Jornal dos Desportos

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Fora de Campo

Folião de bronze

23 de Fevereiro, 2015

António Custódio é um folião campeão

Fotografia: AFP

António Custódio, líder do grupo carnavalesco União Mundo da Ilha, é um vencedor. A trajectória pessoal não permite distinguir prioridades na sua vida. O ilhéu vive entre o desporto e o carnaval. Presidente da Associação de Andebol de Luanda, a maior do país, o folião soma e segue no que ao carnaval diz respeito. Há mais de 20 anos como activo dançarino do entrudo luandense, “Mano”, como é tratado nas lides desportivas, soube comandar os foliões idos da Ilha de Luanda.

Um local de divertimento e lazer, recheado de uma grande variedade de equipamentos turísticos. Desde 2009, é o líder do União Mundo da Ilha. A medalha de bronze  com o grupo ilhéu é fruto do seu empenho. Mano não se dissocia do desporto, com o qual aprendeu grandes lições para a vida como o fair- play. Foi dos poucos líderes de grupo carnavalesco que aceitou com naturalidade a classificação e felicitou os vencedores. A edição de 2015 foi marcada por contestações ao grupo de jurados.

EUSÉBIO
Pantera transladado para o Panteão

 Os grupos parlamentares da maioria PSD/CDS-PP, PS, PCP, BE e “Os Verdes” foram unânimes em conceder honras de Panteão Nacional ao futebolista Eusébio, falecido há cerca de um ano, aprovaram a Resolução conjunta na Assembleia da República portuguesa.A esmagadora maioria dos deputados aplaudiram a aprovação aquando da votação, com a parlamentar independente do PS Isabel Moreira a ovacionar de pé.

“Buscava o golo mais que golo/Só palavra/Abstracção/Ponto no espaço/Teorema/Despido do supérfluo/rematava/E então não era golo/era poema”, declamou o deputado socialista Ramos Preto, que citou o poema do histórico militante do PS Manuel Alegre. O social-democrata Duarte Marques destacou que o atleta, nascido em 25 de Janeiro de 1942 na então Lourenço Marques (actual Maputo) e que se notabilizou ao serviço do Benfica e da selecção portuguesa de futebol, “foi sempre símbolo de união e de ‘fair-play’ (desportivismo)”, era um “exemplo para a Comunidade de Países de Língua Portuguesa e para a cultura lusófona”.