Jornal dos Desportos

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Entrevistas

A direco pediu alegria para o povo do Namibe

Manuel Sousa - 27 de Outubro, 2011

Ernesto Castanheira, quer levar o Atltico do Namibe ao Girabola

Fotografia: Afonso Costa

Jornal dos Desportos - A poucas jornadas do fim do Zonal de Apuramento, que postura vai adoptar o Atlético?
Ernesto Castanheira
- Teremos o Atlético de sempre. A lutar e à procura do melhor. Isso passa por bons resultados. A direcção do clube pediu para devolvermos alegria ao povo do Namibe, sobretudo aos nossos adeptos.

JD - Se o Atlético ascender à primeira divisão, vai continuar à frente da equipa?
EC -
Depende da direcção. Sou profissional e estou pronto para todos os desafios.

JD - Qual é estado actual do Atlético em termos competitivos?
EC -
É o melhor possível. Está a viver uma situação que há muito não vivia, tem procurado dar ao grupo de trabalho as melhores condições técnicas e tácticas para poder ombrear com as outras equipas que estão na nossa série, que é a mais difícil. O objectivo é ter uma equipa competitiva, que possa, nos próximos anos, lutar pelos objectivos a serem definidos.

JD - O facto da equipa estar a fazer bons resultados não indicia a obtenção do primeiro lugar e consequentemente o apuramento?
EC -
Indicia sim. A equipa tem bons jogadores, bons adeptos, dirigentes e massa associativa. Sonha com voos mais altos, é candidata à ascensão à primeira divisão na sua série, mas é bom que se diga que, para atingir este fim, o Atlético tem de ter mais apoios das instituições locais, do governo da província, dos empresários, sócios e adeptos e não depender apenas do presidente do clube e do patrocinador.

JD - O que a direcção do clube lhe pediu de concreto quando o contratou?
EC -
A direcção pediu que tivesse uma equipa competitiva que, repito, possa dar alegria ao povo do Namibe ávido de assistir futebol de primeira linha. Este, ao ver o Atlético jogar, fica satisfeito com as exibições. Há muito que a equipa estava desassociada dos seus membros, adeptos e sócios. Agora, o futebol começa a ser novamente a alegria do povo, que lota os campos quando jogamos.

JD - O grupo tem garantias para o cumprimento dos objectivos preconizados?
EC
- Em parte sim porque introduziu jogadores juniores para ter um futuro garantido. Há alguns já com alguma qualidade.

JD - O facto de ser o único representante na província não dificulta a realização de jogos de controlo?
EC
- Claro que sim. Gostaríamos de ter mais equipas na província para podermos rodar os nossos jogadores. Havendo só uma equipa, acaba por não ser vantajoso. Cria dificuldades, pois trabalhamos sozinhos. No período preparatório, tivemos de ir à Huíla e à Chibia fazer jogos, já que aqui não encontrámos oponentes para nos poder ajudar a tirar determinadas ilações. Continuamos a sentir isso, treinamos por treinar. Temos tido é a sorte, porque estamos a seguir um padrão elaborado desde o princípio da época.

JD - Que análise faz do nível competitivo das equipas envolvidas na série B?
EC
- O nível é muito alto. O primeiro classificado não está distante do segundo e este do terceiro. As equipas estão a jogar para lograrem o apuramento e não está fácil.Subida do Sporting de Cabinda deixa satisfeito o seu presidente