Jornal dos Desportos

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Fora de Campo

Um grito de socorro

Francisco Carvalho - 16 de Agosto, 2012

Sporting Clube do Lubango clamam apoio das entidades competentes

Fotografia: Jornal dos Desportos

A valorização do desporto nacional passou a ser uma questão de Estado, pois vários programas foram lançados pelo Ministério da Juventude e Desportos no intuito de reunir o maior número de crianças, adolescentes e jovens para o bem comum. Com o lançamento do projecto de construção dos Centros Desportivos Comunitários, o programa mais novo do MINJUD, a população desportiva bate palmas de contente. Muitas crianças e jovens podem usufruir de espaços para a prática desportiva.

No outro lado da cadeia desportiva, os responsáveis do Sporting Clube do Lubango clamam apoio das entidades competentes para a reparação do pavilhão que desabou há oito meses. As infra-estruturas foram construídas antes da independência nacional e com o tempo ruíram. Muitas crianças, jovens e adolescentes que aprenderam o ABC de vários desportos naquele espaço, hoje servem o país em diferentes sectores da vida social.

Com a queda do tecto, as que lá se encontravam em formação desportiva não têm espaço para dar sequência à prática de ténis de mesa, basquetebol, andebol, xadrez, futebol-de-salão, entre outros desportos. A situação é constrangedora para quem sempre teve o prazer de ensinar e ocupar os tempos livres deste grupo. Um cartão estampado nas paredes diz: “Ajudem-nos a reparar o nosso pavilhão”. O SOS surge em virtude do silêncio das entidades que se comprometeram em ajudar aquele clube. Quem vai estender a mão ao Sporting do Lubango? 


JOGOS PARALÍMPICOS
 
Ingressos criam polémica


Uma britânica com problemas de deficiência nas pernas que não garantiu direito de se sentar junto da própria família para acompanhar os Jogos Paralímpicos de Londres está a criar polémica a apenas alguns dias do início da competição. Beth Davis-Hofbauer denunciou a política de ingressos do evento, afirmando que vai permanecer afastada do marido ou dos filhos, porque só é permitido um acompanhante para deficientes nas arenas desportivas. Beth vai ao Parque Olímpico acompanhada do marido e de dois filhos: uma criança autista de quatro anos e um bebé de um ano e cinco meses, segundo o jornal “The Telegraph”.

No entanto, não pode sentar-se com os filhos no espaço reservado aos deficientes: só há permissão para um acompanhante. Assim, ela criou uma petição online a pedir apoio ao Comité Paralímpico Internacional. Até ao momento, ganhou o apoio de mais de 12 mil pessoas. “Não posso acreditar que esse evento, que foi preparado para inspirar uma nova geração de atletas, tenha uma política discriminatória de ingressos. É essencial que o meu marido se sente comigo para que possa ajudar-me em algumas coisas que preciso e, claramente, os meus filhos não podem sentar-se separados de nós”, escreveu Beth Davis-Hofbauer.


USAIN BOLT
Mais que "os mercenários"

O jamaicano não teve pressa em deixar a cidade que o viu sagrar-se triplo campeão olímpico (100, 200 e 4x100 metros). Antes disso, Usain Bolt decidiu gozar alguns dias de descanso em Londres, onde aproveitou para comparecer na antestreia do filme “Os mercenários 2”. Entre as mega-estrelas do grande ecrã como Sylvester Stallone, Arnold Schwarzenegger e Bruce Willis, foi mesmo o velocista a centrar as atenções. Bolt postou no Twitter uma foto do evento, na qual ensina a um dos protagonistas da fita o seu habitual gesto comemorativo. “Eu e Jason Statham”, escreveu.


RECEITA BRITÂNICA
Dez coisas para Rio’2016


Depois de entregar a bandeira olímpica ao Rio de Janeiro, o Reino Unido procura agora passar para a organização brasileira o conhecimento adquirido em Londres para a boa realização dos Jogos de 2016. A agência de notícias britânica BBC publicou na última terça-feira as dez coisas que os cariocas podem aprender com os Jogos Olímpicos de 2012. Atenção com os detalhes: Além da construção dos grandes centros desportivos, o Rio deve investir no desenvolvimento de pequenos detalhes que podem fazer a diferença para atletas e público em geral durante os Jogos. Cuidado com os ingressos: Esgotar com antecedência. Investir em voluntários:

A actuação dos voluntários em Londres foi o aspecto mais elogiado dos Jogos de 2012. Investir no desporto: Caso o Brasil queira que os atletas subam ao lugar mais alto do pódio em casa, é necessário que haja investimento no desporto. Una o País para os Jogos: Realizar algumas partidas fora da vila olímpica. Ache a sua identidade: O Carnaval e o samba podem servir de grande bandeira. Seja moderno: O Brasil deve adoptar o samba como tema dos Jogos e também precisa de mostrar que tem mais para oferecer. Use a agenda olímpica a seu favor: Para ajudar a elevar o ânimo da população, o Brasil deve colocar as competições que têm os locais como favoritos nos primeiros dias. Cuidados com transporte e segurança: Reforço no policiamento e da campanha para que os trabalhadores evitem o uso de transporte público perto das zonas olímpicas. Valorize as cores nacionais: Usar a arte a favor das receitas públicas.



VALESCA POPOZUDA
Cantar com Sangalo no Rio’2016


Valesca Popozuda tem uma ideia de como fazer os Jogos Olímpicos do Rio’2016 ficarem ainda melhores. É só deixar que ela cante ao lado de Ivete Sangalo. Essa foi a dica da cantora em conversa com o jornal “Extra” para tornar o evento no Brasil inesquecível. “Com axé e funk ninguém fica parado. Quero fazer um dueto com Ivete Sangalo na abertura dos Jogos Olímpicos do Rio”, comentou Valesca, quando interrogada sobre como fazer da cerimónia carioca uma festa super animada. A sua colega de funk, Mulher Melão, tem outras sugestões: “Quero a tocha. Quero acender a pira e espalhar fogo nos Jogos Olímpicos e no povo. A estafeta tem de ser feita pelas mulheres-frutas. Tenho a certeza de que não deixávamos o fogo apagar”.