Jornal dos Desportos

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Fora de Campo

Naide quer muitos filhos

02 de Julho, 2015

Atleta explicou que estar grávida ajudou na decisão de abandonar as pistas de atletismo

Fotografia: AFP

Faltam  dois meses para dar à luz o primeiro filho. Naide Gomes, de 35 anos, quer estar preparada e saber ao pormenor todos os cuidados a ter com o menino, fruto do relacionamento com Pedro Oliveira. Por isso mesmo, decidiu frequentar as aulas de pré-parto na Kuantos Meses, em Lisboa.

A “Record” acompanhou a antiga atleta, numa manhã de lições teóricas e práticas à clínica para futuras mamãs. Muito atenta, tirou apontamentos das aulas, que descreve como “uma mais-valia”, apesar de ter tido a experiência da irmã, há nove meses.

“Ter mais informações sobre toda a gravidez, todo o processo até ao parto e depois do nascimento, é muito importante. Estás sempre a aprender e há muitas dúvidas, porque um filho não é um brinquedo. É sempre bom termos mais informações de pessoas, que estão habituadas a lidar com bebés no dia a dia”, referiu.

“Esta aula foi sobre alimentação, acho que é muito importante, porque cada vez mais as grávidas tendem a ter cuidado nesse aspecto, para não terem peso em excesso e que depois é mais difícil de recuperar a forma”, contou a ex-atleta olímpica e revelou que mantém os cuidados de alimentação .

“Uma das coisas que tentei mudar foi o sal, porque ingeria muito. Como atleta era permitido, mas como grávida não. É o que me custa mais”, disse.

Naide Gomes já começa a preocupar-se com a chegada do bebé a casa. “Dou comigo no dia a dia a pensar no quarto, nas cores, na decoração, na cor do cortinado”, confessou para a seguir  referir-se que já pensa numa segunda gravidez. “Certamente, que quero muito que o meu filho tenha um irmão. Tenho uma irmã e não consigo viver sem ela. Há momentos que só partilhamos com os irmãos.”

E ainda explicou, que o facto de estar grávida ajudou-a na decisão de abandonar as pistas de atletismo. “Anunciei o fim da carreira e já sabia que estava grávida, mas não foi só pela gravidez. Passei por um processo doloroso, porque tive três operações sucessivas e não estava a ter sucesso na recuperação. Cheguei a um nível mundial e não me bastava treinar só para ganhar provas aqui. Tive de ponderar e a gravidez ajudou-me muito mais rápido a tomar a minha decisão”, rematou. Rita Féteira