Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Fora de Campo

Histrico arrisca priso perptua

12 de Novembro, 2014

Histrico arrisca priso perptua

Fotografia: AFP

Michael Jordan considerou-o “um dos defensores mais duros” que alguma vez enfrentou na NBA e em 1985/86 foi mesmo eleito o melhor defesa da Liga. Ainda detém o recorde de roubos de bola, numa época, com uma impressionante média de 3,7 por jogo. Mas agora Alvin Robertson vai precisar de outro tipo de defesa – jurídica – para escapar à pena de prisão perpétua em que incorre, caso os crimes de que está acusado venham a ser provados em tribunal.

Os problemas da antiga estrela dos Spurs remontam aos anos 90 – chegou a cumprir um ano de prisão por tentativa de violação –, mas o mais grave aconteceu em Outubro de 2010. Robertson foi acusado de sequestrar, violar e prostituir uma jovem de 14 anos num clube de striptease em San Antonio e em dois destes crimes a pena máxima é de 99 anos, cada um.

O antigo jogador clama inocência. “Não estive envolvido em nada disso. Esta situação vai matar-me, estou completamente inocente”, afirma.Robertson, um dos quatro na história a fazer um quádruplo-duplo (com 20 pontos, 11 ressaltos, dez assistências e dez roubos de bola), não é aprimeira estrela da NBA a passar parte da vida na prisão. Por exemplo Jayson Williams, envolvido num tiroteio esteve lá dois anos e Mookie Blaylock foi condenado a 15 por homicídio involuntário. “Estou orgulhoso da carreira que tive. O meu nome consta do livro dos recordes e isso ninguém me tira”, diz Robertson.

Estreia
Carlos Xavier em novela da RTP


O ex- futebolista vestiu a pele de actor e o resultado vai ser visto na próxima quarta-feira, no episódio “Água do mar”, a partir das 22 horas, na RTP1. “Foi uma experiência engraçada, diferente”, conta à “Record” Carlos Xavier que fez dele próprio na novela da estação pública. “Sou padrinho de uma personagem, o Miguel, que é jogador de futebol”, revela o antigo jogador, que não descarta a hipótese de repetir a experiência.

“Por que não? Depende do papel, se não for muito difícil... Durante o tempo que lá estive no estúdio vi muita preparação, muita concentração. Tem o seu grau de dificuldade”, comenta.  Recorda que andou “um bocadinho aos papéis” quando ouviu acção pela primeira vez, mas reconhece “o texto não era difícil e não custou muito”. Agora quer ver como se saiu em “Água do mar”. “Estou curioso para ver o que fiz, mas os meus filhos estão mais. Quando cheguei das gravações quiseram saber todos os pormenores, especialmente o mais novo”, conta, entre risos.