Jornal dos Desportos

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Fora de Campo

Guineenses obrigados a pagar a estada em Roma

15 de Junho, 2015

A Guiné-Bissau defrontou a Zâmbia em sábado jogo do Grupo E de qualificação para Taça das Nações Africanas de 2017

Fotografia: AFP

Jogadores da c de futebol da Guiné-Bissau relataram as dificuldades que estão a ter na viagem de Lisboa até à Zâmbia, país que defrontara no sábado no apuramento para a Taça das Nações Africanas (CAN 2017).

A uma rádio de Bissau, Da Silva, Ivanildo, Sami, Zezinho e Amido Baldé manifestaram-se indignados "com a desorganização" que estão a enfrentar desde que saíram de Lisboa, na quinta-feira, encontrando-se agora na Etiópia.

"Estou triste com tudo isso. Se perdermos, vão dizer que não prestamos para nada, quando na realidade perdemos por falta de organização. Como é que é possível uma selecção na véspera do jogo não treinar", questiona Da Silva.
A Guiné-Bissau defrontou a Zâmbia no sábado, em jogo do Grupo E da qualificação para a fase final da Taça das Nações Africanas de 2017, a disputar no Gabão.

A selecção guineense, treinada pelo português Paulo Torres, concentrou-se em Portugal, de onde seguiu viagem em direcção à Zâmbia.
Os jogadores questionam o itinerário escolhido e dizem que seria mais fácil viajar de Lisboa para Lusaca (capital da Zâmbia), fazendo escala em Luanda.

"Gostava de saber quem escolheu esta rota. Isto é um crime o que estão a fazer connosco", atirou Zezinho.
Os jogadores guineenses tiveram que pagar do seu próprio bolso a estadia num hotel em Roma, onde fizeram escala.
"Quem escolheu este itinerário não percebe nada de futebol. Nem uma caravana de turistas merece este tratamento", defendeu Ivanildo, jogador da Académica de Coimbra.