Jornal dos Desportos

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Entrevistas

Acreditamos em Deus e tudo ser possvel

Jlio Gaiano - 16 de Agosto, 2010

Patrick Kdia, tcnico principal do Benfica do Lubang

Fotografia: Jesus Silva

Há um mês à frente do Benfica do Lubango e a  equipa ainda não venceu.O que se passa, afinal?
É um grupo em que entrei para dar o melhor de mim e é o que faço, passadas cinco jornadas desde que assumi o plantel.No jogo-treino que fizemos há dias, diante do Desportivo da Huíla, despertou-me muita coisa em relação ao conjunto que não dominava. Tinamos feito um jogo amistoso com o Sonangol do Namíbe, mas não foi suficiente para conhecer a equipa que oriento. Durante os mesmos tirei algumas ilações sobre as opções que terei doravante para formar um grupo compacto e aparecer em campo com atitude, empenho e sacrifício.Por isso, defendo ser necessário continuarmos a efectuar jogos amigáveis.

A equipa encontra-se no últimio lugar do Girabola.Acredita que consiguirão os pontos necessários para fugir à despromoção?
Acredito que com 30 pontos ainda em disputa não dfevemos atirar já a toalha ao tapete.Passo esta mensagem aos jogadores, pois a esperança é a última a morrer. Vamos continuar a trabalhar para alcançarmos o nosso objectivo.

Qual será o remédio para as coisas melhorarem?
Vamos engajar-nos mais no trabalho técnico-táctico e psicológico, porquanto temos ainda trinta pontos pela frentes. Por isso memso temos de conversar constantemente com os jogadores, incentivando-os a levantarem a cabeça, dizendo-lhes que nada ainda está perdido.Se os jogadores acatarem isto, acredito que vamos sair do lugar em que nos encontramos actualmente.

O lote de futebolistas que compõe o plantel satisfaz?
É o grupo de atletas que o clube dispõe e só resta trabalhar com o mesmo. João Calemba, um dos reforços, é um atleta engajado mas a sua situação ainda não está resolvida.Vamos ter de aguardar até que seja resolvida pela FAF para o atleta dar o seu contributo à equipa nas próximas jornadas. Temos também o Diego, atleta que nos treinos apresenta uma postura e durante os jogos oficiais outra. Será necessário efectuar um trabalho sério com o mesmo para mudar de atitude.Outro é o Nicky, um bom jogador. Já observei os jogos que fez e é um atleta com muita vontade.

Os reforços que entaram na segunda volta dão outro endurance ao grupo?
Será preciso trabalhar muito mais com estes jogadores.Observei a forma de jogar do Diego e do Nicky e são, de facto, mais-valia. Porém, é preciso mais empenho.O Tresor também já o aprecie num jogo-treino e  portou-se bem.Espero que seja sempre assim. Temos de levantar a cabeça, acreditar e ter fé que com Deus, e a faltar-nos ainda trinta pontos, podemos sair do último lugar.

"Uma equipa que não marca golos sofre-os"
Nesta fase que sector preocupa o corpo técnico?


A equipa toda.Continuamos a errar passes no meio-campo tal como os atacantes na finalização, na medida em que têm tido muitas oprtundades de fazer golos, mas não conseguem. Uma equipa que não marca golos sofre-os.A defesa fica sempre desatenta e sofre golos infantis.Então, é preciso trabalhar arduamente com o plantel todo. 

Fale do trabalho psicológico faz. O que incuti na mente dos jogadores?
Digo aos jogadores que é preciso esquecer os dissabores. Se a equipa está na posição em que está actualmente, é porque nós mesmos contribuimos para tal. Para sairmos do lugar onde nos encontramos, temos que esquecer o passado. Em vinte jornadas disputadas até aqui, a pontuação não é a mais adequada e a classificação é preocupante.Por isso temos de erguer a cabeça, acreditar e ter fé em Deus para reverter o quadro.Em suma, a mensagem que passamos em cada sessão de treino é de tranquilidade, serenidade, porque nada ainda está perdido.Para frente é o caminho!

Relaciona os golos marcados com os sofridos?
Já sofremos treze golos nas cinco jornadas da segunda volta, o que é muito, além dos da primeira volta que não mencionei, e marcamos cinco golos.O saldo negativo.

Técnico quer mais
aplicacação dos atletas


Os sócios e adeptos do clube podem confiar no corpo técnico e jogadores quanto a  permanência na Primeira Divisão?
A minha palavra continua a ser a mesma: ter fé e acreditar em Deus que tudo será possível. Tudo torna-se mais difícil quando a gente não complica.Se os atletas se aplicarem e acreditarem, as coisas correram bem.

A permanência é uma questão de mais dedicação então?
Faltam dez jornadas e trinta pontos possíveis. Por isso, é prematuro dizer que o Benfica não vá permanecer no Girabola.O director para o futebol do Benfica Petróleo do Lubango, Jacques da Conceição, revelou em entrevista ao Jornal dos Desportos, que a actual situação financeira do clube, "não é satisfatórias para uma equipa da Primeira Divisão". Reconheceu que a classificação começa a deixar a direcção preocupada, embora não se tenha perdido ainda as esperanças uma vez estarem a trabalhar para inverter o quadro.

Em concreto, o que falta ao conjunto?
Não conseguimos ganhar nesta segunda volta porque, primeiro, houve mexidas na equipa técnica.Em segundo lugar, foram introduzidas novas peças (entenda-se atletas) no plantel e precisamos automatizar esses pormenores todos.Outra coisa que influencia é a carga psicológica que os jogadores têm vindo a viver, que é o nível elevado de ansiedade em querer ganhar.Sabe que a nossa equipa este ano venceu pouco e, como profissionais, acredito que isso a incomoda. Tira-os do sério, pelo que gostaria de ver esta situação ultrapassada o mais rápido possível. Vamos continuar a acreditar para dar tranquilidade a esta juventude, uma vez que carece de experiencia.

Explique-se melhor...
Sem medo de errar, 80 por cento do atletas que compõe o nosso plantel está pela primeira vez o Girabola, competição extremamente diferentes daquelas em que estavam acostumados a jogar. Tudo isto influencia no rendimento do atleta e depois repercute no grupo todo.É sabido que no futebol nem sempre as mudanças surtem efeitos imediatos.O que posso garntir, é que há nova filosofia e técnicas a serem introduzidas.

"Temos de ser persistentes
e confiantes no que delineamos"


Vocês mal esperam pela primeira vitória no Girabola…
Acreditamos somar vitorias nesta fase, embora começamos ficar mais preocupados à medida que as jornadas vão passando, pondo cada vez mais em causa a nossa permanência na Primeira Divisão. Temos de ser persistentes e depositar confiança naquilo delineamos.

Como a direcção do clube encara o lugar da equipa na tabela classificativa, com apenas treze pontos?
Preocupa, uma vez sabermos que a segunda volta é sempre mais difícil do que a primeira.Pelo números de pontos que temos e as jornadas que faltam, deixa-nos preocupados.Ainda assim não perdemos a esperança, uma vez que as outras equipas da prova poderão eventulamente ter também resultados negativos.É verdade que vai se sair bem quem souber tirar maior proveito dos adeversários. Se acabar esta onda de erros em que estamos mergulhados desde o arranque do campeonato, poderemos ter sorte diferente. É indiscutível que tivemos um plantel muito carenciado de valores no que toca ao aspecto técnico-individual. Não tem sido fácil, face ao facto do Benfica não ter nomes sonantes da nossa praça futebolística.

Numa frase, como caractezaria o Benfica do Lubango de hoje?
A siatuação não é das melhores. Não é satisfatória para uma equipa da Primeira Divisão."Sem omuletes não se fazem ovos!".

O que quer dizer?
Gostaria que houvesse mais recursos para o futebol;ter a possibilidades de ir ao mercado e trazer alguns jogadores que podessem fazer a diferença;  e mais material como bolas, chuteiras, entre outro, para facilitar o trabalho.Mas é bem verdade que existe boa vontade e esforço da direcção do clube.

O Benfica do Lubango, nesta segunda volta, em quatro jogos averbou duas derrotas e dois empates. Que mensagem a direcção passa aos jogadores e à equipa técnica?
É de incentivo ao grupo.Esclarecer aos jogadores que ainda nada está perdido.O que precisamos agora é deixar essa onde de empate e derrotas e passar para às vitórias, na medida em que a direcção do clube está muito mais próximo da equipa e faz um acompanhamento mais eficaz para ver se consigamos ultrapassar os maus resultados.