Jornal dos Desportos

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Entrevistas

Lateral Mussumari sonha jogar nos Palancas Negras

Manuel Neto - 27 de Setembro, 2011

Representar a Seleco Nacional e estar ao servio de uma equipa inglesa um dos sonhos do ala benfiquista

Fotografia: Jos Cola

Jornal dos Desportos - Como surgiu o gosto pelo futebol?

Gamaniel Mussumari - Surgiu ainda garoto, quando jogava à bola na rua e, mais tarde , em 2006, para fazer jus às minhas qualidades preferi ingressar nos escalões de base da equipa da Académica da Maianga, onde permaneci duarante duas épocas. Em 2008, optei pelo Sport Luanda e Benfica onde pude dar tudo de mim e a dada altura fui chamado a jogar em dupla categoria, júnior e sénior.

JD-Foi difícil cumprir com este papel de dupla categória?

GM-
Sim, foi, porque na altura militavam na equipa jogadores com boas qualidades para aquele lugar, como o Vado, actualmente no Libolo e o Buco, que está agora na equipa do Soyo. Apesar da concorrência fui trabalhando com rigor até que um certo dia fui chamado a cobrir a ala  direita. Fui bem sucedido. Daquela altura até hoje jogo com frequência nesta posição e as pessoas dizem que me tenho saído bem. O meu êxito é fruto de muito trabalho. Só com trabalho, empenho e  determinação as pessoas conseguem o que querem.

JD-Sempre jogou a laetral direito?

GM-
Não, fui médio direito. Ao longo do tempo e em função das necessidades, as equipas técnicas que aqui passaram foram me adaptando em distintos sectores e assim me adaptei com certa facilidade e hoje acho que é aqui no lado direito onde me tenho evidenciado.

JD-O ambiente que encontrou no Benfica é dos melhores?

GM
-Encontrei um grande balneário onde pontifica bom grupo de trabalho desde colegas, equipa técnica e direcção. Têm puxado muito por mim quer nos momentos bons quer nos díficeis. Assim, devo considerar que este ambiente de trabalho é dos melhores embora às vezes me depare com algumas situações ridículas, como maus resultados, mas sei que são coisas do futebol. Tudo passa, basta termos paciência e coragem.

JD-Como encara a concorrência na ala direita com  Vadinho  e outros bons jogadores?

GM
-Tenho que respeitar a concorrência. O Vadinho é um grande jogador, já actuou em vários clubes, como a Académica do Soyo, o Libolo e até mesmo na selecção de sub-20. Por isso, é um atleta que merece respeito. O futebol depende do bom momento de cada jogador. Neste momento estou bem e a equipa técnica acredita em mim. Mas é verdade que neste lugar qualquer jogador pode jogar desde que esteja bem. Em suma, devido à experiência do Vadinho, contaremos com ele ao longo do campeonato.

JD- É bem pago no Benfica?

GM-São segredos profissionais, mas sinto-me satisfeito com o que ganho, porque dá para suprir algumas necessidades básicas. O resto só o futuro dirá, uma vez que o homem é ambicioso por excelência, cada dia que passa quer sempre mais, de acordo com as necessidades que vai encontrando ao longo da vida.

JD-Que objectios persegue na sua  carreira?

GM
-É certo que qualquer atleta espera sempre atingir altos patamares. Eu não fujo à regra. Por isso, pretendo continuar na mó de cima para ingressar nas melhores equipas do País e da Europa, concretamente num clube inglês e na selecção nacional.

“Não vamos baixar
a cabeça”


J D - O que já  ganhou ao longo da sua curta carreira?

GM- Ao longo da minha carreira nunca tinha feito um contrato digno desse nome. Como disse estou a começar a trilhar caminhos brilhantes no futebol, por isso é muito cedo falar de ganhos. Prefiro esperar porque sou jovem e ainda tenho muito para dar ao futebol.

JD-O Benfica começou bem a època mas vai decaindo jornada pôs jornada….

GM-Isso faz parte do desporto, começámos de facto bem, infelizmente têm acontecido certos dissabores no seio do grupo, sobretudo na falta de vitórias, embora tenhamos jogado bem a maior parte dos jogos. Mas não vamos baixar a cabeça, continuaremos unidos trabalhando com afinco para  alcançarmos os nossos objectivos neste campeonato, que passam pela prmanência na prova.

JD-O mau momento do grupo, não vai afectar a vossa prestação n as meias-finais da Taça de Angola?

GM-
As coisas não devem ser vistas assim. Apesar do mau momento que o grupo vive, devemos ter muita esperança para tudo que fazemos. Acredito que faremos uma boa campanha na Taça de Angola. Os jogos da Taça nada têm a ver com os do Girabola. Por isso, estamos dispostos a fazer com dignidade tudo que sabemos no futebol, para chegarmos à final da competição e, quiçá, arrebatarmos o troféu.

“O Girabola está bastante  difícil”

JD - Que  avaliação faz até agora do Girabola?

GM-
O Girabola está sendo bastante dificil. Basta ver as derrotas que as grandes equipas têm sofrido e logo leva-nos a concluir que não existem equipas fáceis. Este ano a maior parte das equipas fez um grande investimento nos seus plantéis, o que só veio oferecer mais competitividade à prova.

JD- Que visão tem sobre a formação de novos jogadores no País?

GM-
Está no bom caminho. Da formação têm saído muitos jogadores que proliferam pelo País e pela Europa, mas é preciso mais apoio para que as pessoas que trabalham nesta área possam fazer o seu trabalho com mais empenho e determinação, rumo aos objectivos que o País pretende, que é o de elevar o nome de Angola ao mais alto nível. Isto só é possivel com jogadores com boa formação de base.

JD - Como caracteriza as infra-estruturas desportivas no país?

GM
- Neste capítulo Angola já esteve pior. Minimizou tais dificuldades com a construção de quatro estádios de raiz. Não basta, é preciso trabalharmos mais para que cada província tenha mais campos relvados.

JD- Angola ainda tem chance para se apurar ao CAN de 2012?

GM-
Tem, porque a esperança é a última a morrer. Além disso a selecção nacional está com bons níveis de confiança, está a praticar um futebol razoável, que oferece garantias para um futuro risonho do grupo.

Auguro o melhor para Vidigal

JD - O que acha do novo técnico Lito Vidigal?

Não conheço bem o perfil do técnico, mas como foi opção da federação devemos respeitar. Ela tem procurado sempre trazer os melhores treinadores para a selecção e este não foge à regra. Vamos esperar pelo trabalho do técnico Lito Vidigal e Deus queira que tudo corra bem para ele e para a nossa selecção.

JD - Que importância tem para si o CAN ?

GM-
O CAN é uma grande competição que vem valorizar e dar uma grande rodagem competitiva e mais oportunidade aos jogadores para entrarem noutros mundos do futebol, sobretudo na Europa. Em face disso, esta competição deve ser bem aproveitada para valorização do futebol africano.

JD - Como avalia o nível competitivo dos atletas das selecções que  participam no apuramento?

Pelo que tenho visto estão num bom nível, uma vez que todos os jogadores que dela participam têm dado tudo de si para merecerem a confiança dos técnicos e para assegurarem um lugar entre as selecções em que jogam e consequentemente contribuirem para o apuramento. Acredito que Angola tem capacidade para isso.

Treinador do ASA critica
arbitragem de João Goma

O técnico do Atlético Sport Aviação (ASA), José Diniz, mostrou-se domingo desapontado com a actuação do trio de arbitragem chefiado por João Goma, após ter perdido diante do Interclube por 0-2, em jogo da 26ª jornada do campeonato nacional de futebol da primeira divisão.

Falando no final do desafio, realizado no domingo, no estádio 22 de Junho, o treinador dos aviadores sublinhou que o juiz agiu de forma intencional em vários lances que prejudicaram o seu plantel, principalmente aos 57 minutos, quando assinalou uma penalidade a favor do Interclube.

 Salientou ser importante que os árbitros sigam de forma regular as jogadas para evitar que façam um trabalho que acaba por prejudicar uma das formações. Referiu que apesar de um ligeiro equilíbrio registado, os seus atletas estiveram melhor em relação aos polícias nos primeiros 45 minutos, mas pecaram na finalização.

PERFIL

Religião- Católica

Prato prefrido- Arroz

Bebida preferida- Água e sumo

Filme- comédia

Musica- variáveis

Cidade mais bonita- Luanda

Ídolo-  Ronaldinho Gaúcho

Calçado- 43

Como se veste ao fim-de –semana- À desportiva

Hobby- Estar com amigos