Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Fora de Campo

Asa inova andebol

12 de Março, 2010

Jogadoras do ASA adoptam campo sinttico para treino

Fotografia: Jornal dos Desportos

As dificuldades que afectam o Atlético Sport Aviação são de todos os tipos, desde financeiros a materiais. Há falta de tudo. Para se jogar na equipa do aeroporto é preciso muita vontade e espírito de sacrifício. Perante o cenário, para "salvaguardar" a prática desportiva, a direcção encontrou alternativas que podem matar a qualidade do andebol nas suas equipas. O "Fora de Campo" encontrou ontem, de manhã, as atletas de andebol a treinar no tapete sintético reservado ao futebol.

As meninas exibiram diferentes sistemáticos tácticos e técnicos num campo vasto, impróprio para a prática de andebol e muito molhado. A água impedia o saltar da bola, que muitas vezes as obrigava a agachar. O único campo de cimento estava ocupado com atletas de basquetebol.

Amor de filho

Sidónio Malamba tem "cordão umbilical" enterrado no Atlético Sport Aviação (ASA), clube que o formou desde o escalão mais baixo. A relação que o une ao ASA é incomensurável, pois o hábito fez-se lei. Desde há muito tempo, estar às primeiras horas no campo do aeroporto tornou-se um costume. Hoje, mesmo ligado ao Petro de Luanda, Malamba continua com o coração preso ao ASA.

O "Fora de Campo" encontrou-o a assistir a mais uma sessão de treino do ASA nas primeiras horas da manhã de ontem, ao lado de Paulão, treinador das camadas jovens. Malamba acompanhou o desenrolar do treino todo com o sentimento de "filho de casa". Fontes próximas do ASA confirmam que Malamba é um "assistente assíduo" dos treinos da equipa. Todas as manhãs, o "rapaz" do Petro faz-se presente no local. É o amor de filho pródigo.

Beckham é anti-Glazer

A vida tem surpresas que a razão às vezes desconhece. Depois de se apresentar como adepto do movimento anti-Glazer, David Beckham não resistiu a tentação de um adepto que o ofereceu o cachecol da equipa de Manchester United. O "status" do actual jogador do AC Milan com a claque do ManUnited subiu tão logo colocou o cachecol verde e amarelo ao pescoço, antes de descer para o balneário no final da partida. Os adeptos acreditam que o craque inglês pode ser o "garoto-propaganda" da campanha anti-Glazer. Beckham disse ao Jornal Times que é adepto do Manchester United e a atitude tomada não teve nada a ver com a política, porque eram as cores antigas da equipa. O cachecol verde e amarelo é igual ao que a claque da equipa inglesa usa como protesto aos donos do clube, a família americana Glazer.


Das pistas à tabela 

Amaral Aleixo é o angolano que atingiu o pico desportivo em duas modalidades (basquetebol e futebol) em Angola, mas com uma folha de serviço limpo. Nos Estados Unidos da América, depois de brilhar nas pistas mundiais de atletismo, Marion Jones foi apresentada, na última quarta-feira, como a nova jogadora do Tulsa Shock, equipa da WNBA, Liga feminina norte-americana de basquetebol.

A ex-velocista arrisca um novo desporto na sua vida, após cumprir seis meses de prisão efectiva no Texas por mentir durante a investigação do seu caso de doping, que lhe custou a perda de cinco medalhas olímpicas (três de ouro e duas de bronze). Esta não é a primeira vez que a atleta joga basquetebol. Em 1994, foi a base da Universidade da Carolina do Norte, quando a equipa conquistou a liga universitária americana. Aos 34 anos de idade, Marion Jones ouviu elogios do director geral da equipa Nolan Richardson: "vi uma jogadora perfeita para o nosso sistema". A norte-americana foi um dos destaques nos Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000.