Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Reportagens

Voluntrios concluem formao em Cabinda

Texto: Joaquim Suami, em Cabinda - 18 de Dezembro, 2009

Competio estar mais bem servida com o pessoal formado

Fotografia: Rafael Tati

Cabinda, sede do Grupo B do CAN´2010, do qual fazem parte as selecções da Costa do Marfim, do Burkina-Faso, do Ghana e do Togo, vai contar com 495 jovens, que vão prestar serviços de voluntariado durante a realização da Taça de África das Nações Orange-Angola’2010.
Os 495 jovens participaram no curso de voluntário, promovido pelo Comité Nacional de Voluntários do COCAN para preparar jovens de diversas escolas e organizações juvenis locais que vão prestar apoio em diversas tarefas ligadas ao evento.
Durante a acção formativa, os voluntários receberam conhecimentos em matérias como informática, administração, logística, interpretação e tradução, marketing, media, protocolo, serviços gerais, guias turísticas e outras ligadas à competição.
O coordenador do Comité Provincial de Voluntários da Taça de África das Nações Orange-Angola’2010, Estévão Banzunguila Tundu, disse que a formação dos voluntário decorreu sem sobressaltos e durante a mesma houve uma grande adesão dos jovens da província, que se mostraram interessados em dar o seu contributo para o sucesso da competição.
Estévão Tundu disse ter sido notória a vontade dos voluntários em servir o paísdurante o certame de Janeiro do próximo ano.
"Para esta formação, recebemos instruções que tínhamos que enquadrar aproximadamente 500 voluntários, mas concluíram apenas 495 pessoas. Eles foram formados em áreas que lhes vão permitir trabalhar sem sobressaltos durante o CAN´2010", disse, acrescentado que "durante o tempo em que estiveram no curso, os voluntários seleccionados mostraram capacidade, empenho, dedicação e disposição de pôr em prática os conhecimentos adquiridos".
O responsável apelou à juventude angolana, em particular a de Cabinda, a ter uma postura positiva, mostrando civismo e boas maneiras.


Formados prometem
aplicar conhecimentos

Os jovens formados no curso de voluntários da Taça de África das Nações Orange-Angola’2010 prometerem muito trabalho durante a competição para dignificarem o nome do país.
O jovem Patrício Vaba, de 20 anos, um dos 495 que frequentou o curso de protocolo, disse ao Jornal dos Desportos que a formação correu bem e vai dar o máximo para mostrar, na prática, o que aprendeu.
"O curso correu bem e todos os que participaram nele vão dar o máximo para que o evento decorra de forma positiva. Relativamente ao protocolo, darei todo o meu saber para cumprir as orientações superiores", disse.
Para Antónia Francisca de Castro, de 22 anos, todos os voluntários que frequentaram o curso devem ter uma postura digna durante o CAN e participar activamente do evento. Referiu que a participação dos jovens da província na competição vai ser benéfica para que o país organize uma competição exemplar. "Todos os jovens devem participar massivamente e darem o seu apoio, porquanto será muito bom para que possamos estar bem representados", referiu.
Gracinda Sofia, de 20 anos, disse que o curso de protocolo foi fantástico, porquanto aprendeu muitas lições ligadas ao Campeonato Africano de Futebol, à evolução do desporto angolano, à recepção dos visitantes e como os orientar. Disse que foram preparados para orientar os turistas nacionais e estrangeiros que vão estar em Cabinda durante a prova.
"Estamos dispostos e prontos a receber os visitante. Espero que a juventude angolana, em particular a de Cabinda, tenham uma postura positiva durante a competição, pois o país vai receber muitas entidades e teremos de mostrar que somos especiais", garante.


EMOCAN necessita de 65 autocarros

O coordenador do EMOCAN-Cabinda, Óscar Dilo, anunciou que a sua organização precisa de 75 autocarros para transportar os apoiantes para o Estádio Internacional do Chiazi durante a realização dos jogos do Grupo B do CAN.
Segundo Óscar Dilo, esse número de autocarros vai permitir à direcção do EMOCAN-Cabinda realizar um trabalho condigno durante a prova, podendo contar com os apoiantes do interior da província, nomeadamente dos municípios do Cacongo, Buco-Zau e Belize, em número de 250, perfazendo um total de 750 pessoas por cada jogo.
Referiu que a coordenação provincial do EMOCAN quer fixar cinco autocarros em cada município e projecta, para a cidade de Cabinda, 50 autocarros para transportar o maior número de claques. Apesar disso, realça que o maior problema tem a ver com a logística. O EMOCAN está preocupado em garantir lanches aos apoiantes durante a prova. Aquela entidade já fez a solicitação, estando apenas à espera da resposta da estrutura principal e do Governo da província de Cabinda. 
O coordenador do EMOCAN referiu que, durante o CAN, a província vai contar com sete mil apoiantes e que a mobilização dos mesmos está já feita, o que vai permitir uma adesão massiva ao Estádio Internacional do Chiazi. 
Neste momento, a organização está a proceder ao credenciamento desses sete mil apoiantes.
"O processo de mobilização já está feito mas ainda nada temos de concreto relativamente ao apoio logístico, porquanto, para a movimentação de sete mil pessoas, são precisos meios logísticos e de transporte. O CAN veio para todos, pois é um projecto de Nação e o trabalho que o EMOCAN está a fazer também é nacional. Acredito que se dará solução as nossas inquietações", disse.
Mais a mais Óscar Dilo disse quem além da mobilização da claques de Cabinda, o EMOCAN vai também contar com os apoiantes da província do Zaire, num total de mil, que se vão deslocar à província mais setentrional do país para assistirem os jogos do grupo B do CAN. A par do Zaire, o EMOCAN está a criar condições para receber as comunidades angolanas residentes nas Repúblicas do Congo Brazaville e da República Democrática do Congo, que mostraram interesse em assistir os jogos em Cabinda.
Óscar Dilo referiu que o EMOCAN desenvolveu um programa junto das comunidades da província, para sensibilizar as pessoas a terem uma postura positiva durante a competição.
"Desenvolvemos um programa do CAN junto das comunidades, onde passamos informações para alertar a população a ter uma conduta condigna. Nesse projecto, tivemos o acompanhamento de várias entidades e pessoas locais, como médicos, que mediam a tensão arterial e educavam sobre a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, algo que foi benéfico para as pessoas que participaram directamente no programa", disse.     
"No quadro do projecto do CAN junto das comunidades, fomos levando a mensagem para estancar a delinquência juvenil, o uso de drogas, a prostituição e para a diminuição das doenças sexualmente transmissíveis. Ficamos com a sensação de que a juventude local está mobilizada e vamos ver o que vai resultar, na medida em que pedimos que se comportem com dignidade para realizarmos um CAN exemplar", concluiu.