Jornal dos Desportos

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Fora de Campo

Chefe de Nasr teme a prisão

24 de Março, 2015

“Se ele tivesse recebido a superlicença da Federação Internacional, ele tinha tentado de tudo para correr”, afirmou.

Fotografia: AFP

A chefe de Felipe Nasr, Monisha Kalterborn, admitiu ter medo de vir a  ser presa devido à luta judicial com o piloto Giedo van der Garde, que tentava exercer o seu direito de correr no GP da Austrália pela equipa Sauber.

Com um contrato válido para ser piloto titular na temporada 2015, Van der Garde,  viu-se substituído por Nasr e pelo sueco Marcus Ericsson. O holandês ganhou as acções na Inglaterra, Suíça e Austrália, garantiu o direito de correr. Porém, com a resistência da Sauber em cumprir as decisões, os seus advogados chegaram a pedir a apreensão dos equipamentos da equipa e a prisão da chefe.

Contudo, um acordo entre as partes encerrou o caso. “Quando você senta no tribunal e ouve a palavra prisão, é um choque”, admitiu a dirigente, que é advogada de formação e entrou na Sauber para prestar serviços jurídicos, ao jornal suíço Sonntagsblick. “Sim, cometi erros. Confiei demais e fui punida de maneira amarga. Os tribunais não jugam baseadas em princípios morais. Para eles, só acordos escritos se aplicam, não importa quais sejam as circunstâncias.”

A indiana, radicada na Suíça, admitiu ainda que a situação foi resolvida mais facilmente por um detalhe que nada teve a ver com a decisão judicial: o facto de Van der Garde não ter conseguido apressar o seu processo para adquirir a superlicença, espécie de carteira de motorista dos pilotos da F-1. “Se ele tivesse recebido a superlicença da Federação Internacional, ele tinha tentado de tudo para correr”, afirmou.