Jornal dos Desportos

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Reportagens

Yuri Simão lamenta ausência da LS Sport na venda de bilhetes

Hélder Jeremias - 27 de Agosto, 2013

Yuri Simão desconhece existência de concurso público para a venda de bilhetes do Mundial

Fotografia: Jornal dos Desportos

O director para a área desportiva da LS Sport, Yuri Simão, lamentou o facto da empresa que dirige não estar a participar na comercialização dos ingressos da 41ª edição do Campeonato Mundial de hóquei em patins, que Angola vai acolher de 20 a 28 de Setembro nas cidades de Luanda e do Namibe. Em declarações ao Jornal dos Desportos, o responsável exteriorizou alguma desilusão pelo facto da instituição sob o seu comando não ter sido contactada pelo Comité Organizador do evento para dar a sua colaboração para uma prova cujo sucesso é de interesse geral.

A LS Sport venceu o concurso público para venda dos bilhetes do Mundial de futebol que o Brasil acolhe em 2014, através de um concurso público.
Questionado sobre os critérios que definiram a empresa SINFIC para tratar da bilhética, Yuri Simão disse desconhecer os meandros burocráticos em causa, ao frisar que em nenhuma ocasião foram contactados pelos responsáveis do Cohoquei e que desconhece a existência de um concurso público, não obstante o facto das instalações da LS Sport se situarem na mesma rua do Bairro Alvalade.

Yuri Simão mostra-se solidário em prol de uma organização bem sucedida, mas apela aos responsáveis desportivos a dar espaço ao empresariado nacional nos eventos de dimensão internacional que o país acolhe, no sentido de potenciar a sua forma de actuar, através de parcerias com empresas com maior experiência. No dizer do responsável, a LS Sport continua comprometida com o desenvolvimento do desporto nacional e com a promoção da imagem de Angola sempre que tiver a oportunidade de ter os direitos de comercialização da bilhética em eventos organizados por outros países, cujo processo passa por concurso público.

“A nossa empresa tem grande experiência no que concerne a questão da bilhética. Por isso sempre estivemos dispostos a dar a nossa quota-parte nesta grande empreitada que é o Mundial, mas nunca fomos contactados pela organização, muito embora tenhamos as instalações próximas uma da outra”, desabafou Yuri Simão.

SERVIÇO
Dirigente quer atribuição
às empresas permanentes


O director da LS Sport, Yuri Simão, defendeu a necessidade de se entregar a bilhética dos grandes eventos nacionais às empresas com carácter permanente, ao invés de beneficiar empresas que só funcionam no âmbito de determinados eventos. Para o dirigente da empresa que detém os direitos de comercialização dos ingressos do Campeonato do Mundial de futebol, que o Brasil vai albergar em 2014 e do Mundial de andebol, a decorrer na Sérvia, a experiência da sua empresa está na base da confiança que lhe foi depositada para tratar da bilhética dos dois eventos.

Yuri Simão sabe que os bilhetes do 41º mundial de hóquei vão ser comercializados pela mesma empresa que procedeu aquando da realização do Campeonato Africano das Nações que o nosso país albergou em Janeiro de 2010, mas acha estranho que durante os anos seguintes não tenha desenvolvido qualquer actividade do mesmo ramo. “Espero que estas empresas permaneçam a trabalhar no mercado, tal como nós fazemos em prol do desenvolvimento do desporto e que não sejam empresas de verão”, disse Yuri Simão.
HJ

INQUÉRITO
Os bilhetes para o mundial de hóquei em patins começam a ser vendidos dentro de cinco dias, possivelmente, conforme o anúncio do Cohoquei. Acha que devia ter havido um concurso público para a atribuição do serviço da venda de bilhetes a uma empresa?

Osmar Dembo
estudante

“Acho que devia ser atribuída a responsabilidade da venda dos bilhetes a uma empresa que já trabalha neste ramo e que tenha experiência, por tratar-se do primeiro mundial da modalidade a ser realizado cá em África. Portanto, se assim for, acho que a mesma empresa devia distribuir os bilhetes nos postos de venda, onde o público tem acesso fácil”.


Azinaide Capingano
Estudante

“Sim, porque se assim for vamos evitar riscos de falsificação de bilhetes pela Internet. Logo, com uma empresa a responsabilizar-se pela venda dos bilhetes, creio que a organização melhorava, tendo em atenção o facto de que virem pessoas de longe para adquirir bilhetes”. 


Álvaro David
estudante

“Acho que a ideia do concurso público era melhor, porque a empresa que vencer o concurso estava em condições de gerir melhor o material e fazer a distribuição nos pontos de venda tanto, em Luanda como no Namibe. Hoje estas coisas também já são feitas, pela Internet, mas, com os riscos de falsificação de bilhetes”.