Jornal dos Desportos

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Reportagens

UEFA aumenta prémios do Euro´2012

20 de Outubro, 2011

A Selecção da Espanha ostenta o título de campeã europeia.

Fotografia: AFP

A UEFA definiu que cada um dos países presentes na fase final do Euro’2012 vai receber oito milhões de euros. Esta verba representa um acréscimo de meio milhão de euros, quando comparado aos valores do Euro’2008 que se disputou na Áustria e Suíça. Caso uma selecção consiga vencer todas as partidas do torneio, tem direito a receber a bonita soma de 23,5 milhões de euros. É destes prémios que a Federação Portuguesa de Futebol vai retirar as verbas para os prémios de qualificação a atribuir aos jogadores portugueses.

Contudo, a FPF já veio clarificar que as notícias que dão conta de números a rondar os 112 mil euros por jogador são “incorrectos e pecam largamente por excesso”. Foi ainda esclarecido que os prémios a atribuir aos jogadores não representam qualquer encargo para o Estado português e vão estar sujeitos a imposto em sede de IRS. Voltando aos números relativos ao Euro’2012, diga-se que cada vitória representa um milhão de euros e os empates valem 500 mil euros.

Ao contrário do que sucedeu em 2008, o terceiro classificado na competição tem direito a um prémio de um milhão de euros.
As oito selecções que atingirem os quartos de final recebem dois milhões de euros e os quatros semi-finalistas têm direito a três milhões de euros. Para o vice-campeão da Europa estão destinados 4,5 milhões enquanto que os próximos campeões da Europa levam o troféu e um cheque de 7,5 milhões de euros.

Aumento do IVA nos bilhetes
pode afectar clubes portugueses

A decisão do Governo português em aumentar o IVA dos bilhetes para os jogos e espectáculos deve afectar os clubes de futebol, embora essa medida possa não ser visível aos adeptos na altura da aquisição dos ingressos. “Esta medida mexe com a economia dos clubes, porque estamos a perder espectadores devido à conjuntura económica e social. Os preços dos bilhetes vão ter de subir e isso afecta a débil situação dos clubes, que ficam penalizados. Vamos ponderar e analisar esta situação.

Temos de acatar com serenidade internamente e ver o que podemos fazer através da Liga”, disse Manuel Arnaut, vice-presidente da Académica para a área financeira. Também Carlos Barbosa, presidente do Paços de Ferreira, outra equipa da Liga de futebol, manifestou-se preocupado, embora sem ter informação completa sobre a situação.

“Ainda não estou inteirado da situação, mas claro que é preocupante, como é preocupante para o país inteiro. Já temos pouco público e aumentar os bilhetes só vai fazer com que haja ainda menos. Aumentar os bilhetes dá receitas acrescidas ao Estado, mas leva menos gente ao estádio”, afirmou o dirigente, acrescentando desconhecer “até que ponto o clube terá de pagar IVA sobre os convites que distribui para levar mais gente ao estádio”.

Igual preocupação manifestou António Silveira, presidente adjunto do Portimonense, equipa que desceu à Liga de Honra, referindo que o aumento “irá traduzir-se numa redução de receitas, numa altura em que cada vez mais os clubes precisam de dinheiro”. “É sempre prejudicial tudo o que seja para aumentar o custo final que o consumidor pagará. Apesar de nos encontrarmos num período de grande contenção, as pessoas naturalmente deixarão de fora tudo o que não sejam as suas necessidades primárias”, disse António Silveira.

Menos pessimista está Amadeu Poço, presidente da Associação de Futebol da Guarda. “Não acredito que o preço dos bilhetes vá subir com o aumento do IVA para 23 por cento e creio que esse encargo será suportado pelos organizadores. Com as pessoas a ficarem sem o subsídio de férias e de Natal, se os bilhetes aumentassem, então é que não iriam mesmo ao futebol. Não acredito que o preço dos bilhetes vá subir e, se calhar, o que vai acontecer é que vá baixar, pelo menos é isso que vamos recomendar”, sublinhou.

Apesar desta decisão do Governo, a medida pode não ser visível para o consumidor final, pelo menos nas três competições organizadas pela Liga, cujo regulamento prevê um tecto mínimo e um teto máximo no valor dos ingressos. De acordo com o artigo 84º do Regulamento de Competições, os preços mínimos estão fixados nos cinco euros para a Liga principal e nos dois euros para a Liga de Honra, enquanto os máximos foram divididos em três níveis, consoante a classificação do estádio, mas esta medida só entra em vigor na próxima temporada.

Desse modo, o preço máximo que um clube pode praticar na Liga principal é de 65 euros, um valor que cai para os 20 euros na Liga de Honra. Os “espectáculos, provas e manifestações desportivas e outros divertimentos públicos”, onde se incluem os bilhetes de futebol e outros desportos, devem sofrer um agravamento de preço em 2012, com o IVA a passar de seis para 23 por cento, segundo a proposta preliminar do Orçamento do Estado para 2012 (OE2012).

Real disposto a pagar
alto pelo passe de Van Persie

O Real Madrid parece estar disposto a oferecer, no próximo ano, 34 milhões de euros por Robin Van Persie, segundo o site Caughtoffside. O avançado, de 28 anos, expira contrato com o Arsenal em Junho de 2013 e os “gunners” podem ter de vender o seu capitão de forma a fazer algum dinheiro. Nos últimos seis meses de contrato, o jogador pode negociar a saída do clube a custo zero. Recorde-se que no último Verão europeu, Nasri foi vendido ao Manchester City quando apenas tinha um ano de contrato com os londrinos.

Segundo o site, José Mourinho sempre se confessou admirador do holandês e esta seria uma boa opção com completar ainda mais uma frente de ataque que já conta a presença de Higuaín e Benzema. Van Persie leva cinco golos em oito jogos, esta época, na Premier League, tendo apontado os dois golos da vitória dos “gunners” sobre o Sunderland (2-1), no domingo.

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“Lockout” começa
a corroer tudo à volta

A crise financeira é algo global a que nem mesmo os Estados Unidos da escapam, ainda que em menor escala. Desde Junho deste ano que basquetebolistas e a liga de basquetebol norte-americana (NBA) tentam chegar a um acordo. O prejuízo da paragem de uma liga como esta não atinge só os protagonistas do espectáculo, já que a NBA é muito mais do que desporto. É um negócio, dos grandes. E quando uma pedra se solta, todo o edifício começa a ruir.

Por cada partida que não se disputa nos pavilhões, é mais de um milhão de dólares que não entram para as equipas. Os jogadores perdem 350 milhões de dólares. As cidades com equipas na NBA são também afectadas. Bares, restaurantes, hotéis  já começam a sentir as causas da paragem, com muitos a abdicar de pessoal. Em Salt Lake City, por exemplo, os hotéis perderam 40 mil dólares por cada jogo não disputado na cidade.