Jornal dos Desportos

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Fora de Campo

Maluka pasta no Leste

Francisco Carvalho - 23 de Maio, 2012

Maluka encontra emprego em Angola trs meses depois de regressar de Frana

Fotografia: Jornal dos Desportos


Os dribles de Maluka marcaram a história do futebol nacional nos primórdios do Girabola. O antigo avançado notabilizou-se no Estrela 1º de Maio de Benguela e a exibição no jogo com Petro de Luanda, no Estádio dos Coqueiros, em 1984, colocou-o entre os melhores futebolistas da história do país. No final do célebre jogo, ganho pelo Petro de Luanda, por 7-6, Maluka afirmou que os atletas estavam atordoados, pois desconheciam quem era o vencedor. “Houve tantos golos que desconhecíamos o resultado”, disse à imprensa. No auge da carreira, emigrou para Portugal, onde terminou sem a chave de ouro. O sonho de ver o seu nome estampado ou no Estádio do Dragão ou no da Luz não se concretizou.

Com o fim da carreira, adoptou a profissão de treinador nos escalões de formação em França. O conhecimento acumulado está agora à disposição de jovens angolanos, que não tiveram a oportunidade de o ver jogar. A sorte recaiu nas crianças do Moxico. O antigo palanca aceitou o convite de Manuel Docas para trabalhar na Escola do Bravos de Maquis. A qualidade de “rebentos” à disposição levou Maluka a augurar um futuro tranquilo para equipa de Luena. Para não se ver privado da família, o antigo jogador do 1º de Maio de Benguela está em França, onde se desfaz da casa e de outros bens para se juntar a Eduardo Machado, nas terras de FC Bravo do Maquis. O ambiente do leste encantou a melhor estrela que brilhou na linha de ataque do 1º de Maio de Benguela. O sonho de treinar em Angola é uma realidade graças ao apoio de pessoas que ele considera importantes, entre as quais menciona Pedro Neto, presidente da FAF, Adão Costa, empresário, e Manuel Docas, presidente do Bravo de Maquis. Em 2014, Maluka vai apresentar os resultados da “caça”?


VISITA NO HOSPITAL INFANTIL
Blade Runner mostra Lâminas


A menos de cem dias para o início dos Jogos Paralímpicos, o sul-africano Oscar Pistorius, que concorre para uma vaga nos 400 m nos Jogos Olímpicos, fez uma visita especial ao Hospital Infantil de Manchester, na Inglaterra, e mostrou às crianças as próteses usadas nas pistas de atletismo apelidadas “Lâminas da Glória”. Pistorius, a quem chamam “Blade Runner” devido às próteses em formato de lâmina (blade), contou aos doentes que passou muito tempo em hospitais quando era criança, principalmente, devido a ossos dos pulsos partidos na sequência de diversas quedas. Nascido com uma deformação nas pernas, Pistorius teve os dois membros amputados ainda bebé. O corredor afirmou que pode fazer 90 por cento das actividades que fazia se não fosse deficiente. O dia 30 de Junho é a data final para conseguir classificar-se para os Jogos Olímpicos. Até lá, tem, pelo menos, quatro competições internacionais agendadas para assegurar a marca olímpico de 45s30. Pistorius já atingiu a marca uma vez, em Março, quando correu os 400 m em 45s20. O atleta corre nos 400 m no Campeonato do Mundo Paralímpica, que decorre em Manchester até sábado.


NA ESTAFETA DE LONDRES
Grávida carrega tocha olímpica


Uma grávida deve participar do estafeta da tocha dos Jogos Olímpicos de Londres’2012 apenas 24 horas antes de dar à luz. Eleanore Regan, 28 anos, espera completar os cerca de 300 metros do seu percurso antes da iminente chegada do segundo filho. Regan, de Lansdown, Bath, transporta a tocha no quarto dia da estafeta. Foi selecionada pelo seu trabalho de mais de uma década para melhorar a vida de pessoas e comunidades em todo o Reino Unido, Europa Oriental e África, noticiopu a edição on-line de “The Independent”. A britânica fundou a “Desafio África”, depois de passar férias no Quénia. Regan disse ao jornal que “era um grande momento para o país” e que se sentia “orgulhosa de poder carregar a chama entre pessoas tão inspiradoras e numa cidade tão bonita”.

BANANA E INHAME
O segredo para vencer Bolt

Se comparado ao super-astro Usain Bolt, atleta da Jamaica campeão olímpico e recordista mundial, reconhecido no mundo todo pelo carisma, Dexter Lee passa por mais uma pessoa comum nascida no país caribenho. Mas, o promissor atleta, 21 anos, acredita que está próximo de vencer o compatriota e agradece à culinária do seu país a incrível geração de velocistas. Nas categorias de base, Lee foi campeão de todos os campeonatos ganhos por Bolt (incluindo os Mundiais Sub-19 e Sub-17) e ainda ganhou a medalha de ouro no estafeta 4x100 m no Mundial de Daegu 2011 por substituir justamente o ídolo na corrida preliminar. Com a carreira de Usain Bolt como exemplo a ser seguido, Dexter acredita que pode superá-lo, deixando para trás também outros companheiros de treino, como Yohan Blake, Asafa Powell, Nesta Carter e Michael Frater. “É um bom treinar ao lado deles, mas quero batê-los em breve”, afirmou Para Lee, a Jamaica é um país que produz tantos atletas de ponta devido à alimentação típica. “O nosso segredo talvez seja a comida. É muito inhame, banana e, coisas assimque nos fazem bons”, aafirmou.

NADADORA BRITÂNICA
Medo do mar e sofre de asma


Uma das maiores esperanças de medalha para o Reino Unido nos Jogos Olímpicos de Londres, a nadador bicampeã olímpica Rebecca Adlington revelou, ao “Daily Mail”, que tem muito medo de entrar no mar. Apesar de ter comquistadas duas medalhas de ouro nos Jogos de Beijing’2008, nos 400 m e 800 m estilo livre, a atleta disse que o seu maior problema no mar vem do facto de não saber o que está abaixo dela. Rebecca afirmou que não gosta de peixes porque são “culpados por associação”. Na entrevista, Rebecca também referiu que sofre de asma, diagnosticada quando era criança. A nadadora contou que leva um inalador para todos os lados, mas raramente o utiliza. Muitos nadadores têm o mesmo problema devido cloro usado nas piscinas, declarou. Com uma rotina intensa de treinos, a britânica disse que precisa de manter uma dieta de aproximadamente 2.500 kcal por dia.