola vão confirmar isso: o desenvolvimento, a reconstrução, tudo o que se está a desenvolver em Angola”.
Para a deputada à Assembleia Nacional, Guilhermina Manuel, a realização da Taça Africana das Nações é “um desafio de organização dos angolanos”. Por conseguinte, “estamos muito emocionados por termos trazido esse campeonato ao nosso país”.
O secretário executivo interino da FNLA, João Ndulo, afirmou que a realização do CAN em Angola “é o reconhecimento do país e a sua projecção internacional”, pois "muitos países que outrora tinham uma informação distorcida de Angola, a partir de certos órgãos de informação mal intencionados, terão a oportunidade de constatar que tudo não passava de desinformação que visava manchar o nosso país".
Passados os anos de "terror", diz João Ndulo, "a comunidade internacional vai ter a oportunidade de ver Angola na sua verdadeira dimensão".
A vice-governadora de Luanda para a área social, Jovelina Imperial, disse que a capital angolana “está com uma grande responsabilidade; está em festa e o país também". A responsabilidade é contagiante a todos os munícipes e citadinos que "devem comportar-se com civismo e disciplina".
Quem também alinha por esse diapasão é a deputada Guilhermina Manuel: "a todos os cidadãos, apelo ao respeito e muita consideração na recepção dos cidadãos estrangeiros, apresentarem-se com o espírito de africanismo e como bons hospedeiros para que (os estrangeiros) regressem com uma boa imagem que sempre caracterizou os angolanos".

Deputados e políticos
acreditam na vitória

A vice-governadora de Luanda para a área social, Jovelina Imperial, apelou a todos os cidadãos angolanos para apoiarem a Selecção Nacional e "incentivarem-na para a vitória".
Jovelina Imperial afirmou que o "nosso objectivo é único: a vitória de Angola". Para o sucesso, "a população de Luanda deve estar em peso no estádio 11 de Novembro e fazer a festa, apoiando os nossos Palancas Negras". O político e desportista Fabrice Maieco "Akwá" espera que Angola comece com uma vitória sobre o Mali, no próximo domingo, e termine com sucesso no fim da campanha a 31 de Janeiro.
O deputado Jacinto José disse ter certeza de que a Selecção Nacional vai fazer "bons resultados". O político fez um paralelo  com o basquetebol sénior masculino. “Aquando da realização do Afrobásket da Líbia, dissemos que a vontade dos países da série de Angola era ganhar-nos e esqueceram-se que somos uma potência”.
O parlamentar afirmou que Angola pode ir longe no torneio da Confederação Africana de Futebol, que arranca no próximo domingo. "As nossas armas estão guardadas para o futuro. No desenrolar da competição, ver-se-ão", afirmou.
O entusiasmo dos políticos angolanos baseia-se no espírito optimista que sempre caracterizou o povo angolano. A vice-governadora de Luanda Jovelina Imperial assume: "sou uma pessoa optimista e, para quem acredita, tudo é possível. Angola pode ser campeã da Taça Africana das Nações Orange-Angola´2010".
Entre o desejo e a consumação, João Ndulo, secretário interino da FNLA, aponta: "A nossa Selecção tem todas as hipóteses de ganhar, porquanto tem o povo ao seu lado e joga em sua casa”. Esses factores alimentam a corrente de que "quem organiza, espera ganhar".
A organização do CAN’2010 é da responsabilidade de “todos nós, os angolanos”, defendeu Jovelina Imperial. Por essa razão, "devemos juntarmo-nos e trabalhar unidos para que a nossa Selecção se sinta apoiada e possa alcançar a vitória que almejamos".
Akwá pediu “encarecidamente ao povo angolano" que "apoie a Selecção Nacional". O jovem deputado justifica as razões: “o importante é o público fazer muito barulho, transformar o Estádio 11 de Novembro num verdadeiro inferno para os adversários e para que os nossos atletas se sintam galvanizados para a vitória".
Estar dentro do Estádio 11 de Novembro traz-lhe saudades dos tempos em que jogou como profissional. Agora, fora dos campos, "darei a mesma força com que joguei aos meus ex-colegas para que façam grandes jogos e elevem o prestígio do país, com vitórias”.
A deputada Guilhermina Manuel vaticina o percurso dos angolanos. “Estamos ansiosos pelos jogos e queremos que a nossa selecção tenha bons resultados; creio que vamos obter um bom lugar, porque está a evoluir paulatinamente".