Jornal dos Desportos

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Reportagens

"Vamos conquistar o título"

Manuel Neto - 19 de Abril, 2010

João Vala, lateral esquerdo do 1º de Agosto

Fotografia: Jornal dos Desportos

Como surge o gosto pelo futebol?
Surgiu desde tenra idade, qundo jogava na rua. Mas tarde, o meu tio, apercebendo-se do meu talento, inscreveu-me na Escola dos Flaminguinhos, onde oficialmente comecei a dar os primeiros passos. Algum tempo depois, entrei para a Nocal, mas não pude ir mais longe porque não encontrava tempo para jogar e estudar.

Encontrou dificuldades em conciliar o estudo e o futebol...
Sim. Não é fácil cionciliar as duas actividades,  sobretudo para os jogadores angolanos, tendo em conta os contrasgimentos por que passamos. Como nada se alcança sem sacrifício, arregacei as mangas. Trabalho com muito empenho e determinação e tenho alcançado êxitos na minnha carreira desportiva.Foi lançado pelo Petro de Luanda, teve um bom início de época, mas, ao meio, desapareceu dos relvados.

O que terá passado de concreto?
Foi uma fase triste da minha carreira. Naquela altura, tinha sido lançado pelo técnico Roberto Áviala e, depois de um bom início de época, baixei de rendimento. No ano seguinte, fui emprestado ao Sonangol do Namibe, onde fiquei um ano e, posteriormente, fui para o Petro do Huambo, equipa em que mais uma vez não fui bem sucedido. Rumei então para o Desportivo da Huíla. Depois de uma época brilhante ao serviço da equipa huílana fui convidado pelo professor Bernardino Pedroto, na altura treinador do ASA, para fazer parte da equipa que ele dirigia. Foi no ASA onde relancei a minha carreira.

Sempre jogou na posição de lateral esquerdo?
Não. Fui sempre médio esquerdo e aqui, no 1º de Agosto, o professor Humberto Chaves adaptou-me a lateral esquerdo, posição que venho desempenhando com algum sucesso. Hoje, sinto-me bem a jogar nesta posição.

O ambiente que encontrou no 1º de Agosto é diferente do ASA?
Encontrei um grande balneário, desde os colegas, a equipa técnica e a direcção. Todos puxam por mim, quer nos momentos bons quer nos maus. O ambiente de trabalho é incomparável com o do ASA. Basta ver a dimnensão do clube.

É bem pago?
São segredos profissionais, mas estou satisfeito com o que ganho, na medida em que dá para suprir as necessidades básicas, sobretudo as despesas com a família. O resto só o futuro dirá, uma vez que o homem é ambicioso por excelência e cada dia que passa quer senpre mais, isso de acordo com as necessidades que vai encontrando ao longo da vida.

O sonho de voltar
à Selecção Nacional
  

 O que sentiu quando foi chamado pela primeira vez à Selecção de Angola?
É o sonho de qualquer jogador vestir a camisola da sua selecção. Sinti-me bastante orgulhoso, pena é que fiquei lesionado. Vou continuar a trabalhar para voltar a vestir tão cobiçada camisola e servir condiganamente o país.

Que importância tem para si o Chan?
O Chan é uma grande competição que vem valorizar, dar uma grande rodagem competitiva e  opurtunidade aos jogadores que actuam nos campeonatos dos seus países. Acho que deve ser bem aproveitada de forma a aparececerem bem nas provas que tenham pela frente, quer internas quer fora.

Como avalia o nível competitivo dos atletas que dela participam?
Pelo que tenho visto, acho que têm bom nível, uma vez que todos os jogadores que dele participam têm dado tudo de si para merecerem a confiança dos técnicos.

"Teremos um campeonato muito disputado"

O 1º de Agosto começou bem a época, mas vai atternando boas e más  exibições. Comente...
Isso faz parte do desorto. Começamos bem, infelizmente têm acontecido alguns dissabores. Não vamos baixar a cabeça, mas continuar unidos, trabalhando com afinco para alcancarmos os nossos objectivos neste campeonato, que passa pela conquista do título de campeão e fazermos uma boa campanha em todas as provas em que estivermos inseridos.

Este pensamento estende-se também às competições africanas?
É extensivo às competições africanas. Apesar do mau momento que o grupo vive, acredito que faremos igualmente uma boa campanha nesta importante competição, uma vez que a equipa tem um plantel recheado de bons valores que a qualquer momento poderão dar um rumo positivo a mesma.

Que avaliação faz do presente campeonato nacional?
Está a ser bastante dificil. É só ver as derrotas que as ditas grandes equipas sofrem com as pequenas. Logo, podemos concluir que não existe equipas fáceis.  Aliás, este ano, a maior parte das equipas fizeram um grande investimento nos seus planteis e, apesar de ser ainda muito cedo para se fazer uma avaliação, nota-se que teremos um campeonato bastante disputado.

Que objectivos persegue na sua carreira?
Qualquer atleta espera atingir patamares altos e eu não fujo a regra. Pretendo continuar na mó de cima para ingressar nas melhores equipas do país, da Europa e na Selecção Nacional para o meu perfil desportivo ser rico.

O que  ganhou ao longo da sua carreira dá para se sentir realizado?
Longe disso! Ao longo da minha carreira nunca tinha feito um contrato digno. Graças a Deus este ano fiz com o 1º de Agosto.
Disputa a posição com o Kumaca e outros bons jogadores.

Como encara a concorrência?
Tenho de respeitar a concorrência. O Kumaca é um grande jogador. Neste momento estou bem e a equipa técnica acredita em mim. Na posição em que jogo qualquer jogador pode actuar, desde que esteja bem. Aliás, o Kumaca é mais experiente que e eu e nós contamos com ele ao longo do campeonato.

Selecionador nacional  deve trabalhar sem pressão

O que acha do novo técnico da Selecção de Futebol de Angola?
Não conheço bem o perfil dele, mas como foi opção da federação devemos respeitar, na medida em que se tem procurado trazer os melhores técnicos para a selecção. Vamos esperar pelo trabalho dele e Deus queira que tudo corra bem. Com o apoio de todos e sem pressão, acredito que o selecionador nacional fará um bom trabalho.

Um olhar sobre as camadas de formação no país?
Estão no bom caminho, pois têm surgido muitos jogadores que pontificam dentrodo país e fora. É preciso mais apoio das entidades de direito para que as pessoas que trabalham nesta área o façam com mais empenho e determinação, rumo aos objectivos que se pretende que é elevar o nome de Angola ao mais alto nível. Acredito que isso só é possível com jogadores com boa formação de base.

O que diz sobre as as infra-estruturas desportivas no país?
Penso que neste capítulo Angola já esteve pior, mas minimizou com a construção de qutro estádios de raís que foram utilizados durante o CAN-2010. É preciso trabalharmos mais nesta vertente para que cada província tenha mais campos relvados para o engardecimento do nosso futebol. Acredito que Angola tem capacidade para tal.