Jornal dos Desportos

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Fora de Campo

Fraude na luta do século

21 de Maio, 2015

Lesão no ombro esquerdo vai custar caro ao melhor pugilista filipino

Fotografia: AFP

A “Luta do século” é definitivamente a “Luta do superlativo”. Se bateu recordes de audiência no boxe, prémios distribuídos, arrecadações e celebridades por metro quadrado, a vitória de Mayweather sobre Pacquiao, no dia 2 de Maio, também regista um número jamais antes visto de processos movidos pelo público, a alegar “fraude”.  De acordo com um levantamento da agência AP, pelo menos 32 acções relativas à luta estão em andamento nos Estados Unidos.

Alvo principal: o filipino Pacquiao, que segundo informações colhidas depois  do combate teria escondido uma lesão no ombro . Uma acção  já tinha sido movida na semana seguinte à luta , mas muitas outras foram abertas nos últimos dias. A maioria dos fãs quer ser reembolsada pela compra da luta no sistema de pay-per-view, que rendeu Usd 400 milhões com a venda de 4,4 milhões de pacotes com valor mínimo de Usd 100.  “A luta não foi boa, não foi divertida, não foi electrizante. Ela foi chata, lenta e medíocre”, diz um processo movido no Texas com alegação de extorsão, uma prática geralmente associada ao crime organizado. 
Já um bar próximo ao aeroporto de Los Angeles, que pagou 2,6 mil  dólares para transmitir a luta, acusa Pacquiao e seus promotores de promoverem “nada mais do que o caça -níquel”. 


 MÁFIA DESMONTADA
Manipulação de jogos


A polícia italiana prendeu 50 pessoas na terça-feira, incluindo técnicos de clubes de futebol , jogadores e um suposto integrante da máfia da Calábria, acusados de manipulação de resultados de dezenas de partidas, da terceira divisão e da liga semiprofissional do país.  “A investigação demonstra que houve um pacto hediondo de corrupção no mundo do futebol”, disse Andrea Grassi, investigador da unidade policial de combate à máfia. “Isto mostra o interesse das redes criminosas nos negócios gerados pelo futebol e a indústria de apostas legais”, acrescentou.  A investigação começou quando a polícia grampeou o telefone de um membro da família mafiosa Iannazzo, na Calábria, descobriu que ele estava a manipular placares de partidas para obter dinheiro em apostas, disse uma autoridade policial.  As acusações incluem conspiração para fraudes desportivas, que em alguns casos favoreceram grupos de crime organizado. A investigação, ainda em processo, também inclui jogos da segunda divisão, informou a polícia.