Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Entrevistas

"Ganhei a titularidade nos escales de formao com muito esforo"

Augusto Fernandes - 30 de Maio, 2013

Mona passa pelo jogo de um-para-um, dribles

Fotografia: Augusto Fernandes

O ponto forte do jovem Mona passa pelo jogo de um-para-um, dribles estonteantes, faz bons cruzamentos  para a cabeça do ponta de lança e também faz gosto ao pé com muita normalidade.

Para  Mona, apelido que ganhou do mister Filipe Nzanza, a  vida futebolística iniciou em 2004, aos 7 anos de idade no bairro malangino, no Golf 1 em companhia de Cláudio, Kaleke, Manucho, Beniské e muitos outros seus amigos de infância.

“Quando tinha 10 anos de idade um jovem chamado Vindeu organizou uma equipa de Bairro denominada Inter de Milão (do Golf naturalmente), onde passei a jogar com o Bulula, Ciência, Marley, Demadik, Cabiala e MT”, disse.

Segundo Mona, os jogos naquela altura normalmente, eram realizados no famoso campo da sétima esquadra ao Golf dos Correios. “Com a referida equipa também ganhamos um torneio de futebol de salão organizado por um kota da área e, fiquei a jogar no bairro até 2011”, confirmou.

Ainda em 2011, Mona, foi parar ao Catetão, "oficina" do Petro de Luanda, através do irmão que tinha algumas amizades com alguns jogadores do clube.

Na altura com 14 anos de idade, foi recebido pelo professor Bodunha e encontrou o Mavambo, Cabeça, David, Jesus e outros. Nos juvenis do clube do eixo viário,   Mona, treinou apenas durante três meses mas não foi inscrito, pelo que tentou a sua sorte no 1º de Agosto.

“Como o meu irmão Denas já treinava nos caçulinhas do 1º de Agosto, levou-me lá e apresentou-me ao mister Lourenço, que me recebeu muito bem.

No 1º de Agosto encontrei o Coelhinho, Boss, Cristo, Ilunga, Adão, Aguinoy, Mamará, Congolo e muitos outros jogadores. Fiz alguns treinos com os caçulinhas, mas como já não tinha idade para jogar naquele escalão passei imediatamente para os juvenis em 2012”, disse.

“Carreira no
1º Agosto foi difícil”


Nos Juvenis do 1º de Agosto, orientados por Filipe Nzanza e Neto, Mona encontrou o Kidiaba, Gerson (irmão do Elísio), Vado, Zé, Nandinho, João Vala, Indula, Ferraz, Djony, Papi, Barulho e muitos outros.

“ Foi muito difícil impôr-me na equipa, porque na minha posição havia um grande jogador. Aliás, toda a equipa era  e é constituída de bons jogadores  desde a baliza até ao ponta”, conta ainda Mona.

Teve assim de esperar nove jornadas para ter oportunidade que só aconteceu no regresso ao catetão como jogador do arqui -rival o Petro. “Quando entrei em campo,   perdíamos por uma bola a zero (1-0).

“Estava um pouco nervoso, mas depois concentrei-me e coloquei em prática o que sabia. Fiz alguns arranques e comecei a dar trabalho  a defesa contrária e numa destas jogadas cavei um penalty com um cruzamento que bateu na mão do defesa do Petro, mas infelizmente o meu colega falhou e perdemos por 1-0”, revelou na sua “estreia”, dando uma imagem das reais dificuldades que encontrou para se impôr. Com JF

MOMENTOS
Presença de Carlos Hendrick num jogo


Dai em diante, Mona agarrou o lugar com “unhas e dentes” no 1º de Agosto, ou seja, mereceu a confiança do corpo técnico foi utilizado como titular até  à presente data.

“Em certa ocasião num jogo contra os Brilhantes em Viana, com o campo completamente abarrotado, fomos informados que o presidente do clube Carlos Hendrik, ia assistir ao jogo pois ele só ouvia dizer que os juvenis dão muitas goleadas. Ficamos apreensivos mas ao mesmo tempo com o moral mais alto”.

 “Quando vimos o kota na assistência e dissemos a nós mesmos que era preciso ganhar o jogo. Começamos a ganhar por (1-0), depois os Brilhantes empataram o jogo  e finalmente derrotamos ( 2-1).

Para Mona o facto do presidente Carlos Hendrik ficar muito satisfeito e batido palmas e dar os parabéns ao Mister Filipe foi bastante reconfortante. Um outro jogo que ficou gravado na memória foi contra o Petro de Luanda no Campo Ndunguidi Daniel.

“Em apenas 10 minutos da primeira parte o Petro estava a ganhar por 2-0. Lutamos para pelo menos diminuir a desvantagem ainda na etapa inicial mas não conseguimos.

Foi na segunda parte que o mister Filipe fez duas substituições cirúrgicas que fez a diferença: Numa jogada individual depois de passar por dois contrários fiz um cruzamento para a cabeça do Gerson que reduziu a vantagem (2-1). E, quase a finalizar o jogo recebi um cruzamento do lado direito do nosso ataque e de cabeça fiz o golo do empate (2-2)”, confessa a sua satisfação. Com.

PING-PONG
“Quero jogar
na Inglaterra”


Como estudante o que pensa ser no futuro em termos académicos?
Estou na 10ª classe e gostaria de ser um bom advogado.

E como jogador como perspectivas o futuro?

Representar com brio os seniores, atingir os Palancas Negras ganhar pelo menos um CAN e jogar na Inglaterra.

Angola vai realizar o primeiro Mundial em África em Hóquei em Patins. O que  esperas da nossa selecção em termos classificativos?

Sei que existem os grandes “papões” como Portugal, Argentina e Espanha. Mas pelo que tenho visto nos jogos de preparação acho que podemos surpreender e atingir as meias-finais.

O que tem a dizer sobre a saída de Romeu Filemon do comando técnico do 1º de Agosto?

Eu acho que ele estava a fazer um trabalho aceitável. Mas a direcção queria títulos (…).

POR DENTRO

Nome completo:
Nelson Miango Mudile
Filiação: José Komba Mudile e de Maria Barroso Miango
Naturalidade e data de nascimento: Luanda, aos 26 de Julho de 1997
Estado civil: Solteiro
Irmãos: Oito
Altura: 1,68
Peso: 56
Calçado: 41Numero com que habitualmente joga: 11
Cor: Branca
Tempos livres: Gosto de ler
Filmes: Acção
Musica: Romântica
Prato: Arroz com feijão e frango frito
Bebida: Sumos
O que mais teme: A morte
Quantos anos gostaria de viver: 100 anos
Acredita em Deus: Sim, porque ele é o nosso criador
Religião: 7º dia
Assisti os cultos regularmente: Quando não tenho jogos aos sábados não falho.
Alguma vez mentiu: Só não mente quem está morto
Tem namorada: ainda é cedo
Quantos filhos pensa ter: 04
Pais de sonho: Inglaterra
Gosta de politica: Não
Sonho: Ter uma velhice tranquila