Jornal dos Desportos

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Fora de Campo

Cansado dos Lakers

25 de Fevereiro, 2015

O actor é dono de um dos melhores lugares do pavilhão

Fotografia: AFP

Jack Nicholson é um entusiasta da equipa de Los Angeles e desde a década de 70 tem um lugar na primeira fila do Staples Center.Agora, o consagrado actor mostra-se disponível para vender o seu lugar, muito procurado por ser ao pé do banco da equipa e ao lado de Leonardo DiCaprio e Mark Wahlberg, entre outras estrelas.Quem quiser um lugar na primeira fila nos jogos em casa dos Lakers, no Staples Center, localizado muito perto do banco da equipa de Los Angeles e mesmo ao lado de outras estrelas do cinema e da televisão deve contactar o consagrado Jack Nicholson.

O actor é dono de um dos melhores lugares do pavilhão (só há 124 desse tipo) desde a década de 1970. Jack acompanha a equipa desde essa altura, independentemente de estar em filmagens ou não. Em Outubro de 2013 abandonou a meio um jogo que os Los Angeles Lakers estavam a perder. Actualmente, diz que já está  "farto", sem a mesma sensação e ligação à equipa, que atravessa um dos seus piores momentos de sempre. O site TMZ apanhou Jack Nicholson, que fez a revelação enquanto era filmado. "Vendo-te o meu lugar; estou meio farto", disse o actor.

O problema é que, embora se trate de lugares muito requisitados, o seu preço estimado é de 110 mil dólares por ano (96 mil euros) ou então 2,6 mil dólares por jogo (2500 euros).Caso Jack Nicholson deixe de aparecer no Staples Center, onde já é uma figura muito querida, é uma certeza que os encontros dos Los Angeles Lakers vão ter menos "glamour".

CRISTIAN RODRÍGUEZ
“Tenho pena dos cozinheiros”


O jogador uruguaio, emprestado ao Parma, lamenta a situação financeira por que passa o clube italiano e que levou mesmo ao adiamento do jogo de domingo. Cristian Rodríguez, que em Portugal representou Benfica e FC Porto, está a viver uma situação nova na sua carreira desde que assinou pelo Parma em Janeiro. O clube italiano atravessa uma grave crise financeira, os salários em atraso acumulam-se e, no último dia, sem dinheiro para pagar à segurança, adiou o jogo com a Udinese.

"Ligaram-nos a dizer que não havia jogo. Desde que cheguei ao clube, já conheci dois presidentes. Dizem que são multimilionários e, olhos nos olhos, o último disse-nos que ia pagar o que devem. Mas a verdade é que se fala muito e faz-se pouco", contou o uruguaio ao jornal espanhol "Marca". Cristian Rodríguez revela a preocupação que afecta os demais trabalhadores. "Não é fácil vir de onde venho e enfrentar este problema. Mas, não me queixo, há que continuar a trabalhar. Na pior situação estão os fisioterapeutas, os cozinheiros, os que limpam. Os futebolistas têm bons salários, mas para os outros é um drama estarem seis meses sem receber", disse.