Jornal dos Desportos

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Reportagens

Treinador do Real do Cunene quer mais investidores no futebol a nível da província

Augusto Panzo - 01 de Fevereiro, 2016

O treinador da equipa do Real Sambila do Cunene, Petronil de Ortega, lamentou a profunda crise em que se encontra mergulhado o futebol na província do Cunene, e deixou um apelo ao empresariado nacional e a pessoas de boa fé, para que invistam no ressurgimento em grande dessa modalidade na aludida região, de forma a reverter tal situação."O futebol no Cunene está a dar os seus passos, mas carece de pessoas de boa fé que invistam nele.

Sei que temos ministros, Generais e outros elementos colocados em altos postos administrativos do país, muitos deles até, naturais dessa província.Então, é necessário que eles olhem para esse lado, onde o futebol desempenha um papel social muito importante", referiu Petronil de Ortega.Falando em exclusivo ao Jornal dos Desportos, Petronil de Ortega enalteceu o pensamento de Adão Costa, presidente do Real Sambila de Luanda que, fruto de uma visão ampla foi às terras do Rei Mandume patrocinar a equipa de que é treinador na categoria de Sub-20.

"Se estivemos presentes no Campeonato Nacional de Futebol em Sub-20 em Luanda, foi graças ao senhor Adão Costa que, em função da existência da equipa do Real Sambila de Luanda, abriu um núcleo do mesmo clube na província do Cunene. Essa é uma iniciativa muito louvável, da qual só tenho a agradecer", afirmou o treinador do Real Sambila do Cunene.Mais adiante, Petronil de Ortega acrescentou que iniciativas do género devem ser seguidos por outros dirigentes do país, para que as coisas comecem a tomar novos rumos.

"Se aparecerem mais pessoas do tipo do senhor Adão Costa, que pensam que do seu bocado de dinheiro pode tirar parte, para investir no futebol na província do Cunene, então eu ficaria muito grato se assim acontecesse. Só assim se poderá manter vivo o futebol nessa província", afiançou. Petronil de Ortega detalhou que a única equipa que dá vida ao futebol na actualidade é o Real Sambila do Cunene, pois, tirando essa, nada mais se fala praticamente.

"O futebol está totalmente morto no Cunene, por falta de apoios. Porque a única equipa trabalha lá é mesmo só o Real Sambila, que tem quase todo o material necessário, para desenvolver a actividade", esclareceu.Finalmente, aquele técnico de futebol fez um amplo apelo a toda sociedade angolana, independentemente da sua origem, para que o futebol no Cunene se mantenha vivo."Em função dessa realidade que o Cunene vive, no que ao futebol diz respeito, venho aqui lançar o meu apelo a todo o cidadão nacional, não importa que seja de Cabinda, Luanda ou Cunene, no sentido de ajudar a nossa província, para que a modalidade se mantenha viva nessa região", apelou.  


FALTA DE MATERIAL
Direcção da equipa tem sido solidária

O treinador Petronil de Ortega afirmou em entrevista ao Jornal dos Desportos, que a única equipa que trabalha minimamente de acordo com as exigências é a do Real Sambila do Cunene, por ser a única que dispõe de material suficiente para os treinos e outras actividades ligados à modalidade de futebol."A nossa equipa é a única que tem material como bolas, cones, pratos e outro. Como nós somos solidários para com os outros, temos sido solidários com eles, oferecendo algumas bolas àquelas equipas para que se mantenham vivas, de forma que tenhamos um campeonato de forma regular", disse.

Indagado com relação ao número exacto de equipas existentes na cidade de Ondjiva, em particular, e do Cunene em geral, Petronil de Ortega revelou serem 10, na categoria de Juniores e 12 no escalão de Juvenis. "No ano passado nós tivemos um campeonato provincial com 10 equipas em juniores e 12 em juvenis, mas vivíamos sempre situações caricatas, porque umas desistiam por falta de apoio financeiro, e outras por falta de material", garantiu.

Outro motivo que preocupa o técnico do Real Sambila do Cunene, reside no facto de não haver campos de futebol em condições na região, em especial na sua capital, a cidade de Ondjiva.   O único recinto em condições existente em Ondjiva é o dos Castilhos, mas segundo o treinador da equipa do Real Sambila do Cunene, Petronil de Ortega, este não tem sido autorizado para ser utilizado pelos clubes locais."Não temos campos para trabalhar à vontade. A nossa equipa por exemplo, trabalha num campo improvisado, debaixo das árvores, lá nas imediações do bairro Naipalala. O Estádio dos Castilhos está lá intacto, mas não nos tem sido autorizados a utilizá-lo", explicou o treinador do Real do Cunene.          

TAÇA DO PRESIDENTE
Sorteado Girabairro
na província do Bié


O Girabairro/Taça do Presidente, na província do Bié, vai contar este ano com a participação de dezoito equipas que começam a competir já a patrir do próximo sábado.O sorteio da prova aconteceu na passada sexta-feira, nas instalações do Sporting Petróleos do Bié, onde, para a série A, ficaram empreceirados para a primeira jornada os jogos entre Ajax do Hoji ya Henda-Libertador do Cambulucuto, Desportivo de São Paulo B-Desportivo de São José, Progresso do Catemo-Estrela Vermelha do Cunje e Super Águia do Catemo-Desportivo do Cangote.

Atlético Belenenses Clube do Tchissindo -Enimba do Cantiflas, Sport Kuito Castanheira-Desportivo dos Serviços Prisionais, Desportivo Engenharia- Recreativo MR do Tchissindo, Juventus FC do Cambulucuto-11 Bravos do Popular e Flaminguinhos do Cuito-FC da Alemanha do São José são os jogos da série B. 

Para os amantes do futebol local, a partida de entre o Costa do Sol do Bié e Desportivo São Paulo , da série A, é o de maior cartaz. A prova, sob o lema “Unidos no futebol de massas, por uma Angola melhor”.Depois da disputa da fase municipal e provincial, entre os meses de Abril e Maio, vai apurar o representante do Bié a nível nacional, segundo Manuel Chimuco, coordenador do Girabairro no Bié, Manuel José Chimuco da prova.O responsável disse que para participar no torneio cada equipa deve fazer-se acompanhar da documentação dos atletas e um valor de 12.500 Kwanzas, assim como indicar as cores dos equipamentos principal e alternativo, bem como o campo de jogo.