Jornal dos Desportos

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Entrevistas

" necessrio trabalhar as seleces nacionais em ciclos de longa durao"

Joo Francisco, On-line - 17 de Junho, 2013

Manuel da Silva

Fotografia: Nuno Flash

Começou a praticar basquetebol, em 1984 através de um grupo de amigos numa tabela colocada na árvore, na rua Porto Alexandre junto ao mercado do Bairro. Manuel da Ressurreição da Silva, 45 anos, ou simplesmente “Gi”, como é conhecido no meio da bola ao cesto, treina a selecção nacional masculina sub - 16.

“Com seis (6) meses de prática e apenas 16 anos fui convocado pela primeira vez para os sub- 18. Aos 18 anos já com mais experiência, ganhei a confiança da equipa técnica para ser capitão da selecção”, começou a descrever a sua trajectória desportiva como jogador.

Um ano depois, Manuel da Silva "GI", passa a ser um dos titulares da equipa sénior do clube Ferroviário de Angola."Quando ainda com 17 anos, fazia também dupla categoria e, dei igualmente o meu contributo como titular da equipa sénior do Ferroviário, numa equipa onde encontrei Aníbal Moreira, Josué Campos, Paulo madeira, Gil Almeida, Hélder Cruz, entre outros", lembrou-se o jogador de um dos primeiros clubes.

Em 1986, ainda com 18 anos de idade, é igualmente convocado para a pré-selecção nacional de seniores, que nesse mesmo ano se preparava para o Mundial de Barcelona (Espanha), entretanto preterido, por opção técnica, da lista final dos convocados efectivos.

“Como jogador, outro dos momentos que marcou a minha trajectória foi sem dúvida, quando como capitão da selecção nacional sub – 18, fomos novamente vice - campeões africanos em 1987, em Lagos (Nigéria) ”, sublinhou.

Naquela altura, segundo ainda Manuel da Silva, a selecção nacional tinha, além de mim, outros nomes sonantes que agora também se dedicam a outras actividades, mas que nunca se desligaram da modalidade, como, Paulo Macedo (actual treinador da selecção nacional de seniores), Paulo Madeira (actual Presidente de Direcção da Federação Angolana de basquetebol (FAB), David Dias, Ângelo Vitoriano, entre outros.

Das várias histórias desta geração, Manuel da Silva “Gi”, recorda-se de quando na primeira viagem que fez com a selecção de juniores em 1984, quase não conseguia dormir só de ouvir os relatos de Paulo Garcia ou Jair Garcia, seu colega, com quem partilhava o quarto.

CARREIRA
Técnico dos sub 16
e adjunto no Petro


De acordo com Manuel da Silva "Gi", representou o Petro Atlético de Luanda dos 20 anos aos 24 anos, vivendo depois a sua primeira experiencia no profissionalismo em Portugal, onde permaneceu no Fisico de Torres Vedras, durante 18 anos, onde terminou a sua carreira como jogador, tendo apostado na carreira de treinador.

Manuel da Silva"Gi", além de assumir funções na selecção nacional de sub -16, que prepara o Campeonato Africano da categoria de 27 do corrente a 07 de Julho em Madagáscar, é também treinador adjunto do Petro Atlético de Luanda.

Como treinador, Gi tem os cursos de Nivel I, II e III, obtidos em Lisboa (Portugal), nos anos de 1994, 2000 e 2005, respectivamente, e o grau de Treinador de Basquetebol atribuído pelo Instituto de Juventude e Desportos de Portugal.

HERDEIRO

O técnico de Basquetebol, Manuel da Silva "Gi", como qualquer desportista que se preze já tem um seguidor. Trata-se do seu terceiro filho, Gil Slva, 13 anos, que representa o Petro Atlético de Luanda.

" O Gil Silva participou já nas selecções de Lisboa de sub-12 em 2011, foi MVP e, foi eleito como um dos 5 ideal do torneio de Lisboa desse mesmo ano. Em 2012 voltou a ser MVP no torneio de Natal de sub - 12 organizado pelo 1º de Agosto".

OBJECTIVO
Alcançar o pódio no afrobasket


Para Manuel da Silva"Gi", que na selecção masculina de sub- 16 é coadjuvado por outro antigo praticante, Miguel Lutonda, "General", 41 anos, o objectivo passa por melhorar a sexta classificação obtida em 2009  e  a quarta  posição  de 2010, o que significa obter uma das medalhas em disputa ou o pódio.

Portanto, se tivermos em conta, o histórico das selecções angolanas na competições anteriores, segundo o treinador principal dos sub - 16, a melhoria passa necessariamente, pela obtenção da terceira posição, no mínimo o que equivale a medalha de bronze, apesar da preparação do grupo que dirige ter iniciado com um relativo atraso em relação às demais concorrentes, particularmente a principal favorita que é o Egipto.

"O Egipto que é um dos sérios candidatos ao título, começou a preparar com antecedência de um ano a competição que albergou e, o resultado foi o título", disse ao passar o recado de que se quisermos obter bons resultados temos de trabalhar árduo para recuperar o tempo perdido.

Na óptica do treinador, Gi. a trajectória feita ao longo destes anos todos pelos seniores a nível do continente, torna-se pouco ou nada motivador  se não inspirar às novas gerações de  basquetebolistas destas selecções nacionais  nos escalões de formação, para ser dada a devida sequência.

"É necessário trabalhar-se em ciclos de longa duração, com 1ou 2 anos de antecedência até às datas das competições africanas. Outra medida interessante de se observar era a introdução das selecções nacionais de sub-16 nos quadros competitivos dos sub-18 e estes por sua vez nos nacionais de seniores do grupo B", sugeriu.

Para Manuel da Silva"Gi", que na selecção masculina de sub- 16 é coadjuvado por outro antigo praticante, Miguel Lutonda, "General", 41 anos, o objectivo passa por melhorar a sexta classificação obtida em 2009  e  a quarta  posição  de 2010, o que significa obter uma das medalhas em disputa ou o pódio.

Portanto, se tivermos em conta, o histórico das selecções angolanas na competições anteriores, segundo o treinador principal dos sub - 16, a melhoria passa necessariamente, pela obtenção da terceira posição, no mínimo o que equivale a medalha de bronze, apesar da preparação do grupo que dirige ter iniciado com um relativo atraso em relação às demais concorrentes, particularmente a principal favorita que é o Egipto.

"O Egipto que é um dos sérios candidatos ao título, começou a preparar com antecedência de um ano a competição que albergou e, o resultado foi o título", disse ao passar o recado de que se quisermos obter bons resultados temos de trabalhar árduo para recuperar o tempo perdido.

Na óptica do treinador, Gi. a trajectória feita ao longo destes anos todos pelos seniores a nível do continente, torna-se pouco ou nada motivador  se não inspirar às novas gerações de  basquetebolistas destas selecções nacionais  nos escalões de formação, para ser dada a devida sequência.

"É necessário trabalhar-se em ciclos de longa duração, com 1ou 2 anos de antecedência até às datas das competições africanas. Outra medida interessante de se observar era a introdução das selecções nacionais de sub-16 nos quadros competitivos dos sub-18 e estes por sua vez nos nacionais de seniores do grupo B", sugeriu.

PING –PONG

Qual será o seu contributo no Mundial de Hóquei em patins?
Como angolano que sou, estou disponível para ajudar, directa ou indirectamente os organizadores do evento. Prometo prestar todo o meu calor com a presença em todos os jogos de Angola.

Qual é a importância deste evento para si?   
É a melhor forma de divulgar o desenvolvimento atingido até agora em Angola, que é um País muito falado lá fora, mas que todos querem conhecer melhor.

Acha que Angola pode vencer?
Por natureza somos um povo muito ambicioso e muito unido quando se trata da bandeira nacional. Por isso acredito que com algumas cautelas podemos chegar ao título.

Quais são as possibilidades de Angola no Mundial? 
Tendo em conta as grandes potências como, Espanha, Portugal, Argentina, e Itália, a subida ao pódio é a nossa realidade. 

O país consegue responder de forma positiva à organização do Campeonato Mundial?  

Claro que sim.Vamos estar melhor ainda na altura da competição. Já realizamos uma grande competição e com clubes a nível mundial, com mais gente envolvida e saímo -nos muito bem.
 
Quais são os verdadeiros ganhos para Angola?  

Divulgação e massificação do desporto e do hóquei em particular. Vamos  ganhar mais infra-estruturas, inscrever o nome de Angola na galeria dos Países que já realizaram Campeonatos do Mundo.

POR DENTRO

Nome completo: Manuel da Ressurreição Figueiredo da Silva
Filiação: Horácio Lemos da Silva e de Maria da Conceição Figueiredo Andrade da Silva
Data e local de Nascimento: Ao 27 de Abril de 1968, em Luanda
Estado Civil: Casado com Josefa Silva
Filhos: Três
Peso: 104 Kg
Altura: 1, 94 m
Prato Preferido: Arroz de Marisco
Bebida:  Água e Sumo Natural
O que faz nos tempos livres: Ler e passear com a família
Número de Calçado: 47
Clube Preferido: Em Angola o Petro de Luanda. No estrangeiro o Futebol Clube do Porto
Cidade: Barcelona
País: Espanha
Perfume: AcQua de Gio
(Giorgio Armani).
Religião: Católico
Ídolo: José Mourinho e John Wooden
Alguma vez mentiu: Nunca. Apenas omiti
Sonho/desejo: Ter saúde para poder ver e acompanhar o crescimento do meu filho.