Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Fora de Campo

Do pavilhão ao Cirque de Soleil

28 de Março, 2016

Brasileira vive actualmente no Canadá

Fotografia: DR

A história vem do Brasil. Aos sete anos de idade, iniciou a prática de ginástica artística e via os Jogos Olímpicos pela televisão. Camila Comin decidiu disputar um Jogo Olímpico. Após uma rotina exaustiva de treinos diários, em dois períodos, o objectivo foi alcançado. A brasileira participou dos Jogos Olímpicos de Sidney'2'000 e de Atenas'2004.

Numa avaliação da sua história, a jovem ginasta diz que não foi fácil disputar os Jogos Olímpicos. As amigas iam ao cinema, saiam para passeio e ela nunca podia fazer companhia. Os treinos exigiam dedicação para estar bem na ginástica. "Não tem como fazer tudo isso e estar bem na modalidade", disse.

Aos 16 anos de idade, fez a estreia num Jogo Olímpico. "Tudo acontece muito rápido. Talvez tenham tido meninas melhores, mas fui a mais persistente, a que menos se lesionou. Sei que as meninas também foram assim, como Daiane dos Santos, Danielle Hypólito e Lais Sousa", recordou.

Os Jogos de Sydney marcaram a primeira aparição de duas ginastas brasileiras nos Jogos Olímpicos. Ao lado de Daniele Hypólito, Camila Comin viveu essa experiência inesquecível. "A gente sabia que era grandioso. Mas na segunda, claro, estava mais preparada psicologicamente", relembrou.

Após Atenas, mesmo com 22 anos, a ginasta já se sentia realizada no desporto e foi aí que algo novo surgiu na sua vida: o Cirque de Soleil. Para Comin, a nova empreitada surgiu no momento certo e fez com que se sentisse completa."A ginástica já era estável, certinha, que mesmo que aprendesse um movimento ou outro, não era suficiente. No circo não é só fazer uma pirueta. Preciso falar inglês, ser comunicativa, é um trabalho como qualquer outro; tem de se adaptar à empresa.

Tenho carteira de trabalho e avaliação a cada seis meses. Foi no momento certo, na hora certa. Ao olhar para trás, não imagino outra coisa", declarou.A transição ginástica artística - circo não é caso exclusivo de Camila Comin. Segundo a brasileira, mais de 60 atletas olímpicos são agora companheiros da brasileira, a maioria russos.