Jornal dos Desportos

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Entrevistas

Angola est livre das dvidas

Jlio Gaiano, em Benguela - 04 de Setembro, 2013

Matias Castro da Silva, presidente da Federao Angolana de Tnis

Fotografia: Jornal dos Desportos

Depois de algum tempo de inactividade, na qual o ténis esteve votada a uma condição de sonolência, o que se espera da direcção da Federação Angolana nos próximos quatros anos?
Resposta: Herdámos um passivo que nos obriga a trabalhar muito e mais no sentido de se recuperar o tempo perdido. Isto passa por acabar com certos vícios no seio da FAT e que se reflectia nas associações provinciais, bem como nos clubes. Estamos numa espécie de arrumação da casa, colocando as coisas em ordem e acabar com os males que nas anteriores gestões foram motivos de discórdia no passado.

Quais os projectos para o presente mandato?
Já referi que estamos a reorganizar-nos e a procurar definir as prioridades. Temos um programa definido e que foi apresentado ao longo da campanha eleitoral aos associados e aos clubes, bem como aos nossos parceiros. O mesmo já está a ser implementado. Espero que nos próximos tempos, não muito distantes, os primeiros frutos comecem a surgir. A título de informação, estão em carteira vários cursos de formação do nível 1 e 2, para além de outros “clinics” para monitores.
 Precisamos de espalhar a prática do ténis nas 18 províncias do país.

O director provincial dos Desportos afirmou que existe um terreno para a construção de uma sede social da Associação Provincial de Ténis de Benguela. O que tem a dizer?
É um gesto digno de enaltecer, porquanto vem resolver um dos maiores problemas que a associação local vive (a falta de espaço para trabalhar). Da nossa parte, vamos mobilizar meios financeiros para trabalhar no referido terreno. Neste momento, temos sérios problemas de dinheiro. Vamos lutar para encontrar alguns patrocinadores e apresentar propostas.
Em função dos passos que formos a dar, creio que algum patrocinador vai disponibilizar os necessários apoios, para que este sonho possa ser realizado num curto espaço de tempo. Também é da vontade da federação, de que sou presidente, proporcionar dignidade ao local de trabalho para a Associação de Ténis de Benguela que durante muito tempo desenvolve trabalho em local inapropriado. Agora, com o terreno que nos é colocado à disposição, espero ultrapassar este problema. Para isso é preciso dinheiro e, de certeza, vamos encontrar junto dos nossos parceiros alguns interessados no desenvolvimento da modalidade.

Vem aí os circuitos regionais no próximo mês e Angola vai participar nas diferentes categorias. Quais são os objectivos preconizados pela federação?

Estamos a dar os primeiros passos, mas tenho fé que vamos ter alguns resultados positivos. Vamos realizar uma boa campanha nas diferentes provas. Não quero com isso dizer que vamos conquistar lugares cimeiros, mas vamos ganhar experiência. Como é sabido, estivemos ausentes das competições internacionais há bastante tempo. Assim sendo, vamos para lá tentar ambientar-nos e adquirir rodagem competitiva. Espero que sejamos bem-sucedidos, somando bons resultados.

ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS
Angola livre das dívidas contraídas


Sem revelar os montantes, o presidente da Federação Angolana de Ténis (FAT), Matias Castro da Silva, assegurou ao Jornal dos Desportos que as dívidas contraídas à Federação Internacional de Ténis (ITF) e a Confederação Africana de Ténis (CAT) foram todas liquidadas, acabando assim com o bloqueio que lhe havia sido imposto pelas referidas instituições internacionais.

Qual é a situação real das dívidas que a FAT tinha com a Federação Internacional de Ténis (ITF) e a Confederação Africana de Ténis (CAT)?
Para o bem da família tenista, este assunto foi ultrapassado. Eliminámos todas as nossas dívidas. Neste preciso momento, a FAT está livre de qualquer dívida com os referidos organismos internacionais. Agora, já podemos participar nos circuitos regionais e noutras competições de cariz internacional.

Está a dizer que a FAT já tem capacidade financeira para fazer frente aos desafios que lhe surgem como a participação em provas internacionais?
Não estamos bem de saúde financeira. Tivemos de fazer alguma ginástica para pagar as dívidas, com a ajuda de alguns patrocinadores e do próprio Ministério da Juventude e Desportos e de algumas pessoas de boa vontade. A nossa atenção era, realmente, liquidar as dívidas. Felizmente, conseguimos saldá-las em pouco menos de seis meses, depois da nossa tomada de posse. Estou certo que, em função do trabalho interno que estamos a desenvolver, vamos conseguir bons resultados, elevando o nome do país nas competições internacionais.

Para quando a vossa efectiva participação em eventos de cariz internacional?
A nossa participação efectiva e activa nas reuniões de cariz internacional sob a égide da ITF e CAT começam a partir de Janeiro do próximo ano. Como disse, estamos livres de participar de todos os eventos de âmbito internacional. Prova disto, é que estamos a preparar uma selecção para no próximo mês competir no circuito regional. Outros eventos estão programados para os próximos tempos no nosso país, cujos prelectores vão ser nomeados pela ITF.

DIRECÇÃO
Problemas internos
estão sob controlo

Está a dirigir uma federação com muitos problemas internos. Há informações que apontam para um descontentamento generalizado na direcção. Inclusive, vozes correntes dão conta da saída de pessoas influentes, provocando a desagregação no grupo de trabalho que se pretende harmonioso. O que se lhe oferece dizer?

Em momento algum a coesão na Federação Angolana de Ténis (FAT) foi posta em causa. Como em qualquer instituição pública, a federação não foge à regra. Estamos a trabalhar no sentido de haver maior união, compreensão entre os membros, isto em defesa da coesão que sempre caracterizou a Federação. Por isso, não posso trazer assuntos como este à imprensa, até porque não foi este assunto que me trouxe a Benguela. Assuntos desta natureza devem ser tratados em foro próprio.
 
O que nos tem a dizer do descontentamento dos adeptos com a actual liderança, chegando ao ponto de se distanciarem de um programa que os mesmos ajudaram a projectar para o exercício do presente mandato?

Este assunto é de consumo interno. A imprensa pode ter as suas razões e procura saber a verdade. É o seu papel e respeitamos. Mas é preciso ter em conta o princípio do sigilo. Estamos a trabalhar e a analisar as causas que estão na base das discórdias. Podem crer que é um assunto que vai ser ultrapassado para o bem da modalidade. É a conversar que os ho

Já agora, o que estará na base da confusão de que tanto se propala?
Desculpe, não posso adiantar mais nada sobre esta questão. Além disso, fui educado como homem de bem e de princípios. Como disse, as questões internas da federação devem ser discutidas em foro próprio. Por isso, podem desculpar-me, porque de mim só poderão buscar palavras que reflectem a unidade e harmonia da federação, até porque o ténis de campo está bem e recomenda-se.