Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Entrevistas

Andr Cuca quer futebol nos bairros

Leonel Librio - 14 de Julho, 2015

O Interclube contribuiu para o desenvolvimento do futebol angolano

Fotografia: Jornal dos Desportos

A direção do Interclube de Angola, inaugurou, recentemente, dois campos arrelvados, um dos quais com relva sintética, com o objetivo de imprimir nova dinâmica aos escalões de formação, que são a base do desenvolvimento e da sustentabilidade dos escalões subsequentes. Em que consiste essa tarefa e quando começarão a surgir os resultados?
Agora, possuímos todas as condições criadas, desde equipamentos, balneários, serviços médicos, para além de, depois dos treinos, oferecermos um lanche a cada atleta. O problema com que nos debatemos de momento, relaciona-se com a falta de transporte para os formandos, situação que a direção do clube está a equacionar no sentido de solucionar com a maior brevidade possível. Aqui, existe uma particularidade, que se traduz no facto de o presidente de direcção e o seu elenco, terem uma “queda” pelos escalões de formação. Não é de agora, que a equipa sénior do Interclube de Angola e as seleções nacionais, apresentam muitos atletas saídos dos escalões de formação do nosso clube. Houve uma altura, em que a selecção nacional de sub-20, era constituída a base do Interclube de Angola. O nosso país, chegou a disputar uma eliminatória com a selecção da Nigéria, em que a constituição inicial da selecção angolana foi constituída por dez elementos do Interclube e um do Petro de Luanda. Com as condições  criadas pela direcção do nosso clube, as equipas técnicas dos escalões de formação, têm a obrigação de efectuar um trabalho que permita que dentro de dois ou três anos, não só a equipa sénior do Interclube, como as selecções de sub-15, sub-17, sub-20, Olímpica e a de seniores, integrem atletas saídos desse projecto”.

Isso, passa a ideia que para além da vertente desportiva, a direcção do Interclube de Angola, aposta também na inserção social dos jovens, crianças e adolescentes.

Constitui um dos objectivos fundamentais da nossa acção. Para além de se trabalharem os aspectos tácitos, físicos e psicológicos dos atletas, também incidimos a nossa acção na vertente social. Temos de salvaguardar o futuro do atleta como homem, de forma a que quando terminar a actividade desportiva no activo, se possa inserir na sociedade de forma positiva e contribuir para o desenvolvimento do país. Preparamos o atleta dentro dos princípios educacionais convencionais e do “fair - play”, no sentido de respeitar o próximo, quer seja adversário, dirigente, árbitro, ou cidadão anónimo. Isso, é sempre apanágio do Interclube de Angola. Há no nosso país, muitos elementos com cargos de responsabilidades a vários níveis, que tiveram passagens pelos escalões de formação do Interclube de Angola. Uns são generais, ministros e secretários de Estado. Outros ocupam cargos de responsabilidade a níveis do Estado e empresarial, a várias dimensões. Seguimos um pouco o que o ASA (Atlético Sport Aviação), no tempo em que Carlos Romão era o treinador dos escalões de formação e o Petro de Luanda, faziam. Naquele tempo, o despique entre essas duas equipas era salutar e só depois é que surgiu o 1º de Agosto”.

O surgimento das Academias de Futebol de Angola (AFA) e do 1º de Agosto, das escolas do Interclube de Angola, do “Ti” Nandinho, no Zango, em Luanda, do Rasgado, em Benguela, do Progresso Sambizanga, Atlético Sport Aviação (ASA), Kabuskorp do Palanca, são as que dão mais visibilidade à qualidade que deve ser concedida aos escalões de formação. Tendo em conta à extensão territorial do país, assim como a sua densidade populacional, aliado ao facto de o futebol ser a modalidade que maior quantidade de praticantes aglomera, essas instituições são suficientes para satisfazer à demanda do país, no que se refere aos escalões etários, tendo em conta o futuro da modalidade?
 “A escola do ‘Ti’ Nandinho, tem-se destacado pela positiva, no que diz respeito ao trabalho nos escalões de formação.
É necessário apoiar o jovem proprietário, que tem interesse e demonstra vontade profissional em trabalhar nos escalões de formação.
Tendo em conta a importância dos escalões de formação, no desenvolvimento do futebol nacional, o Interclube de Angola vai criar núcleos nas províncias e nos bairros de Luanda, que visam a descoberta de jovens, adolescentes e crianças com qualidades que se enquadrem no nosso projecto. Estamos também a estudar a possibilidade de estabelecermos uma parceria com a escola do ‘Ti’ Nandinho. O Interclube, agora, possui uma escola estruturada em condições, pois temos crianças com seis, sete e oito anos de idade, que constituem a classe infantil, ao contrário do que acontecia até há pouco tempo, em que os nossos escalões de formação, eram desenvolvidos a partir dos iniciados, no campo ‘pelado’ de São Domingos, que não oferecia condições que permitissem efectuar um trabalho condigno. Em cumprimento a uma orientação da nossa direcção, nesta fase, estamos a captar atletas no bairro Rocha Pinto, em Luanda, comunidade onde estão situadas as nossas instalações. Pode-se abrir excepções para o caso de haver elementos que se enquadrem no nosso projecto, noutros bairros, não obstante a falta de transporte, que ainda se faz sentir. Só para que se tenha uma ideia, actualmente participam no nosso projecto, cerca de 300 crianças com idades entre os seis e os oito anos de idade, como consequência de uma triagem que envolveu mais de 1000 ”.

J. D. – Como elemento ligado aos escalões de formação de atletas e como cidadão, que opinião tem sobre o encerramento de algumas escolas e centros de treinos para atletas em formação, por diversas razões, sendo a que continua a dividir as opiniões dos agentes da modalidade e não só, a Norberto de Castro, em Viana, por questões financeiras, depois de durante muitos anos, ter efectuado o trabalho que se conhece, não só no domínio desportivo, como também na vertente social, permitindo que muitos jovens, adolescentes e crianças, integrantes de famílias sem posses financeiras, beneficiassem gratuitamente do projecto, tanto na vertente desportiva como social que consistia na possibilidade desses elementos frequentassem desde o ensino regular de base ao superior, às suas expensas?  
A.C – “Muitos projectos dessa natureza, ficam pelo caminho, por dificuldades financeiras dos seus mentores. Mesmo no Interclube, não é fácil treinar garotos de seis, sete, oito, nove anos de idade e por aí adiante. Há muitos, que os seus núcleos familiares, são de renda baixa. Alguns vão treinar sem tomarem o pequeno-almoço, outros sem terem jantado na noite anterior. Nós é que devemos possuir o chamado ‘olho clínico’ que permite apercebermo-nos desse tipo de situações. Muitos não se entregam, convenientemente, nos treinos, devido ao problema com a alimentação. Não são as faltas de equipamento e de condições adequadas de treinos que constituem os problemas. A falta de alimentação e de transporte, são também problemas. Por exemplo, o atleta que reside distante do centro de treino e nem sempre os seus pais ou encarregados de educação possuem dinheiro para o táxi, que comporta às vezes mais do que um trajecto. Isso, é um contra-senso. Temos de envidar esforços no sentido de permitir que os ‘miúdos’ treinem munidos de todas as condições. Isso, faz com que algumas pessoas tenham a opinião que o nosso futebol está mal, devido à falta de alimentação adequada para os atletas, de campos, equipamentos, etc. Não partilho da opinião, segundo a qual a falta de campos é um problema.  Em pleno século XXI, já existem campos arrelvados, o que é muito bom. Se não houver possibilidades para que todos trabalhem em campos arrelvados, pode-se fazer bons trabalhos nos campos de terra batida ou ‘pelados ‘, desde que sejam bem tratados, alinhados e conservados, e não como acontece como em alguns, que para além de constituírem antros de delinquência, servem de WCs (retretes) e de pasto para animais. Foi assim, que começamos, porquê que nas situações que não seja  possível treinar-se em campos arrelvados, não se aproveitam os “pelados”?


“Corrupção no futebol”
“Kangamba diz que há batota”


Presidentes e dirigentes de vários clubes, entre os quais, o responsável máximo do Interclube, Alves Simões, tem feito ouvir a sua voz, que existe corrupção em Angola, com algumas equipas a serem “favorecidas “ de maneira aberta, em prejuízo de outras. O antigo presidente do Recreativo da Caála, Horácio Mosquito, despoletou um processo à respeito, que se encontra na Procuradoria-Geral da República, para o devido tratamento, em que denuncia o envolvimento de dirigentes federativos e de clubes, árbitros, atletas, treinadores e jornalistas, em actos de corrupção, que mancham o desenvolvimento do futebol nacional. Qual a sua opinião sobre o assunto? 
“Não pretendo ser repetitivo, mas devemos ter em conta que o presidente da FAF, assim como outros dirigentes federativos e de clubes dizem, que esse fenómeno não é novo. Tenho visto alguns jogos, em que acontecem erros de arbitragem que são toleráveis, enquanto que há outros, que são cometidos com algum propósito. Sabemos diferenciar quando há intenção e quando não há. O senhor Bento Kangamba, presidente do Kabuskorp do Palanca, disse, publicamente, que no futebol existe batota, como por exemplo, lances em que o juiz auxiliar, mesmo vendo a bola a ultrapassar a linha lateral, podendo originar uma jogada que culmine em golo. Se existe batota, também se devem acautelar essas situações”.

ENTREVISTA ANDRÉ CUCA
“O primeiro contacto com o futebol deve começar primeiro nos bairros”


Agora que se fala com alguma insistência, sobre a importância e dinamização do desporto escolar na colaboração para a melhoria da qualidade das diversas modalidades, no caso do futebol, qual a importância desse sector?
“Esse aspecto deve ser alvo de análises sérias, profundas e ponderadas. Algumas pessoas partilham a ideia que tudo deve começar na escola do ensino regular, o que não é a minha opinião. Quanto a mim, o futebol não deve começar na escola do ensino regular. Deve iniciar nos bairros ou nas comunidades. O futebol não é como as outras modalidades. Está nos bairros, onde as pessoas dão os primeiros toques na bola. No nosso tempo, íamos para escola aos sete anos de idade. Agora, começa-se aos cinco ou seis anos. O futebol deve começar nos bairros que devem possuir espaços para a prática desportiva, no caso do desporto - rei.  Daí, que quando ingressar na escola do ensino regular, possuirem alguns conhecimentos. Ingressa sem possuir técnica, mas em contrapartida, conta com alguma técnica. Quando começar na escola do ensino regular, vai trabalhar com o professor de educação física, vocacionado para o efeito. Antigamente, no ensino primário não havia professores de educação física. Só no ensino secundário, a partir do primeiro ano do ciclo preparatório, hoje quinta classe, é que o aluno começava a trabalhar com o professor de educação física. É imperioso que não se acabem com os campos nos bairros. Antigamente, por exemplo, o bairro Sambizanga dispunha de oito  campos para a prática do futebol. Os garotos saíam da escola e depois de cumpridas algumas tarefas domiciliares, jogavam nesses campos. Hoje, não há campos. Onde é que os “miúdos” vão jogar? Antigamente, o trabalho da técnica individual era feito sem treinador. Treinávamos o chamado “rede-rede”. É por isso, que apareciam bons guarda-redes em quantidade e com qualidade. Hoje, em função do desenvolvimento da ciência, também existem bons guarda-redes. Já se fazia o trabalho de posse de bola, que hoje é desenvolvido em bases científicas porque é cronometrado. Joga-se em função do tempo para a recuperação do esférico, controla-se o tempo para se efetuar o passe, etc.

 Os tempos são outros. Está-se na era da digitalização…
“É certo. Temos a benesse de no nosso país, existir muita matéria-prima que deve ser convenientemente aproveitada. É preciso, que o atleta aprenda desde o início da sua formação, para além da componente desportiva, a cultivar a humildade, a não ser vaidoso e a respeitar o próximo. No futebol  e nas outras modalidades, em geral, o respeito deve constituir uma constante. O atleta deve envidar esforços no sentido de ter humildade, evitar  ‘noitadas’, o consumo de álcool, de drogas e outras práticas nocivas à sociedade, muito em voga nessa franja da sociedade. Esses valores devem ser cultivados, a partir do núcleo familiar, no meio habitacional, nas escolas do ensino regular, etc. Vi, com tristeza, num tempo não muito longínquo, garotos de uma equipa, cujo nome não convém revelar, com idades a rondar os 12 , 13  e 14 anos, que compareceram num jogo oficial, completamente alcoolizados. Não aceito, quando em alguns órgãos da comunicação social, se passa a mensagem que em Angola não há bons jogadores. Estão aí.O que é preciso, é saber trabalhar com eles, colocar  os técnicos certos com formação, nos lugares certos. É preciso ter treinadores com formação, para que no futuro, tenhamos bons jogadores.” 

A equipa sénior do Interclube é das poucas, que no início das épocas, apresenta, de maneira geral, mais do que três atletas saídos dos seus escalões de formação, enquanto que uma boa parte, prioriza a contratação de atletas já formados, alguns provenientes do estrangeiro, a “peso de ouro”, muitas vezes sem a qualidade que se exige para actuar no Girabola,  coarctando  a possibilidade de os jovens mostrarem as suas qualidades. O que pensa sobre o assunto?
“O Interclube é das poucas formações angolanas, que no início de cada época, apresenta no plantel sénior, três, quatro ou cinco atletas saídos do escalão júnior. Um dos principais objectivos do nosso clube, consiste em proporcionar aos jovens formados na nossa cantera, a possibilidade de mostrarem as suas qualidades na equipa principal. Os que a equipa técnica achar que não se enquadram na sua estratégia de trabalho, são emprestados a outros clubes, para ganharem rotina e maturidade competitiva, para regressarem ao clube, onde devem atingir patamares elevados, com o objectivo de servirem o Interclube e o país, por intermédio das seleções nacionais. Na actual época, estão a actuar na equipa de seniores, cinco atletas saídos dos juniores, um dos quais com 17  anos de idade, dos quais, alguns são titulares. O mais jovem, cujo nome prefiro omitir, por razões óbvias, possui potencial enorme para oferecer alegrias, não só aos adeptos e sócios do nosso clube, como ao futebol nacional, de uma forma geral.”

Sem que nos mova algo contra a contratação de atletas e treinadores estrangeiros, como acontece em muitas equipas angolanas, o Interclube é das poucas formações que prioriza o ingresso de jovens saídos dos juniores, no plantel principal.
“O que se passa nos outros clubes, não nos diz respeito e nem nos preocupa. Recordo, a título de exemplo,  em 2007, quando nos sagramos campeões nacionais, a nossa equipa era composta por cerca de 80 por cento de elementos saídos dos nossos juniores”. 

PREPARAÇÃO DA SELECÇÃO
“Quarenta dias é tempo demais
para se paralisar o campeonato”

O Girabola actual, segundo alguns entendidos, atingiu um nível e qualidade competitiva acima da média. Em sua opinião, quais são as equipas que possuem mais possibilidades de se sagrarem campeãs nacionais?

“São cinco. Ainda há 42 (pontos) a serem disputados. Sem puxar a ‘brasa à minha sardinha’, o Interclube  faz parte desse grupo, que é constituído também pelo Recreativo do Libolo, 1º de Agosto que está com uma boa passada, Kabuskorp do Palanca, Benfica de Luanda, e com maior ou menor possibilidade, o Petro de Luanda. Isso, porque a diferença pontual entre o primeiro e o sexto classificado, é de cinco ou seis pontos. Essas são as equipas, que ao longo da primeira volta, apresentaram melhor futebol. Isso, deve-se também ao facto de as direcções desses clubes, se empenharem um pouco mais no capítulo da organização, como forma a conquistarem, em representação de Angola, uma vaga nas competições africanas, designadamente na Liga dos Clubes Campeões ou na Taça da Confederação. Pelo que essas equipas estão a demonstrar, estou em crer que vamos ter despiques acérrimos, não só no topo, como pela não despromoção.” 

Em sua opinião, a que se deve o afastamento quase constante das representantes angolanas nas competições africanas, geralmente nas preliminares ou nas primeiras eliminatórias?
“Não vou debruçar-me sobre o nosso campeonato, que para muitos começa tarde e desfasado em relação aos que se realizam na maioria dos países africanos. Enquanto as coisas se mantiverem como estão, compete as equipas reverem as suas programações, como por exemplo, começarem a pré-época mais cedo. Outra questão, que contribui, positivamente, para se melhorar o rendimento das equipas angolanas nas taças africanas, consiste em voltar-se a organizar os campeonatos de abertura, a nível provincial, que envolvam as representantes de Angola nas afro-taças, competições regionais, torneios em comemoração a efemérides com a inclusão de equipas de países estrangeiros, de preferência, limítrofes de Angola, sem esquecer os jogos amigáveis. Isso, permite aos atletas adquirirem mais ‘endurance’ competitivo e aos técnicos avaliarem a evolução das suas equipas”.

J.D. – Também é de opinião que as paragens que se verificam no Girabola, afectam o rendimento das equipas?
A.C. –“É verdade. A maioria das equipas  ressente-se negativamente. Temos de concordar que parar durante 40 dias, é mau. Mas temos de ter em consideração que foi para salvaguardar os interesses da Selecção Nacional. Em minha opinião, uma paralisação de 15  dias, era suficiente. Os jogadores não treinam na seleção. Os treinadores, que estão a frente, sabem que na selecção, os jogadores vão consolidar os conceitos técnicos e aprimorar a componente táctica, porque transportam a vertente física a partir das suas equipas.Não se pode descurar, que as paragens, principalmente, as prolongadas, também facilitam algumas equipas, fundamentalmente, as que estavam com performances baixas. Permitem também a recuperação de alguns atletas acometidos de lesões, assim como aos treinadores, avaliarem com maior profundidade alguns jogadores menos utilizados, que possuem possibilidades para integrarem os plantéis principais. As paragens podem fazer com as equipas que se encontravam no pico, percam a pedalada. Prejudicam uma e beneficiam outras.”
                                                                                                              
CHICOTADAS PSICOLÓGICAS
“Trocas de técnicos
prejudicam a equipa”


De um tempo à esta parte o Interclube de Angola tem alcançado, no Girabola, classificações que não se coadunam com a dimensão e grandiosidade do clube, devido ao seu percurso histórico, depois de ter vencido duas edições do Campeonato Nacional e algumas taças de Angola. Que Interclube, os adeptos devem esperar na segunda volta do Girabola que agora começou?
“Como é do conhecimento geral, houve alteração na composição da equipa técnica, com o regresso de Vesselin Vesko, em substituição de Ilian Iliev. Vasselin Vesko vai trabalhar com os angolanos Abílio Amaral e José Luís Borges. Os adeptos e sócios do nosso clube, podem esperar por uma segunda volta mais produtiva do que a primeira”.

Alguns analistas desportivos ligados ao futebol e não só, têm - se questionado sobre o facto de o Interclube de Angola ser das agremiações que tem dificuldade em manter o mesmo treinador, por uma ou quando muito, por duas épocas. Isso, reflete-se de forma negativa no rendimento da equipa dentro das quatro linhas, o que faz com que não consiga manter o mesmo padrão de jogo, uma vez que cada treinador mantém a sua filosofia de treinar e modelo de jogo. Você que foi atleta, treinador em todos os escalões, agora nas vestes de dirigente, que opinião possui a respeito?  
“Na realidade, as mudanças constantes de treinadores não são benéficas. Se existem, as mudanças derivam de alguma coisa que não vai bem, e que a direcção se  apercebe.  É assim que se tem verificado essas alterações na composição do corpo técnico. O regresso do professor Vesko, que conhece a casa, uma vez que esteve durante muito tempo ao serviço do nosso clube, pese o facto de não possuir conhecimento sobre os jogadores, detém conhecimento acentuado sobre o Girabola e a taça de Angola, visa essas melhorias que pretendemos. Estou em crer que com dedicação e o apoio de todos nós, a segunda volta será melhor do que a primeira e na taça de Angola, devem contar connosco”.