Jornal dos Desportos

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Fora de Campo

Argentinas acabam com o preconceito

08 de Janeiro, 2015

As mulheres ganham status de protagonistas no futebol

As mulheres, cada vez mais, ganham status de protagonistas no futebol amador de Buenos Aires,  desafiam  o preconceito, dão cada vez mais feminilidade ao desporto mais popular da Argentina.
Vice-campeão do mundo no ano passado, com duas Copas no histórico, o futebol masculino do país é um dos mais respeitados do mundo. Entre as mulheres, no entanto, a situação é diferente. A seleção argentina só disputou dois Mundiais e está fora da edição 2015.
“Quando comecei a praticar futebol,  interessei-me por um mundo que sempre me disseram ser um património masculino”, disse à Agência Efe, Romina, arquitecta de 25 anos que actua como atacante do DeTaco FC.

As dificuldades são inúmeras,  a atleta amadora começa a revelá-las logo que calça as chuteiras de cor lilás, que utiliza nas partidas da equipa.
“É um modelo para homens, pois não se vendem chuteiras de adulto para mulheres”, afirmou a jovem, antes de actuar  num jogo no bairro de Caballito.
No campo, é fácil identificar o rosa, o violeta, os penteados bem cuidados, unhas coloridas. Ninguém se preocupa com isso, no entanto, quando o árbitro apita o início da partida. Aí, não há a menor diferença com o futebol praticado por homens.

“As mulheres de qualquer idade hoje tem a coragem de dizer: 'Jogo futebol sim, e daí?'. Não é por isso que sou macho”, garantiu Paula Fernandes Delgado, directora da escola Futebol para Mulheres, que recebe  grande procura depois da disputa do Campeonato do Mundo. “Até cinco anos atrás, não havia espaços recreativos. Algo que substitui o encontro por um café”, disse Paula.
Não existem números oficiais, mas a directora da escola de futebol feminino, afirma ter identificado 700 equipas apenas na região norte de Buenos Aires. No DeTaco FC, o técnico Mauricio é o responsável por orientar as atletas.

OBJECTIVO
Flamengo quer aumentar sócios

O Flamengo quer chegar aos 80 mil sócios-adeptos até o meio do ano. A massa associativa foi desafiada pela direção através da promessa de premiar a marca com uma contratação nos moldes do atacante Marcelo Cirino para o segundo semestre. A iniciativa movimentou os rubro-negros nas redes sociais, mas ainda não gerou efeito nos números do Nação Rubro-Negra. São pouco mais de 52 mil associados no momento. A administração Bandeira de Mello tem a certeza de que a possibilidade de um grande reforço pode atrair os adeptos nos próximos meses. Até por isso, trabalha para melhorar os benefícios do programa. A expectativa é a de que os aoiantes atendam  a  chamada e o número de sócios aumente a partir do início do Campeonato Carioca.