Jornal dos Desportos

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Fora de Campo

Fúria de lutador

22 de Abril, 2015

Amigos de Rafael Queiroz disseram que o lutador é calmo e carinhoso

Fotografia: AFP

O lutador profissional de jiu-jitsu Rafael Martinelli Queiroz, campeão mundial de 2008, foi preso acusado de espancar até a morte Paulo César de Oliveira, no hotel Vale Verde, em Campo Grande (MS) no Brasil. A morte teria ocorrido na noite de último sábado após o lutador agredir a namorada de 24 anos ao descobrir que o filho que ela espera não é dele, segundo a polícia.

A moça conseguiu fugir pelos corredores e esconder-se na recepção. Nervoso, o lutador foi atrás da namorada, quebrou objectos e arrombou as portas de apartamentos onde a namorada pudesse estar escondida. No apartamento 216, encontrou Paulo Oliveira, que sem motivo aparente, foi espancado até a morte. A vítima não conhecia o casal, de acordo com a Polícia.

O casal estava no apartamento 221 do segundo andar do hotel. Queiroz participaria de uma competição na mesma noite, mas antes disso se desentendeu e agrediu a namorada. Nervoso, o lutador saiu atrás da moça, batendo de porta em porta. No trajecto, quebrou forro de gesso, derrubou extintores e danificou portas de apartamentos.

A moça conseguiu descer e avisar a recepção do hotel sobre o problema. Alertada pelo aviso e por barulhos no segundo andar, a recepcionista subiu e encontrou móveis e apartamento destruídos. Ao entrar no apartamento 216, viu Paulo Oliveira caído, já morto. Exames periciais constataram que a vítima apresentava ferimentos na cabeça e no rosto. Um dos ferimentos teria sido provocado por um golpe desferido com uma cadeira de madeira por Queiroz.

O lutador também destruiu câmaras do sistema de vigilância do hotel, que registaram a confusão, segundo a polícia. Uma das imagens mostra o momento em que a moça aparece a correr pelo corredor e Queiróz, de camiseta, short e boné, a persegue. O lutador tentou dispensar o boné e a camiseta para fugir do flagrante, mas as imagens o denunciaram.

O delegado Thiago Santos disse que foram necessários dez polícias militares para conter o rapaz, de 1,90 metros e 140 quilos, que resistiu à ordem de prisão. Os laudos deverão concluir que tinha objectivo de matar “gratuitamente”, devido à força e violência empregada por Queiroz.