Jornal dos Desportos

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Fora de Campo

Surfista "barrado" nos EUA

10 de Fevereiro, 2015

Surfista brasileiro competiu durante nos na elite ocupou a 11º posição do ranking mundial

Fotografia: AFP

Alguém pode imaginar ter chegado a um país para exercer a  profissão,  com  a documentação em ordem e ainda assim ter a  entrada barrada pelos oficiais de imigração, simplesmente por ter um nome um tanto diferente? Um surfista brasileiro que competiu durante anos na elite mundial e chegou a ocupar a 11ª posição do ranking mundial teve de lidar com a situação desagradável e constrangedora.

Filho de libaneses e muçulmano, Jihad Khodr quase foi impedido de entrar nos Estados Unidos em 2003 para disputar etapas do circuito mundial. Os polícias americanos suspeitavam que ele pudesse ter ligação com algum grupo terrorista. Dois anos antes, o país tinha sido alvo do maior atentado da história.

“Cheguei ao aeroporto e  levaram-me para uma salinha, onde fiquei várias horas a responder várias perguntas antes de me soltarem. Os polícias explicaram-me  o momento que o país passava. Eu mostrei-lhes  que já tinha ido várias vezes ao país e nunca tinha tido problemas.

Mas minha situação não ajudava muito (risos). Meu o nome é forte, estava de barba, meio gordo e com algumas pranchas que eles imaginavam que podia ser outra coisa. Na hora fiquei nervoso,  achava um absurdo. Mas entendi a preocupação deles”,  relembra Jihad,  que foi solto depois de provar que era surfista profissional e ainda pagar uma taxa de Usd 200 para poder seguir viagem para a Califórnia para disputar o Open dos Estados Unidos, de Surfe.

Numa tradução livre do árabe, Jihad  é um conceito essencial da religião islâmica e significa empenho, esforço, resistência.  Porém, na Idade Média, o termo passou a ser sinónimo de “Guerra Santa”  maneira pela qual é conhecido popularmente até os dias de hoje e ainda desperta polémica e muitas discussões entre os estudiosos do Alcorão, o livro sagrado dos muçulmanos.

“O meu nome é bem forte mesmo, mas foi o que  os meus pais quiseram dar-me. Meu filho que tem hoje quatro anos chama-se Gabriel por causa do anjo. Chamar Jihad foi meu karma, mas nunca sofri grandes preconceitos por conta disso, apenas esta vez nos EUA”, diz o surfista. Em 2006, tornou  a ser barrado nos Estados Unidos, em Dallas,  desta vez acabou deportado.

Os oficiais de imigração exigiam que ele apresentasse um visto de trabalho para poder seguir para o Havai onde ia competir nas últimas etapas do WQS em busca de um lugar na elite em 2007. Só tinha a documentação de turista, que nunca lhe tinha trazido algum problema desse tipo. Foi posto de volta no avião.

Lara Álvarez sem dotes para cativar na TV

Durou apenas três semanas o trabalho de Lara Álvarez como apresentadora do programa “Todo va bien”, da estação espanhola Cuatro. A bela morena não cativou os telespectadores e as audiências começaram a baixar drasticamente. A namorada do piloto de F1 Fernando Alonso espera, agora, uma nova oportunidade no pequeno ecrã.

Antes era Edurne, companheira do guarda-redes David de Gea, que conduzia o formato televisivo. Depois de ter sido anunciada a sua participação no Festival da Eurovisão da Canção, que vai ter lugar em Viena, no dia 23 de Maio, a artista quis somente dedicar-se à carreira musical e despediu-se do projecto. Seguiu-se Lara Álvarez, que não conseguiu agarrar o público espanhol.

ANIVERSSÁRIO
Kevin Roldán concretiza sonho 

Kevin Roldán, tem 21 anos, é colombiano e foi o responsável pela animação musical do 30º aniversário de CR7. Uma festa de arromba que deixou o jovem cantor e produtor nas nuvens. “É uma honra para mim que gostes da minha música. Esta noite (sábado) vai ser especial.

Espero que gostes do espectáculo. Vamos rebentar com Madrid”, escreveu Kevin Roldán nas redes sociais antes de subir ao palco para cantar com o aniversariante o tema “Si no te enamoras”.  O dueto com CR7 foi registado em vídeo e partilhado pelo cantor na Internet. “Preparado para o aniversário de Cristiano Ronaldo.

Desde pequeno que sonho com isto. São muitos anos a lutar, os sonhos tornam-se realidade (…). Não me cabe no coração tanta alegria”, confessou o artista contratado pelo madeirense.