Jornal dos Desportos

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Entrevistas

Auguramos campeonato competitivo

Gaudncio Hamelay, no Lubango - 21 de Outubro, 2010

Campeonatos Nacionais de Futebol de Salo em snior masculino e feminino

Fotografia: Gaudncio Hamelay, no Lubango

O Campeonato Nacional de Futebol Salão seniores masculino e feminino está às portas e a cidade do Lubango vai ser o palco. Que condições encontrou na cidade do Cristo-Rei?
As condições são excelentes. Estamos bem servidos, pois o pavilhão apresenta excelente comodidade e as autoridades governamentais locais receberam e satisfizeram o caderno de encargos apresentado pela FAFUSA. Há previsões de realização de um bom campeonato, tendo em conta a boa vontade do director provincial da Juventude e Desportos, a força das pessoas que dirigem a Associação provincial local da modalidade e da juventude huilana. Queremos agradecer o director provincial da Juventude e Desportos pela forma como nos recebeu.

Quantas equipas vão participar em cada uma das categorias?
Fizemos uma previsão de 14 equipas no sector masculino e entre 8 e 10, na classe feminina.

A província anfitriã vai fazer-se representar no certame apenas com masculinos. O que se lhe oferece dizer?
Projectámos a prova regional feminina, em 2009, e naquela altura já não havia equipas femininas na província da Huíla. Realizá-la-emos, agora, em 2010, porque era nossa pretensão dar tempo à Huíla e incentivá-la a criar as condições para a constituição de uma equipa feminina. Infelizmente, não foi possível. A FAFUSA deu à Huíla e a todas as outras províncias o direito de participar com equipas femininas desde que se inscrevessem.

Com a realização do primeiro torneio regional na Zonal Sul, estará relançado o Futsal feminino no país?
Está naturalmente relançado. Tivemos um encontro com os agentes do Futsal na província da Huíla e a FAFUSA está disposta a realizar torneios do género e outros um pouco por todo o país.

Que avaliação faz do nível técnico-competitivo do torneio?
Positivo. Para a federação, foi gratificante. Sentimo-nos reconfortados, porque o objectivo foi alcançado. Demos alegria às senhoras e aos simpatizantes do Futsal; havia uma lacuna na competição no sector feminino e tirámos a modalidade da letargia. Agora, com essas competições, demos mais rodagem às atletas e auguramos um campeonato nacional mais competitivo.

As condições técnicas têm sido motivo de celeumas. Como estão nesse capítulo?
Estão todas reunidas, essencialmente, a documentação. Há utensílios para a realização dos jogos, no caso as bolas. Vamos oferecer equipamentos e apitos aos árbitros, bem como uma gama de material necessário para a realização das partidas sem constrangimentos.

Os moldes de disputas dos campeonatos nacionais já estão definidos?
Os moldes são os habituais. Na primeira fase, jogar-se-á todos contra todos em duas séries, em masculino. Os primeiros classificados passam à segunda fase e jogam no sistema cruzado para se apurarem os finalistas. Em feminino, o molde de disputa depende do número de equipas participantes. Se houver um número considerável, podem disputar no sistema todos contra todos a uma volta e, na segunda fase, introduzir o sistema cruzado, em que o primeiro joga com o quarto e o segundo com o terceiro, para se apurarem os finalistas.

Benguela agrada Federação

Benguela foi uma montra do futsal que carece de rejuvenescimento. Um comentário…
A modalidade esteve desorganizada há uns tempos, mas houve integração de certos membros que deram uma lufada de ar fresco ao Futsal benguelense. Hoje, está melhor em termos de qualidade. Benguela também teve o apoio total da direcção provincial da Juventude e Desportos. No torneio zonal, participou com duas equipas e demonstrou elevado nível técnico no futsal feminino. Porém, não temos conhecimento sobre o Futsal masculino.

E mais…
O que ocorreu em 2007 e 2008 já não vai se repetir. As inscrições das equipas no momento de realização dos campeonatos nacionais ficam para a história. Há melhoria na comunicação entre a Federação e a Associação local. Dez equipas estão inscritas na Federação, que no passado recente era um sonho. Estamos no mês de Outubro e duas equipas estão inscritas para os campeonatos nacionais. Isso prova que houve melhoria no funcionamento das instituições.

A Fafusa está satisfeita com a qualidade técnica e táctica das províncias que praticam a modalidade?
Muito satisfeita. Foi com muito agrado que visitámos as circunscrições este ano; assistimos aos jogos dos campeonatos provinciais regulares e inscrições de equipas. As constatações conferem seriedade às competições.

O I Torneio Zonal contou com representantes das províncias do Namibe, Luanda e Benguela. Que razões levaram as outras à desistência?
À última hora, a província do Kwanza-Sul comunicou-nos que não poderia estar presente. Sentimo-nos constrangidos e lamentámos o sucedido. As deslocações das equipas não são responsabilidades da Federação. Há grande dificuldade no país e as que se fizeram representar, são as províncias que têm mais interesse, apoios e patrocinadores. Em todos os torneios e campeonatos são as que sempre participaram.

Que apoio a Fafusa dá a esses clubes?
Fizemos um caderno de encargos, reunimos com os legítimos representantes e demos apoio material, moral e financeiro a algumas.

Técnico angolano na selecção nacional

Que comentário  faz sobre a participação de Angola nas competições africanas?
Na última participação do país, na Líbia, ficámos em terceiro lugar no grupo. Foi uma participação que não nos agradou, porque houve aspectos que não correram bem. Agora, no Campeonato Africano das Nações, a realizar-se, em Dezembro, no Burkina-Faso, auguramos boa participação, melhor que a da Líbia.

Para o sucesso no Burkina-Faso, Angola vai precisar de melhorar a qualidade do seu estilo…
Aproveito o ensejo para anunciar que estamos no mercado à procura de um seleccionador nacional e, nos próximos dias, estaremos em condições de anunciá-lo. Os trabalhos de preparação arrancam, provavelmente, em Novembro ou Dezembro, para que tenhamos uma digna participação.

Quais os requisitos exigidos para o seleccionador nacional?
Pretendemos um treinador disciplinado e campeão. Um homem do desporto e que tenha títulos.

Dos possíveis candidatos, tem alguma preferência já definida? Deve ser estrangeiro ou nacional?
Estrangeiro está fora de hipóteses. Estamos à procura no mercado nacional. Até agora, os treinadores angolanos dão conta dos seus trabalhos e são os responsáveis do crescimento do Futsal no país. Por isso, seria de bom agrado se comandassem a selecção nacional no próximo campeonato africano.