Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Fora de Campo

Homens com o destino marcado

31 de Outubro, 2010

Girabola diz adeus e de forma empolgante

Fotografia: Jornal dos Desportos

Hoje não haverá espaços para erros. O Girabola diz adeus e de forma empolgante (e mesmo até dramática).
O título vai ser decidido em Luanda, Coqueiros ou 11 de Novembro podem testemunhar o sucessor do Petro de Luanda como campeão nacional. Muitos artistas em palco, mas, entre eles, quatro homens sobressaem, quatro técnicos estarão nos bancos certamente a sofrer até ao final das partidas.

Nfinda Mozer
O Desportivo da Huíla ainda acredita, tal como o seu técnico. A empreitada de hoje em Cabinda e diante da equipa do FC local é de facto gigantesca, e os militares huilanos precisarão de toda artilharia para dizimar os “gorilas” cabindenses que com novo sopro de vida ganharam gosto às vitórias.


Rui Sapiri
O Sagrada Esperança paga, certamente, caro pela turbulência directiva vivida na primeira volta que culminou com o despedimento/readimissão do então treinador Napoleão Brandão. Tirar a corda do pescoço e suspirar com vida é o que os diamantíferos terão de fazer hoje diante do ASA. O Sagrada Esperança só fica no Girabola se houver brilho dos diamantes.


Fernando Pereira
Quer levar o Recreativo da Caála a ser campeão nacional pela primeira vez na sua história, mas nem tudo depende de si e da sua equipa. Primeiro de tudo, terá de vencer o duelo com o Petro de Luanda, e depois esperar que nos Coqueiros os santistas façam milagres.


João Machado
É o bombeiro do Girabola. Despedido do Bravos do Maquis, teve a confiança do Futebol Clube de Cabinda e hoje está quase a cumprir o que prometeu às gentes de Cabinda, ou seja, manter os “gorilas” entre a fina-flor do futebol nacional. O técnico encontrou a formação cabindense com a despromoção iminente, conseguir incutir um espírito ganhador no conjunto e se o FC de Cabinda conseguir manter-se no Girabola, João Machado poderá dizer que é o grande vencedor...


Mário Calado
O técnico do Santos não tem motivos para sorrir abertamente. Ou melhor, sorrisos talvez no fim, quando o árbitro der por terminado o confronto que a sua equipa vai efectuar com o Interclube. Antes disso, as coisas não estão nada agradáveis para o treinador e para o conjunto santista que corre o risco de descer de divisão, e que por isso mesmo precisa de três pontos para respirar de alívio com a permanência garantida, sem precisar de fazer contas.


Álvaro Magalhães
Chegar, ver e poder vencer. Assim se pode explicar a vida do português ao serviço do Interclube que, logo na sua primeira época ao serviço do clube da polícia (e o primeiro ano em Angola), corre o risco de ser campeão nacional. Álvaro Magalhães e o seu Interclube só precisam de um empate, e esperar depois que o Petro se despeça com garra e espírito de campeão, travando as ambições do Caála.



Bernardino Pedroto
Nna condição de (ainda campeão) e de malas aviadas para outros destinos quer, no mínimo, deixar o Petro de Luanda com um lugar assegurado na próxima edição da Taça Africana dos Clubes Campeões, uma forma de amenizar uma época em que nem tudo correu a preceito, concretamente em relação a conquista de troféus.



Luta de artilheiros


Daniel, Kabuscorp do Palanca, Rasca, Recreativo do Libolo e Luciano, Futebol Clube de Cabinda, são os jogadores que lutam pela artilharia do Girabola. E como hoje é dia das decisões, mais logo vai ficar a saber-se quem, de facto, teve a pontaria mais afinada ao longo deste escaldante campeonato. Todos eles jogam em casa. Daniel frente ao Soyo, Rasca em Calulo  com o 1º de Agosto e Luciano no duelo com o Desportivo da Huíla.
Hoje é dia de marcar golos…