Jornal dos Desportos

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Reportagens

Vov desafia colegas

Aro Martins no Lubango - 04 de Fevereiro, 2016

Avanado do grmio do Huambo assegura que trabalhar fora de casa tem sido uma boa experincia

Fotografia: Aro Martins

O médio ofensivo do Recreativo da Caála, Vovô, afirmou em entrevista ao Jornal dos Desportos, que a utilização em simultâneo de cinco jogadores estrangeiros nos jogos do Campeonato Nacional da I Divisão obriga os atletas nacionais a empenharem-se mais, e provarem que têm qualidade e talento para merecerem a confiança do técnico.

No balanço dos nove anos da sua carreira com a camisola do CRC, o melhor marcador de sempre da equipa do Huambo admitiu que a medida da FAF pode servir de mola impulsionadora para os angolanos se  empenharem mais e atingirem o nível competitivo que se espera. “O desporto é uma dinâmica e se em Angola vêm jogadores estrangeiros é porque a competição goza de um certo prestígio, é famosa e forte. Os jogadores angolanos devem tirar maior proveito da decisão, para ganharmos maior competitividade e ombrear de igual para igual com qualquer atleta e ganharmos este desafio”, avaliou.

Sem receio, disse creditar que todos estão a encarar a nova realidade com naturalidade e defendeu que a utilização de cinco jogadores estrangeiros como titulares, depende apenas da equipa  técnica e por vezes da direcção. “Se os angolanos se empenharem, claro que os cinco jogadores estrangeiros não serão utilizados. Agora, temos de nos empenhar ao máximo para vencermos este desafio, pois, quem ganha com isso é o futebol nacional”, sublinhou.Reconheceu que os expatriados trazem sempre mais-valia para o grupo, mas isso não pode constituir problema para os atletas nacionais. “A realidade vai fazer com que os atletas nacionais se empenhem mais”, destacou.

Com uma carreira invejável, apesar de não conquistar qualquer título, o médio salientou que não foi fácil atingir o nível que atingiu e muito menos manter-se na mesma equipa com alterações constantes de treinadores.“Não é fácil trabalhar fora de casa, mas tem sido uma experiência espectacular. Permanecer esse tempo todo num clube que mais mudou de treinadores e adaptar-se à filosofia de cada treinador não é fácil. Foi preciso muita sabedoria, humildade e acima de tudo espírito de sacrifício para chegarmos lá”, apontou.

META
Médio mantém sonho em jogar pelos Palancas


Atingir a Selecção Nacional é o objectivo de qualquer atleta de alta competição, um sonho que o nosso entrevistado augura concretizar. Disse que em muitas ocasiões pensou que esteve próximo de vestir a camisola dos Palancas, mas as oportunidades esfumaram-se.“Vou continuar a trabalhar para que tal desiderato seja atingido. Sou jogador angolano e enquanto houver vida há sempre esperança. Confio na visão dos dirigentes e técnicos dos Palancas Negras”, assinalou.

O jogador reconheceu que a qualidade do futebol que se pratica hoje continua a evoluir positivamente e enalteceu os jogadores que militaram durante vários anos no exterior, que ao regressar ao país continuam a trazer muitas inovações e qualidade competitividade.“Acredito que se um dia for chamado estarei preparado como qualquer profissional. O objectivo de qualquer profissional é dar o seu melhor para vestir a camisola nacional”, recordou.

A integração de novos jogadores no plantel do Recreativo da Caála está a ser encarada com normalidade pelo goleador da equipa do Huambo. O médio ofensivo explicou que o futebol produz família e o ganho está a ser vivido com os novos reforços.“Acredito que cada jogador veio com muita força e competência para ajudar o clube a atingir os objectivos preconizados e alcançar uma excelente classificação”, augura.

GIRABOLA ZAP 2016
“Nova época
não vai ser fácil”


A boa nova no futebol nacional com a assinatura do acordo entre a FAF e ZAP mereceu rasgos elogios de Vovô. O atleta admite que dada a situação que os clubes enfrentam, este protocolo vai ajudar alguns a atingirem os seus objectivos.“A nova época não vai ser fácil para todas as equipas, não apenas pelo facto de todos quererem dar o melhor de si, mas acima de tudo devido ao momento actual que o país enfrenta”, explicou.Para a época que abre dentro de dias, o nosso entrevistado disse que à semelhança dos anos anteriores o objectivo é ajudar o CRC. “Vou procurar ajudar o Recreativo da Caála a atingir os objectivos e com base na humildade e muito trabalho, alcançarmos a meta traçada”, completou.

“Cada ano que passa ganhamos mais experiência, vou procurar tirar maior proveito desta capacidade, para fazer o maior número de golos e ajudar o grupo,” avançou. Para o Girabola ZAP 2016, Vovô disse que a Formação do Recreativo da Caála tem objectivos bem assentes, fazer sempre melhor e ficar no grupo dos melhores do futebol nacional.

“Na vida nem sempre as coisas acontecem como esperamos, mas vamos trabalhar para atingir as metas traçadas pela direcção”,sustentou.Reconheceu os momentos menos bons que a equipa atravessou no ano passado, que felizmente foram contornadas em função da excelente capacidade de liderança da direcção.“Foi um ano difícil, muitos já não acreditavam, acredito que este ano vai ser diferente porque o grupo está a  preparar-se de maneira diferente e com muitas cautelas”, precisou.

CARREIRA
Atleta elogia treinadores 


Com a camisola da formação do planalto central, vovô foi orientado na sua maior parte por treinadores de nacionalidade portuguesa e angolana. Confessou que guarda de todos boas recordações e lição de vida. Indicou os técnico nacionais, Mbuisso, Hélder Teixeira, que volta a ser timoneiro do CRC este ano, Patrick Codia, Jorge Paixão, Fernandes, Gregório, David Dias, Mabí de Almeida, com quem  trabalhou e admite serem os responsáveis do seu sucesso.

“Aprendi muito com todos os técnicos. Cheguei à província do Huambo sozinho, e convivia com amigos, o que não foi fácil. Com o apoio dos técnicos e colegas, até mesmo de dirigentes com quem já trabalhei, pude aprender muita coisa quer de âmbito profissional como pessoal. Posso afirmar sem medo de errar que o Vovô que foi à Caála em 2007, não é o mesmo de hoje”, avaliou.

Acrescentou que o bom relacionamento com dirigentes, treinadores e colegas é dos ganhos que marcaram a sua carreira ao longo dos nove anos ao serviço do clube, a par dos jogos internacionais na Taça CAF, do acesso à fase de grupo da Liga dos campeões e as duas finais da Taça de Angola com o  Petro e o 1º de Agosto.

O jogador que é natural da Huíla, confessou que hoje já é possível viver do futebol. “Sabemos que o futebol não é para toda a  vida, mas há melhorias significativas em Angola e já se pode viver do futebol porque já se faz bons contratos”, destacou.No futebol vale muito o aproveitamento do momento bom que o atleta vive, “porque ao desperdiçar uma oportunidade, a idade  começa a cobrar”, alertou.

GIRABOLA ZAP 2016
“Nova época
não vai ser fácil”


A boa nova no futebol nacional com a assinatura do acordo entre a FAF e ZAP mereceu rasgos elogios de Vovô. O atleta admite que dada a situação que os clubes enfrentam, este protocolo vai ajudar alguns a atingirem os seus objectivos.“A nova época não vai ser fácil para todas as equipas, não apenas pelo facto de todos quererem dar o melhor de si, mas acima de tudo devido ao momento actual que o país enfrenta”, explicou.Para a época que abre dentro de dias, o nosso entrevistado disse que à semelhança dos anos anteriores o objectivo é ajudar o CRC. “Vou procurar ajudar o Recreativo da Caála a atingir os objectivos e com base na humildade e muito trabalho, alcançarmos a meta traçada”, completou.

“Cada ano que passa ganhamos mais experiência, vou procurar tirar maior proveito desta capacidade, para fazer o maior número de golos e ajudar o grupo,” avançou. Para o Girabola ZAP 2016, Vovô disse que a Formação do Recreativo da Caála tem objectivos bem assentes, fazer sempre melhor e ficar no grupo dos melhores do futebol nacional.

“Na vida nem sempre as coisas acontecem como esperamos, mas vamos trabalhar para atingir as metas traçadas pela direcção”, sustentou.Reconheceu os momentos menos bons que a equipa atravessou no ano passado, que felizmente foram contornadas em função da excelente capacidade de liderança da direcção.“Foi um ano difícil, muitos já não acreditavam, acredito que este ano vai ser diferente porque o grupo está a  preparar-se de maneira diferente e com muitas cautelas”, precisou.

PRÉ-ÉPOCA
Técnico Hélder Teixeira
satisfeito com o estágio


O treinador da equipa principal de futebol do Recreativo da Caála, Hélder Teixeira, mostrou-se satisfeito com o estágio que a sua equipa realizou na província de Benguela,  que permitiu tirar ilações sobre o comportamento do grupo que tem à disposição e ter a noção exacta daquilo que tem ainda por fazer até ao arranque da prova.

"Considero positivo o estágio que realizamos em Benguela. Foi fundamental esse estágio, porque permitiu-nos tirar muitas ilações, através das quais consegui ter a noção exacta do que temos ainda por melhorar até ao começo do Girabola Zap 2016", afirmou o técnico do Recreativo da Caála.À conversa com o Jornal dos Desportos, o treinador considerou ter um certo entrosamento nalguns sectores da equipa, com realce para a zona defensiva, onde se nota maior mobilidade. 

"O sector defensivo é o que  apresentou-se em melhores condições. Agora, resta-nos trabalhar nos aspectos de transição entre a defesa e o ataque, facto que vamos melhorar nos próximos dias. Estou certo de que até ao dia 19 de Fevereiro estaremos em condições de fazer frente ao campeonato", perspectivou.No âmbito dos jogos programados para o período de estágio pré-competitivo, em Benguela, a formação do Recreativo da Caála efectuou na segunda-feira o derradeiro desafio inserido no torneio "Amizade", desta feita diante do Interclube com quem perdeu por uma bola sem resposta.

Tratou-se do quarto jogo amistoso que a equipa disputou, dos quais empatou dois, frente ao 1º de Maio de Benguela, perdeu outros dois por 1-0 e 2-1, diante da Académica do lobito e do Interclube, respectivamente.O Recreativo da Caála efectua a partir das 9h30 de hoje no campo da Força Aérea da Catumbela, a última sessão de treinos nas terras de Ombaka, deve regressar amanhã à província do Huambo para  dar sequência aos trabalhos até ao dia do arranque do Girabola Zap da presente época.      
  Augusto  Panzo