Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Fora de Campo

Lavador milionário

19 de Abril, 2015

Futebolista Luis Suárez e a esposa Sofía Balbi começaram a namorar na adolescência

Fotografia: AFP

Luis Suárez vive o seu melhor momento, desde que chegou ao Barcelona. No meio da semana, contra o PSG nos quartos de final da Liga dos Campeões, o atacante uruguaio fez dois golos com direito a um par de “ovas” a David Luiz. Depois da actuação de gala, Luis Suárez foi exaltado por toda a Europa. Mas a sua vida nem sempre foi assim.
A Rede televisiva do Uruguai, o Canal 10, reproduziu uma entrevista especial de Luis Suárez com Sofía Balbi, esposa do atacante que começou a namorar na adolescência. E Luis Suárez fez uma revelação e tanto.

“Ela sabe o quanto me ajudou e o caminho pelo qual me levou. Ela fez-me ver que não era um burro, só não tinha garra de fazer as coisas. Animava-me a fazer a lição de casa. Começámos a namorar quando tinha 15 anos e ela, 12. Por ela, fiz coisas incríveis, como andar de Montevidéu a Solymar ( cerca de 21 km)”, contou.
Mas essa não foi a única lembrança que o atacante uruguaio resgatou na entrevista. Nascido de família pobre, Luis Suárez revelou que tinha de fazer para não passar fome.

“Na minha casa faltava tudo. Nunca me faltou um prato de comida, é verdade, mas não tenho vergonha de dizer, que com 11, 12, 13 anos, cuidava de carros com o meu avô para trazer algum dinheiro para casa”, disse.
O “trabalho” temporário era feito à socapa da família.
“A minha mãe não me deixava, mas mentia-lhe dizia que ia para a casa de um amigo. Essas coisas fazem-me lembrar o sacrifício que fiz para jogar futebol” justificou.
O sacrifício aplicado não está esquecido: servem de motivação e constituem valores “supremos” para incentivar àqueles que desejam atingir o sucesso na vida.
“Agora, valorizo tudo muito mais e não tenho vergonha de explicar as coisas que fiz para ter uma refeição”, desabafou.

 ARGENTINA
Médico troca doentes por PSG-Barça


Quando Lionel Messi, está em campo, a claque do Barcelona pára e fica com os olhos pendurados na televisão para ver o craque. Na Argentina, a devoção não é diferente. A partida entre Paris Saint-Germain e Barça tinha começado havia pouco mais de 30 minutos, quando Raúl Antonio Olarte chegou ao Hospital Joaquín Castellanos, na cidade de General Guemes, às 16h25 para ser atendido com um corte na perna. O médico de serviço fitando a televisão questionou o paciente: “Você não podia ter se cortado às 17h30, ou 17h45?”. Sem atendimento, António Olarte juntou-se a outro paciente que também esperava pelo atendimento. O médico Javier Barraza foi afastado do cargo depois do Jornal La Gaceta ter publicado o acontecimento.