Jornal dos Desportos

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Fora de Campo

O Pel de Luanda

Francisco Carvalho - 02 de Agosto, 2012

Localizado no interior das instalaes do RI 20, o campo Daniel Ngungidi possui relva sinttica e rene os padres da FIFA.

Fotografia: Jos Cola

A paciência é uma das virtudes dos homens bem-aventurados. Depois de servir com zelo a equipa de futebol do Clube Desportivo Militar 1º de Agosto, nos primórdios do Girabola, Daniel Ndungidi viu o seu nome coroado ontem com a inauguração de um campo de treino. Localizado no interior das instalações do RI 20, o campo Daniel Ngungidi possui relva sintética e reúne os padrões da FIFA. O patrono do recinto deu o pontapé de saída a uma partida de demonstração, levantando aplausos de oficiais do Ministério da Defesa Nacional. A emoção cresceu, quando a cantora Esmeralda rendeu Cabo Snoop, bem acompanhada por uma claque feminina, vestida com as cores do clube. Daniel Ndungidi é um nome emblemático do clube das Forças Armadas Angolanas, à semelhança de Eusébio da Silva Ferreira para o Sport Lisboa e Benfica. Antes de ingressar ao 1º de Agosto, Daniel Ndungidi era conhecido por Pelé de Luanda, nome atribuído por Piroteu, seu treinador nas escola de formação.

JOSÉ MOURINHO
Pormenores definem sucesso


O segredo do sucesso está nos pormenores. Foi assim que José Mourinho, técnico do Real Madrid, abordou o tema que tem vindo a ser discutido desde que começou a ganhar títulos, no encerramento de um curso da associação de treinadores de futebol dos Estados Unidos (NSCAA), no campus da UCLA (Universidade de Los Angeles Califórnia). “O segredo do nosso êxito é uma questão complicada. Fizeram-me essa pergunta várias vezes, sobretudo jornalistas. Qualidade, unidade, paixão, método de trabalho... não existe uma só razão, nem duas. São muitas coisas que estão dependentes de que as suas ligações sejam boas”, destacou Mourinho, perante mais de 200 treinadores, numa intervenção marcada pelo humor e ironia. “Como consigo eu, que nem a minha casa controlo, pois lá manda a minha mulher, controlar o meu clube? Quando todos remam na mesma direcção e me permitem perceber que assim é, fico muito feliz e tudo se torna mais fácil”, acrescentou o técnico. “É uma honra ter o melhor treinador do Mundo ao nosso lado. Depois deste seminário, entendo melhor a sua filosofia de jogo e o seu carácter. É o melhor treinador do Mundo”, afirmou Ralph Polson, presidente da NSCAA, citado pelo site dos merengues.

BRUNO PRADA
Vitória em dia de aniversário


A terça-feira foi perfeita para Bruno Prada. No dia em que festejou o seu 41º aniversário, assumiu a vice-liderança da classe Star de vela nos Jogos Olímpicos de Londres, ao lado do seu parceiro Robert Scheidt. Com um segundo e um primeiro lugar nas regatas, a dupla brasileira passou a somar 14 pontos perdidos, contra dez dos britânicos Ian Percy e Andrew Simpson. “O nível das regatas está muito forte e qualquer erro pode custar a competição. Estamos concentrados em velejar sempre entre os cinco primeiros, para crescer ao longo da disputa e chegar à Medal Race (última regata)”, comentou Prada.

PARQUE OLÍMPICO
Falta de bebedouros

A organização que supervisiona a sustentabilidade dos Jogos Olímpicos de Londres queixou-se ontem da falta de água potável disponível para os visitantes do Parque Olímpico, onde a entrada de líquidos é restrita. A Comissão para a Sustentabilidade de Londres 2012 comunicou ao Comité Organizador Local (Locog) a sua preocupação com as longas filas formadas nos poucos bebedouros que fornecem água de forma gratuita na Vila Olímpica e noutras instalações desportivas. Os espectadores estão proibidos de entrar no Parque Olímpico e em outros locais dos Jogos com mais de 100 ml de líquido, por conta das normas de segurança, mas existe a possibilidade de se levar garrafas vazias para serem enchidas nas fontes gratuitas. “Londres 2012 são os primeiros Jogos da época recente a oferecer água de graça”, por isso é que “é triste que os organizadores tenham tido este descuido e que falte água em muitos recintos”, declarou o presidente da Comissão, Shaun McCarthy.

LONDRES’2012
Gravidez retira atleta

A velejadora luso-brasileira Carolina Borges revelou ontem que abandonou os Jogos Olímpicos horas antes da primeira regata, porque está grávida de três meses e pela falta de “apoio financeiro e moral” da delegação portuguesa. “Estou grávida de três meses e as primeiras regatas iam decorrer muito longe e, portanto, eram muito perigosas para mim”, declarou a portuguesa ao jornal desportivo “A Bola”. “Se tivesse tido o apoio de um treinador, as coisas tinham sido diferentes e tinha corrido o risco”, acrescentou. A atleta enviou na terça-feira um e-mail ao chefe da delegação olímpica portuguesa, Mário Santos, quatro horas antes da competição, alegando razões médicas e pessoais. “Nunca recebi os subsídios aos quais tinha direito. Além disso, não tive apoio nenhum. Nem financeiro nem moral. Assinei uma coisa a dizer que recebia dinheiro e até agora não recebi nada”, denunciou ao jornal.